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Alisamania

Tem para todas! O alisamento japonês já pode ser usado em fios claros, descoloridos, afro. Mas será que ele vale mesmo a pena?

por Deise Garcia

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A promessa é irresistível: faça chuva, faça sol, cabelo liso, sempre arrumado. Não é à toa que o alisamento japonês, também conhecido como reestruturação térmica ou escova definitiva, virou uma febre. O sucesso, mesmo depois de um ano do seu aparecimento, é prova, sim, de que o cabelo liso reina no topo da lista dos objetos de desejo. Mas não é só isso: o alisamento ficou muito mais democrático.

Se há alguns meses ele só podia ser aplicado em quem tivesse cabelo grosso, ondulado, sem mechas mais claras ou vestígios de tintura recente, hoje, os fios tingidos, clareados ou muito crespos podem ficar lisos da noite para o dia. Prova disso é a recente transformação de Madonna, loira graças a tintura e mechas, e Gloria Maria, dona de fios crespíssimos. Há até pesquisas sobre a utilização da técnica e dos produtos para a operação inversa: cachear fios escorridos ou definir melhor os caracóis.

O processo usado — inclusive nocabelo descolorido ou afro — é o mesmo. Unem-se dois tratamentos: o alisamento químico, só que feito com produtos mais modernos e suaves, e o uso da chapinha de porcelana. Eles distribuem por igual a queratina, proteína capilar que está na base dos fios. O efeito é permanente, com retoques a cada quatro ou seis meses.

Por ser uma uma química agressiva, o bom resultado da escova definitiva vai depender de os fios estarem saudáveis e de o cabeleireiro ser um expert na técnica. Por essa razão, apesar do boom do método, nem todos os profissionais são favoráveis à sua utilização. “Os fios com reflexos ou coloridos com hena precisam passar por um minucioso exame antes da aplicação”, alerta a dermatologista Rosana Gonçalves, do Rio de Janeiro (RJ). “O resultado é muito duvidoso. Quando a raiz nasce, dá uma diferença enorme e o aspecto é artificial”, comenta o cabeleireiro Dudu Meckelburg, do HBD Spa, no Rio de Janeiro.

Para não encrespar


Como tudo que vira moda da noite para o dia, o alisamento japonês passou a ser praticado por pessoas não especializadas. Para evitar surpresas desagradáveis, leve em conta alguns cuidados indispensáveis antes de entregar o cabelo para a transformação.

• Se você está mesmo disposta a experimentar a novidade, certifique-se de que o cabeleireiro escolhido domina a técnica. Não hesite: peça para ver o certificado do curso de especialista (lembre-se: é o seu visual que está em jogo).

• Tenha absoluta certeza — antes — de que seus fios resistem à química. Os profissionais sabem que é preciso fazer o teste numa mecha fina da parte de trás do cabelo alguns dias antes de realizar o procedimento em toda a cabeça. Exija esse teste.

• Nem todo cabelo fica liso e lindo quando submetido ao recondicionamento térmico. Condição básica para um resultado maravilhoso é a saúde dos fios. Se eles estiverem danificados, quebradiços, ressecados ou com queda acentuada, precisam ser primeiro avaliados e tratados, depois alisados.

• As chapinhas que podem ser usadas são as de porcelana. “As de metal, em contato com a amônia, presente no produto alisador, queimam os fios”, alerta Célia Liberato, do salão L’Equipe, em São Paulo (SP). Portanto, não custa dar uma olhada no equipamento.

• O alisamento demora. Prepare-se para, no mínimo, quatro horas de chá de cadeira. E, durante o processo, você tem que ficar parada, pois, se o fio dobrar, pode marcar.

• O tratamento custa, no mínimo, 1000 reais (desconfie de quem promete a técnica por muito menos que isso). Considere também o retoque após seis meses e o uso de produtos específicos para cabelo quimicamente tratado (em média, 10% mais caros do que os tradicionais). É bom fazer as contas.

O alisamento, meses depois


Quem apostou no método made in Japan logo que ele apareceu por aqui conta os resultados:

“Meu cabelo era ondulado. Alisei os fios há seis meses e me arrependi. No começo, continuei a fazer escova para domar as pontas espigadas — tive que cortar 10 centímetros para eliminá-las. Agora, continuo com ela para ajeitar a raiz crescida e ondulada.”
Rose Soicher, 33 anos, representante de moda, de São Paulo (SP)

“O meu cabelo era cacheado. Fiz o alisamento japonês porque adoro cabelo liso — vivia fazendo escova. Estou muito satisfeita com o resultado, apesar de reconhecer que precisa hidratar e cuidar ainda mais dos fios, caso contrário, eles ressecam muito. Já estou até programando o retoque.”
Janaína de Moraes, 19 anos, recepcionista, de São Paulo (SP)

“Eu tinha raiz lisa e pontas bem cacheadas. O alisamento é muito prático: você pode até dormir com os fios molhados que eles ficam em ordem no dia seguinte. Mas, por outro lado, tem que hidratar muito, se acostumar com o aspecto artificial e esquecer babyliss ou bobes. Não pára nada.”
Veridiana Valdaiz, 16 anos, estudante, de São Paulo (SP)

Produção: Jaqueline Lopes. Cabelo e maquiagem: Marcos Ribeiro. Blusa Verde: Siberian; blusa Rosa: Costume; blusa Estampada: Carmin.

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