Aos 22 anos, Carol já foi correndo de São Paulo até o Rio de Janeiro, participou da Maratona de Nova York e realizou algumas provas de 10K. Aqui no blog, a jornalista quer trocar informações sobre o mundo da corrida.
Há pouco mais de dois anos eu havia estabelecido um desafio pessoal: correr a maratona de NY. Já era costumada a participar de provas de 10K, mas queria algo diferente e me inscrevi para a maratona sem pensar duas vezes…
Nesta mesma época, entrei como estagiária de texto na Boa Forma e a história da maratona veio a calhar. Em uma das primeiras conversas com a diretora de redação da revista, Angélica Banhara, falamos da possibilidade de criar este blog como uma espécie de diário sobre a minha preparação de 9 meses até a prova de 42K. Topei na hora!
Durante toda a fase de treinos com foco em NY, cada comentário de leitora era como um grito de incentivo na minha orelha e a visibilidade que o blog trazia – por bem ou por mal – me trouxeram mais força nos momentos duros da preparação.
Nove meses depois, completei a prova mais incrÃvel do mundo e tinha um “bebê†formado, recheado de histórias e dicas sobre corrida. O “Maratona Boa Forma†mudou de nome e virou o “Corrida Boa Formaâ€. Assim, pude continuar fazendo duas coisas que amo e, não parecem, mas estão intimamente relacionadas: correr e escrever.
A partir de agora, estou com um novo desafio profissional (que, adivinhem, tem tudo a ver com corrida!) e o Corrida Boa Forma sairá do ar – embora ele nunca sairá de mim. Quero agradecer demais todo mundo que me acompanhou esses anos aqui! Vocês nem podem imaginar – e nem eu tinha ideia – de como o blog teria um papel tão importante na minha vida.
Obrigada!
“Muito do que aprendi até hoje foi correndo ou escrevendoâ€
Eu acho pecado abrir ovo de páscoa antes do domingo, mas acho pecado também não comer uns pedacinhos a mais nesta época do ano.
Ainda bem que os especialistas já decretaram que é melhor mesmo não passar vontade, mas devorar um ovo daqueles com recheio para comer de colher e ir direto para o treino não é uma boa. Apesar do chocolate ser fonte de carboidrato, ele não vai garantir energia durante todo o treino, pois tem alto Ãndice glicêmico.
Por isso, o ideal é deixar o chocolate para logo depois da corrida. Além de servir como uma bonificação, ele é capaz de repor os estoques de glicogênio e também oferece magnésio, um nutriente essencial para a contração muscular e a fixação do cálcio nos ossos.
Mas para valer desses benefÃcios, as corredoras devem apostar na versão amarga ou meio amarga. Aà vai algumas opções para você aproveitar a Páscoa, os benefÃcios do chocolate e a corrida (sem engordar!):
Nestlé Classic Zero (50% Cacau)
94 calorias por porção de 25 g
8,2 g de carboidratos
7,6 g de gorduras totais, sendo 7,1 g saturadas
Alpino Dark (60% Cacau)
135 calorias em 25 g do produto
9,7 g de carboidratos
9,6 g de gorduras totais, sendo 5,2 g saturadas
Nestlé Classic Dark (50% Cacau)
135 calorias por porção de 25 g
11 g de carboidratos
9,2 g de gorduras totais, sendo 5,1 g gorduras
Pão de Açúcar Dark (70% Cacau)
135 calorias por porção de 25 g
10 g de carboidratos
9,3 g de gorduras totais, sendo 5,4 g saturadas
Ovo de Páscoa Talento Intense, Garoto (55% Cacau)
133 calorias por porção de 25 g
12 g de carboidratos
8,9 g de gorduras totais, sendo 4,4 g saturadas
Amaro, Lacta (43% Cacau)
126 calorias por porção de 25 g
14 g de carboidratos
7,5 g de gorduras totais, sendo 4,2 g saturadas
Dreams 55% Cacau, Cacao Show (55% Cacau)
123 calorias por 25g
Deixe-me apresentar… Essa da ponta-direia é a Cilene: corredora das boas, técnica do Núcleo Aventura, simpaticÃssima e dona das pernas mais bonitas do mundo da corrida (e olha que o páreo é duro)!
Conheci a Ci no ano passado, durante o Nike SP-Rio, e ontem tive a sorte grande de tê-la como coelha particular na abertura do circuito Track&Field Run Series. Digo “sorte†porque não foi nada planejado. Encontrei a Ci na largada por coincidência, aproveitei que ela ia correr num ritmo mais fraco do que o normal porque estava vindo de um longo de 35k no sábado e acabei ganhando uma baita ajuda.
Um coelho profissional (sim, tem gente que ganha para isso) é aquele que corre um pedaço da prova apenas para marcar um ritmo forte e ajudar a poupar energia de outros corredores, que acabam tendo mais chances de baixar seu tempo e até bater um recorde.
Eu não fiz meu melhor tempo da vida nos 10k, mas foi graças a companhia da Ci durante todo o percurso que consegui manter um ritmo bom (5 minutos por quilômetro) e fechar a prova em 51 minutos.
Ela dava as coordenadas sobre qual o lugar da pista era mais regular para correr e não me desgastar tanto, monitorava o ritmo, corrigia minha postura, dizia palavras de incentivo… Ou seja, meu único papel era ficar concentrada no meu corpo e isso facilitou muito já que eu não estava com o preparo 100%.
O coelho de verdade costuma abandonar seus corredores no meio da prova, mas a minha coelha foi fiel até o final e cruzou a linha de chegada do meu lado. Detalhe: o tempo da Ci nos 10k é xxxx (não é para qualquer um, né?).
Thanks, Ci! E obrigada também a Kellogg’s que me convidou para participar dessa prova.
A discussão sobre correr ou não com iPod e afins já deu o que falar, mas até então ninguém havia estendido o assunto para o pós-treino.
Em janeiro deste ano, os pesquisadores do Departamento de Terapia da Música da Universidade de Bar-llan, em Israel, fizeram um teste para determinar os efeitos da música durante o perÃodo de recuperação de uma atividade fÃsica intensa.
Eles analisaram 20 pessoas, que correram por 6 minutos e depois descansaram 15 minutos (sem e com trilha sonora). O resultado publicado no Journal of Strenght and Condicional Reseach é que a música provoca uma redução significativa na percepção de esforço e nos nÃveis de lactato no sangue dos corredores, mas não interfere na frequência cardÃaca.
Isso quer dizer que apertar o “play†durante o desaquecimento e a sessão de alongamento é uma boa para o corpo se recuperar depois da corrida! Boa notÃcia, não?
Aqui vai minha sugestão…
As patricinhas de plantão já podem começar a correr. É que a Chanel, famosa grife de bolsas, lançou uma coleção de tênis esportivos (ainda sem previsão para chegar ao Brasil). Lá fora, o calçado sai por doÃdos 1500 reais (o de cano baixo) e 1800 reais (o de cano alto). Eles têm fundo branco, mas chamam atenção pelos detalhes em cores fortes (na maior tendência “color blockingâ€) e o logo bem grande.


Agora, vamos à enquete.
Você…
(Â ) abominou os modelos
( ) achou bonitinho, mas ainda prefere os tênis da Nike, Adidas, Asics…
( ) gostou, mas não tem coragem de gastar essa grana num tênis de corrida
(  ) amou, afinal, tudo que é Chanel é um arraso!
Corredoras,
Mil desculpas pelos últimos meses em que acabei deixando o blog de escanteio, mas prometo que estou de volta com muitas novidades e dicas bacanas. Durante esse perÃodo sem escrever aqui, aproveitei para tirar férias da corrida também. Não que eu tenha ficado sem treinar (longe disso!), mas não me preocupei em olhar a planilha um dia sequer. Quando tinha vontade de correr, eu saia sem rumo, sem relógio, sem GPS, à s vezes só com um iPod…
Essa experiência foi ótima para descansar o corpo e até a cabeça e, assim, voltar com mais gás para a nova temporada de treinamento. Inclusive, já estou com um desafio escalado para esse semestre: a Big 25 Berlim. É a prova de rua mais antiga da Alemanha e seu carro-chefe são os 25 quilômetros, mas esse ano foram abertas incrições para quem quiser correr 21k, 10k ou até um revezamento de 5k. Eu optei pela meia-maratona e vai ser no dia 6 de maio, com largada na Olympischer Platz e chegada no Estádio OlÃmpico de Berlim.
Estou muito animada porque não conheço a cidade, o percurso é bem plano e a temperatura de Berlim nessa época (entre 8 a 18ºC) costuma ser favorável ao
desempenho dos corredores. Um fato que achei bastante curioso é que todos os participantes que cruzam a linha de chegada ganham, junto com a
medalha, uma cerveja para comemorar – nada mais justo já que estamos falando da Alemanha!
Agora me contem… Vocês estão num perÃodo de corridas “sem planilha†ou treinando sério para alguma prova especÃfica?
Um em quatro corredores responderam “sim†na questão acima, acreditam? Foi o que constatou um estudo realizado recentemente no programa de Mestrado em Fisioterapia da Unicid. O grupo de pesquisadores se preocupou em colocar no papel algo que a gente vem percebendo (e ignorando) no mundo da corrida: as dores, principalmente, nos joelhos, nos pés e nos tornozelos.
Foram entrevistadas cerca de 1000 pessoas antes da largada de cinco provas de 5 e 10k e 22% afirmaram que sentiam dores naquele momento, mas iriam correr do mesmo jeito. O resultado é preocupante. “A dor é um sinal biológico que não está tudo bem com você, mas muitos corredores negligenciam esse sinalâ€, fala o professor Alexandre Lopes. “Se os corredores se queixam antes da prova, imagina como essa dor estará depois dos quilômetros percorridosâ€, completa.
O problema é que o corredor não quer desperdiçar os dias de treinamento e acha que superar essa dor é uma vitória a mais. Confesso: já fiz isso inúmeras vezes e cheguei a correr uma prova na base de injeções de antiinflamatório. Isso quando a dor não acaba anestesiando depois de um tempo de corrida. Perigo duplo, sim. Mas quem vai tirar o corredor da pista, ali, na hora de largar? O rumo dessa discussão parte para uma questão comportamental…
E você, tem corrido mesmo com dor?
Se alguém estiver procurando um estÃmulo para começar ou não desanimar da corrida, eu tenho uma resposta na ponta da lÃngua: faça uma prova de rua. Pelo menos, essa estratégia funciona para mim e volto mega empolgada para os treinos depois de uma competição. Com vocês também é assim?
Eu juro que a experiência vale por vários dias de treinamento, principalmente, porque a gente costuma correr mais rápido ou até ultrapassar a quilometragem que conseguimos completar num treino normal. Se você acha que ainda não está preparada para o desafio, tente ir até a largada de uma prova só para prestigiar os atletas. Duvido não bater AQUELA vontade de calçar os tênis! A partir daà é só definir sua meta.
Saiba a quilometragem que você precisa atingir no treino para participar pela primeira vez de uma prova de…
- 5 km: corra, pelo menos, 4 km no treino
- 10 km: corra, pelo menos, 8 km no treino
- 21 km: corra, pelo menos, 18 km no treino
– 42 km: corra, pelo menos, 30 km no treino
A vida toda ouvi falar que exercÃcios fazem bem à saúde – até que, no ano passado, um médico me revelou que correr envelhece e, pior, faz tudo cair de acordo com a ação da gravidade (o bumbum, os peitos e até o rosto). Mas muita calma nessa hora!
Vamos acabar com o mal entendido: correr não faz mal à saúde, mas exagerar na corrida (leia-se: fazer maratonas todos os anos) aumenta a produção de radicais livres, os responsáveis pelo envelhecimento. O fato é que, durante a atividade fÃsica, precisamos de uma quantidade maior de oxigênio e esse gás pode ficar acumulado no nosso organismo, causando prejuÃzos. Mas existe um fator de compensação (ufa!): as pessoas que praticam atividades fÃsicas produzem mais substâncias antioxidantes em repouso.
Ficamos no empate, certo? Não se levarmos em conta que quando a gente corre, normalmente tem hábitos saudáveis, como dormir cedo e manter uma dieta balanceada… – o que ajuda ainda mais a reverter o prejuÃzo.
Enfim, a minha humilde conclusão é que todos envelhecem, mas os corredores envelhecem com mais saúde. Vocês concordam comigo?
A cor das camisetas das provas de rua é sempre uma surpresa à parte. Logo que retiro o kit, dou uma olhada na blusa para elaborar meu look no dia seguinte – será que sou a única? Geralmente, deixo minha roupa separada na noite anterior para não correr o risco de atrasar para a largada, mas, esse final de semana, corri uma prova à noite (a Fila Night Run) e mesmo assim fiz questão de separar um tempinho para escolher qual o shorts e até o tênis que combinavam melhor com a blusa azul escura. Fiquei na dúvida desses três shorts da foto, mas acabei correndo com o rosa e o look ficou tipo “color blocking†– uma tendência da moda atualmente. Vocês gostaram ou acham que eu deveria ter escolhido outra opção? Estou meio “noiada†em combinar a roupa até nas provas de rua?
ps. não tirei a foto no corpo porque a blusa era enoooorme (até cobria o shorts)