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Por que fazer lipoaspiração?

Saiba quando o procedimento é indicado e tire suas dúvidas

Por Deise Garcia
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Foto Mari Queiroz

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A gente vive falando para você investir em dieta saudável e malhação constante para definir os músculos, ganhar curvas e enxugar os excessos. Mas, cá para nós, certas gordurinhas parecem resistir a tudo! Aí, é hora de contar com os poderes da lipoaspiração. Mas antes de tomar qualquer decisão, é fundamental se informar sobre o assunto e colocar prós e contras na balança.

Como funciona a lipoaspiração?

Nove entre dez mulheres já pensaram, pelo menos uma vez na vida, em apelar para a lipoaspiração — técnica de retirada de gordura por meio de aspiração ou de seringa — na esperança de dar cabo das gordurinhas extras. Se você está decidida, é hora de buscar todas as informações possíveis. A primeira e mais importante delas: lipo não emagrece. Sim, minha amiga, o procedimento é indicado para quem, depois de encarar uma dieta equilibrada e adotar uma rotina de exercícios físicos, não conseguiu se livrar dos extras. Só para relembrar, o Conselho Federal de Medicina e a Câmara Técnica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica determinaram, por motivos de segurança para a paciente, que podem ser retirados no máximo 7% do peso corporal nas cirurgias infiltrativas (aquelas em que soro fisiológico e anestésico são injetados na camada de gordura antes de aspirá-la) e 5% do peso corporal nas não-infiltrativas. “Junto com a gordura, removemos também água, sangue e sais minerais indispensáveis à saúde. Por isso, avaliar a quantidade é essencial”, explica o cirurgião plástico Edmar Soares, da Clínica Dominium Corpus, em São Paulo (SP). Em segundo lugar, o risco de complicações existe sempre. As técnicas estão modernas, o tempo de recuperação é mais curto e os resultados são eficientíssimos, mas isso não quer dizer que a cirurgia não seja uma agressão ao organismo. “O problema maior é a tentativa de trazer para o consultório um procedimento complexo, que só deveria ser realizado em ambiente hospitalar. Assim, seja qual a técnica escolhida, os cuidados devem ser os mesmos”, adverte Luiz Ferreti Filho, cirurgião plástico e diretor técnico da Corplus, em São Paulo.

E lembre-se: você também é responsável pelo sucesso da cirurgia. Isso significa usar cinta quando necessário, fazer as massagens de acordo com a recomendação médica e seguir um plano de manutenção, controlando os excessos alimentares e praticando alguma atividade física (30 minutos de caminhada, por exemplo) três vezes por semana. Senão, você já sabe: a gordura volta, porque não existe milagre.

 
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