Olhos verdes, seios fartos, sorriso de menina. Com apenas 19 anos, Priscila Fantin surpreende ao mesclar a sensualidade de uma mulher com o romantismo de uma adolescente. O sucesso ao interpretar a italianinha Maria, da novela Esperança, da rede Globo, atribui à dedicação ao trabalho 24 horas por dia. A aquariana, nascida em Salvador (BA) e criada em Belo Horizonte (MG), deixou tudo de lado: o surfe, os estudos (trancou a matrícula da faculdade de publicidade), os namorados (está solteira desde o fim do romance de quase dois anos com o ator Thierry Figueira e diz que anda sem tempo para pensar nisso)... até a comida foi meio esquecida.
Calma! Priscila não vive em jejum nem passa fome. O ritmo intenso de gravações, entretanto, acabou mudando seus hábitos, reduzindo, de certa forma, seu apetite e diminuindo o tempo livre que tinha para se entregar a pães de queijo, pratos de massa e biscoitos recheados que adora. Tanta correria compensou: perdeu 5 quilos sem muito esforço. “Nunca fui neurótica com peso. Gosto de estar magra por causa do vídeo, que engorda muito.” Mas é claro que ficou feliz com a nova silhueta: “Me sinto melhor assim, prefiro meu novo corpo”, entrega. Priscila, no entanto, não esquece que é descendente de italianos por parte de mãe e pai. “Sei que tenho estrutura grande, ombros largos, bastante peito. E me aceito, gosto de mim do jeito que eu sou. Só acho meu pé gordinho, embora calce 37.”
As formas harmoniosas da bela não vêm de graça: desde pequena, a atriz é ligada aos esportes. “Aos 6 anos, comecei a nadar. Dos 7 aos 9, fiz ginástica olímpica, dos 9 aos 11, hipismo. Aos 12, aprendi capoeira e aos 15, tae-kwon-do. Sempre gostei de variar e fazia esporte por hobby. Nunca quis ser atleta”, conta. Pouco tempo atrás, por influência dos amigos de Malhação — seu primeiro trabalho como atriz —, decidiu aprender a surfar. Antes de começar a gravar Esperança não perdia uma aula. “Mesmo com o ritmo de trabalho puxado, quando posso corro para a praia. Surfar fortalece os músculos e relaxa. E adoro o mar.”
Apesar da agenda corrida, nada de vida sedentária. Quando sobra um tempinho, Priscila se exercita ao ar livre. “Caminho ou corro na praia e no calçadão”, diz a atriz, que há três anos mora na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), com a mãe, a empresária Silvana. Os irmãos e o pai, que é engenheiro florestal, ficaram em Belo Horizonte. Sua companhia de caminhadas é a cachorrinha bassê Yupi. “Já malhei em academia, mas não gostei: é muito fechado, tem muita gente. Prefiro interagir com a natureza e sair para dançar”, conta a bela, que adora esportes radicais. Priscila já saltou de pára-quedas, voou de helicóptero e, por causa da personagem Joana, da novela As Filhas da Mãe, aprendeu alguns tipos de lutas marciais. “Agora quero pular de bungee jump.”
A alimentação da atriz também segue uma linha natural e saudável. Pouco doce, quase nada de refrigerante, nenhuma fritura nem carne vermelha. Desde pequena, só come carne branca, peixe ou carne de soja, seguindo os hábitos vegetarianos da mãe e dos irmãos. Sanduíche, só natural, com muito legume e verdura. “Às vezes, como só o pão integral com cenoura, tomate, alface, repolho, beterraba e pimentão. Se tiver um queijo branco ou peito de peru, coloco no sanduíche, mas não faço muita questão”, conta Priscila, que sempre foi fã de suco de fruta e água-de-coco.
Mas não pense que a bela não comete seus pecados: chocolate, por exemplo, entra e sai da sua dieta. “Tem época que como muito. Outras vezes, passo dias sem um bombom.” Em compensação, biscoitos integrais e recheados, como Bono e Oreo estão quase sempre na bolsa, dividindo espaço com banana, goiaba e pêssego, que costuma comer no intervalo das gravações. “Não sou de beliscar, mas fruta é sempre bem-vinda.”
E existe, sim, um prato que é irresistível para a atriz: massa. “Gosto de fusili, penne, espaguete, sempre com molho de tomate. Como de uma a duas vezes na semana, sem me preocupar se engorda ou não”, confessa. Outras duplas de dar água na boca são feijão com arroz ou purê de batata com feijão. “Adoro! Se tiver em casa, eu como, se tiver no Projac onde gravo, eu como e, se tiver em cena, eu também como. Basta o feijão com arroz bem temperado. Nem ligo para as calorias”, entrega. Por outro lado, nunca provou um pedaço de carne de porco, pernil ou galinha ao molho pardo. “Na verdade, como o que quero, mas não exagero. Gosto de pizza e adoro comida japonesa.” Outro pecado? Pão de queijo. Quando chega tarde em casa ou está no aeroporto, Priscila não pensa em outra iguaria.
O café da manhã da atriz costuma ter mamão, goiaba ou banana, iogurte ou gelatina, pão integral com queijo branco ou torrada com margarina. No almoço, uma farta salada, peixe ou frango grelhado ou assado e arroz integral com feijão. Às vezes, entram em cena estrogonofe de carne de soja e quibe de soja. “Cresci comendo coisas naturais e aprendi a gostar”, explica. Priscila nunca foi gorda, mas passou por uma fase mais cheinha, quando esteve nos EUA, fazendo intercâmbio. “Também, almoçava em lanchonete e jantava pizza!”
sem se expor
No pouco tempo livre, o passatempo de Priscila é registrar suas impressões sobre a vida. Num caderno, faz observações e analisa tudo o que acontece de novo e diferente. “Também gosto de ler e, para relaxar, fazer massagem. Adoro shiatsu, massagem terapêutica e relaxante, principalmente no pescoço e no pé.” Na hora de se vestir, a atriz faz o estilo descontraído: prefere jeans, camiseta e tênis. “Mas também uso decotes e peças que valorizam o meu corpo”, diz a atriz, que é patrocinada pela grife italiana Giorgio Armani. Diante do mar, ela arrisca um biquíni. Para fotos e desfiles, nem pensar. “Não vejo muito sentido em me expor demais”, tenta explicar.
A carreira de Priscila aconteceu por acaso. Aos 15 anos, foi convidada para fazer um teste de vídeo. Até então, trabalhava como modelo fotográfico em campanhas publicitárias: “Meu primeiro trabalho foi aos 5 anos para as lojas Mesbla”. O teste de vídeo foi arquivado e ela nunca pensou em investir na carreira de atriz. Um ano depois, em 1999, quando o diretor Ricardo Waddington a procurou, Priscila estava morando nos EUA, por conta do intercâmbio. “Ele propôs voltar para interpretar a Tatiana de Malhação. Decidi arriscar.” E deu certo. Tanto que a nova profissão lhe rendeu o Prêmio Qualidade Brasil de melhor atriz de 2002. Mas ela não se deixa impressionar com a fama: “Tenho vontade de fazer cinema, teatro, de trabalhar como publicitária, de produzir um programa de TV, viajar para o exterior...” É isso aí, Priscila: nossos sonhos não têm limites...
Naturalmente bela
Os cuidados de Priscila com o cabelo foram redobrados nos últimos meses. Isso porque a atriz foi vítima de três permanentes para garantir o visual de Maria em Esperança. Para completar, ainda recorre ao baby liss antes de entrar em cena. “Tenho feito hidratação a cada 15 dias e adotei toda a linha de xampu, condicionador e cremes da Kérastase, da L’Óreal, para cabelo com permanente. Meus fios são muito finos, lisos e ficaram um pouco arrebentados com a química.” Por causa do trabalho, Priscila também corta as pontas a cada quinzena. “Sempre gostei de cabelo comprido e ficava meses sem cortá-lo. Meu único cuidado era revezar os xampus e condicionadores da linha Bio, da Johnson&Johnson.” Nada vaidosa, a atriz só recorre aos cremes para rosto e corpo nas emergências. “Por causa da maquiagem da novela, tenho usado diariamente o hidratante facial Clean and Clear, da Johnson&Johnson. Antes, só passava quando percebia que a pele estava ressecada. Também não tenho o hábito de lambuzar meu corpo de cremes. De vez em quando, alterno o hidratante corporal da Dermage com o da Christian Dior.” Para se proteger do sol, elegeu o filtro Helioblock fator 40. A mãe, Silvana, que torce para a filha exercitar mais a vaidade. “Vivo dizendo para ela passar batom, mas não adianta.
Se usa rímel, já é muito”, entrega. Aliás, o preferido de Priscila é da Christian Dior, preto, à prova d’água. “Só gosto de maquiagem para sair à noite e, mesmo assim, bem de leve”, diz. Loucuras em nome da beleza, ela nunca fez. Mas guarda a sete chaves um segredo: uma tatuagem no corpo que prefere não revelar nem onde é nem como é. Misteriosa? Não, “apenas reservada”.
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