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Acerte no tamanho do seu prato

O tamanho do seu prato também interfere no número do seu manequim

Por Carmen Guaresemin
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Prato de comida Alfredo Franco

O que são as megaporções?

Seu prato é como coração de mãe: cabe tudo e mais um pouco? Desculpe avisar, mas esse é o tipo de generosidade que só engorda. Mesmo que você escolha bem os alimentos, o tamanho das porções também interfere no número do seu manequim. Você vai num restaurante que serve pratos tamanho GG? Tudo bem: coma só a metade e peça para embrulhar a outra para viagem. Ou divida a porção com uma amiga. Desse jeito, até a batatinha frita vira uma delícia sem culpa.

O que você não pode é entrar na onda das megaporções, mania importada dos Estados Unidos. “Nas últimas décadas, as porções americanas de carne, massa e chocolate ultrapassaram em 224, 480 e 700%, respectivamente, os tamanhos padronizados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos”, diz Luciano Negreiros, endocrinologista carioca especializado em nutrição. Resultado: a epidemia de obesidade pegou forte por lá.

O Brasil está indo pelo mesmo caminho. Pesquisadores da Faculdade de Nutrição da Universidade de São Paulo (USP) avaliaram 88 voluntárias em 2002. O objetivo era saber se essas mulheres tinham ideia do que era uma porção pequena, média e grande. As nutricionistas pediram, então, que elas se servissem de um bife médio. “A maior parte colocou no prato um bife até duas vezes maior do que o que seria ideal”, diz Viviane Polacow, uma das coordenadoras do estudo. Não é preciso dizer: boa parte da turma estava acima do peso.

Mais do que o tipo de comida, importa o volume quando se trata de controlar o peso. E não precisa ficar com porções tamanho P. Um estudo divulgado na conceituada publicação americana American Journal of Clinical Nutrition revelou: mulheres que passaram a colocar um pouco menos de comida no prato, reduzindo 231 calorias por dia, emagreceram sem passar fome. Está aí um exemplo a ser seguido: encolha um tantinho o que põe no prato e fique mais leve sem sofrimento.

Engordaram as porções


Hambúrguer duplo, pipoca em balde, saco de batata frita tamanho família. As cadeias de fast food inventaram as megaporções em embalagens coloridas, visualmente apetitosas, práticas e proporcionalmente mais baratas. A indústria alimentícia foi atrás. Junto com as calorias extras vem uma grande quantidade de açúcar e gordura normalmente saturada, inimiga do coração. Compare: a dose recomendada de gordura total diária numa dieta de 1500 calorias é de no máximo 50 gramas; só que em um pacote de fritas grande você ingere 22 gramas (quase 50% da cota permitida para um dia todo). “O nosso corpo não foi programado para receber um excesso desse nutriente, que, além de calórico, quando ultrapassa a dose recomendada ou é do tipo saturada, faz mal à saúde”, avisa Luciano Negreiros. Isso não significa cortar radicalmente essas comidas da sua vida – aliás, as porções médias e pequenas continuam disponíveis nas lanchonetes e nas prateleiras dos supermercados. “Nenhum alimento é proibido (mesmo os gordos) se você dosar a quantidade e evitar comê-lo todos os dias”, afirma a nutricionista Samantha Macedo, da Equilibrium Consultoria em Nutrição & Bem-Estar, em São Paulo. Para se satisfazer com o pacote pequeno, use o truque: mastigue devagar, saboreando cada bocado. Quando der conta da porção, pergunte a si mesma: será que precisava de mais? Vai se surpreender com a resposta.

 
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