Priscila da Silva, de 19 anos, de São Vicente (SP), encarou a obesidade logo na infância. “Minha avó Nila fazia todas as minhas vontades. Comia bobagens o dia inteiro.” Mais tarde, na adolescência, resolveu declarar sua paixão por um garoto. “Fiquei uma semana sem comer direito só para me encontrar com ele numa festa. Mesmo assim, acabei escutando que era gorda e feia.” Deprimida, Priscila passou dois meses só com sopas e shakes diet. “Perdi 26 quilos, mas continuava infeliz.” A fraqueza chegou a provocar um desmaio. Foi quando ela acabou assumindo que estava com bulimia e anorexia. “Só caí na real quando me peguei procurando calorias na embalagem do sabonete!” Com a ajuda de médicos e da sua mãe, Helena, ela voltou a comer aos poucos. “Hoje, após quatro anos e com 60 quilos (para 1,76 metro de altura), ela pode se considerar livre da doença.
Para não voltar a engordar, adotou alguns hábitos: reduziu pães e doces e cortou a carne vermelha, os refrigerantes e as frituras. “No começo, fiz dança de rua. Agora, vou à academia de segunda a sexta e malho para ganhar músculos. Aprendi a ter outra relação com o meu corpo.”