Queda de cabelo: a preocupação número um

Uma legião de mulheres que não vive sem alisar, escovar e pintar o cabelo está agora sofrendo com ressecamento, porosidade e, por fim, queda do fio. A gente conta como reverter o quadro

Foto: Chris Parente

Alisamento, escova, chapinha, coloração, mechas… Infelizmente, nem sempre nosso cabelo suporta tamanho tranco. Não por acaso, em uma recente enquete realizada por BOA FORMA com 1.113 leitoras, a queda dos fios foi, disparado, a queixa número 1. Casos desse tipo estão relacionados tanto a fatores internos como externos. No primeiro esquadrão, entram problemas como estresse e descontrole hormonal. No segundo, mais comum, estão os processos químicos e o excesso de tração. Na maioria dos casos, o folículo permanece intacto dentro do bulbo. Ou seja, um novo fio voltará a crescer. Nem sempre, ainda, o cabelo é perdido pela raiz – o que geralmente acontece é a quebra. “Quando se usa uma química inadequada, o fio pode se partir bem próximo da raiz, dando a impressão de perda”, diz o cabeleireiro Luiz Cintra, de São Paulo. Para reverter o problema, fique de olho nas recomendações dos especialistas para cada tipo de procedimento.

Alisamento
Os alisamentos com formulações muito fortes e os realizados com frequência estão entre os principais causadores de queda e quebra. Como provocam a perda da flexibilidade capilar e a destruição das cutículas, deixam o cabelo poroso, ressecado e, por fim, frágil. “Por isso, vale hidratar o cabelo antes e depois de alisar os fios”, diz a dermatologista Mirian Sabino de Oliveira, de São Paulo. A médica também recomenda não ultrapassar o limite de tempo indicado pelo fabricante – é risco na certa. Se deixar o cabelo ao natural não é uma opção para você, procurar um tratamento menos agressivo e fazê- -lo com um cabeleireiro de confiança pode ser a saída. “Existem diversos princípios ativos nos alisamentos e cada um deles é indicado a determinado tipo de fio”, afirma Luiz Cintra. Infelizmente, muitas mulheres utilizam químicas incompatíveis e até derivados camuflados do formol, proibidos pela Anvisa.

Secador, chapinha e babyliss
O uso frequente do trio secador, prancha e modelador de cachos é outra causa comum da queda. Especialmente se a temperatura desses aparelhos for muito elevada. Isso acontece
porque o calor excessivo provoca a desidratação gradual dos fios. Quem faz escova de forma frequente pode sofrer ainda mais com o problema, já que o cabelo pode ser arrancado com
a tração. O secador também estimula a oleosidade no couro cabeludo, outro fator que favorece a queda a longo prazo. Sheila Bellotti, tricologista e especialista em Estética Capilar Avançada, do Rio de Janeiro, sugere usar a chapinha somente no cabelo seco. “Molhados, os fios ficam desprotegidos, pois estão com as cutículas abertas”, diz. Para fortalecer e cuidar da fibra, o ideal é realizar hidratações e reconstruções com intervalos menores.

Tinta e descolorante
Quem colore os fios com regularidade precisa igualmente realizar tratamentos para manter a fibra capilar fortalecida, já que a tinta fragiliza o fio – as escamas dele se abrem para receber o novo pigmento. Atenção também aos tons louro-platinados, como o da atriz Carolina Dieckmann. Descolorir o cabelo não é tarefa para amadores, especialmente se os fios já passaram por tinturas e processos químicos anteriores. “Fazer o procedimento com um profissional é a garantia de que o cabelo não sofrerá danos irremediáveis”, diz Luiz Cintra. Dependendo da fragilidade, o fio poderá quebrar ainda no lavatório. Portanto, antes de mudar o visual, vale investir nas máscaras nutritivas que contenham queratina ou arginina. Assim, o cabelo mostrará movimento e brilho – e se manterá firme na sua cabeça!

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