Costumo dizer que os 30 anos significaram muita coisa na minha vida, mas principalmente que eu tenho que comer menos e malhar mais.” Adriane Galisteu é assim: debochada e divertida, mas também bastante prática e pé no chão. Aos 32 anos, ainda acredita que manter-se longe de alguns alimentos e redobrar a disciplina na ginástica são fundamentais para exibir a mesmíssima forma que tinha dez anos atrás. Minto, a apresentadora chegou ao estúdio para fazer a capa ainda mais bonita — as pernas estão supertorneadas e a barriga absurdamente chapada. “Por enquanto, quero distância de silicone, lipo, lifting ou qualquer intervenção cirúrgica”, declara.
passar creme já virou um ritual
Avessa a tratamentos estéticos, a apresentadora morre de preguiça de fazer uma simples limpeza de pele, mas investe pesado em cremes. Além de passar o Johnson’s Baby Oil Gel (ainda não fabricado no Brasil) no corpo todo, tem experimentado algumas marcas de creme para a celulite como Vichy, YSL e Christian Dior. “Não tenho, mas não custa dar uma forcinha.” Do rosto, ela cuida menos. Mas, segundo sua dermatologista, Adriana Vilarinho, a loira está mais consciente dos prejuízos do sol (Adriane sempre foi fã de um bronze) e tem utilizado um creme à base de ácido salicílico para controlar a oleosidade. “O tempo chega para todo mundo. Quando percebo algumas ruguinhas, vou logo avisando a elas para ficarmos melhores amigas, porque não quero encarar um botox tão cedo”, anuncia.
sem hora para comer
Desde que a estrela trocou de emissora de televisão e passou a apresentar o programa Charme, transmitido ao vivo, à tarde, pelo SBT, viu sua rotina mais uma vez desorganizada (antes, na Record, nunca chegava em casa antes das 2 da manhã). Ela diz que a correria invade os horários das refeições e atrapalha qualquer projeto de se alimentar de forma balanceada. Num dia comum, para você ter uma idéia, Adriane acorda por volta do meio-dia e toma um café da manhã zás-trás: meia papaia, uma xícara de café, um Yakult, dois copos de água, uma vitamina C e um pedacinho de pão. “Não consigo entrar no ar de barriga cheia”, justifica. Depois, corre para o estúdio e só sai do trabalho lá pelas 8 da noite. Segue direto para um restaurante onde combina almoço e jantar numa única refeição — geralmente, um prato de penne com molho de tomate ou salada acompanhada por filé de frango ou de peixe. “Sei que o correto é comer de três em três horas, não pular os lanches e tudo mais, mas tento compensar o deslize escolhendo melhor os alimentos que coloco no prato. Há anos, não como carne vermelha. Fujo das gorduras e do molho branco. Chocolate, por conta de uma promessa, só no mês da Páscoa!”, desculpa-se. Mesmo assim, confessa que, vez ou outra, quando sua cozinheira está de folga e a geladeira completamente vazia, apela para um delivery de fast food. “Um dia estava azul-marinho de fome e devorei uma caixinha de nuggets. Comi me odiando!”, fala, revelando um momento de raríssima exceção.
corrida no lugar da balada
Três vezes na semana, a malhação começa quase de madrugada. “Faz parte da rotina da Dri correr na esteira à meia-noite, uma hora da manhã!”, admite José Carlos Altieri, personal trainer de longa data. A corrida, que entrou na vida dela ainda nos tempos do Senna, é sua verdadeira paixão quando o assunto é atividade física. “Não sou muito chegada a exercícios com peso. Até faço, mas reclamo... Sem falar que gosto do meu corpo magro e das pernas finas”, diz lembrando-se de uma única ressalva: as séries de abdominais — de 500 a 800 repetições por sessão. A corrida entra no jogo para conservar as medidas, detonar a ansiedade e compensar os efeitos nocivos do cigarro (sim, a musa ainda não conseguiu largar esse vício). Adriane gosta tanto de correr que, recentemente, conta com a orientação de Carlos Pimentel, preparador físico do Corinthians, a quem foi apresentada pelo namorado, o jogador de futebol Roger Flores (veja o treino da bela a seguir). O romance, marcado por rompimentos e reconciliações, tem até deixado a impetuosa Galisteu mais tolerante. “Agora eu penso, repenso, questiono mais a vida”, reconhece. Apesar das agendas corridas, a vida ao lado do atleta ganhou um ritmo mais saudável. O casal não malha junto por pura falta de tempo, mas Roger jura que dá bastante palpite no treino da amada. “Gostaria muito de correr com ele, mas, para isso, teria de acordar às 6 da manhã! O Roger volta do treino para almoçar na hora que tomo café. Aliás, não posso chegar nem perto da comida dele: arroz, feijão, ovo, farofa, picanha. Só de cheirar, fico 3 quilos mais gorda”, brinca.
Magra, sim. Gostosa também
Em cerca de 45 dias, Adriane Galisteu (que já era magérrima!) perdeu 3% de gordura corporal e quase triplicou a quilometragem (de 6 para 15 km em média) que fazia nas sessões de corrida na esteira de casa. “Ela está mais seca, melhor condicionada e com músculos enrijecidos. Não tenho dúvidas de que poderia ser uma ótima atleta”, elogia o preparador Carlos Pimentel. Veja o treino da gata.
segunda e sexta
• Trinta minutos de exercícios isométricos (estáticos) inspirados no pilates.
OBJETIVO DESSE TREINO: fortalecer os músculos mais profundos da região abdominal chamados de core e melhorar a postura.
• De 12 a 15 km (cerca de 1h20) de corrida intervalada na esteira. Exemplo: 2 min a 14 km/h e 2 min a 9 km/h alternados.
Objetivo: aumentar o condicionamento cardiovascular para conseguir correr mais e estimular a queima de gordura. Além disso, o treino em intervalos é mais dinâmico e menos monótono.
quarta-feira
Uma hora de circuito misto (atividade aeróbica e localizada) que inclui cinco blocos de:
• 10 exercícios localizados de 30 segundos cada um divididos em diferentes grupos musculares (membros superiores, inferiores e ênfase no abdômen). Total 5 minutos.
• 2 minutos pedalando em alta rotação na bicicleta ergométrica
• 5 minutos de corrida a 11 km/h
OBJETIVO DESSE TREINO:fortalecer e desenhar (sem marcar demais) os músculos e ativar o metabolismo basal a queima de gordura que acontece na pausa, depois da atividade física.
“Nunca vou deixar de ser loira” Apesar de não ser fã de uma tesoura, Adriane admite que pode cortar as madeixas num futuro próximo (um corte assimétrico a la Meg Ryan, talvez), mas desistir de ser loira... nem pensar! Até para escurecer o tom foi um drama. Hoje, está feliz com o resultado. Trocou o platinado por quatro tonalidades de mechas que vão do quase branco ao mel. Além de um visual mais natural e moderno, a mudança trouxe outro benefício: fios mais hidratados e brilhantes. “Com a raiz mais escura, na minha cor original, retoco a tinta apenas a cada três meses e preservo a textura dos fios”, explica. Marco Antonio de Biaggi, hairstylist do salão MG Hair Design, que cuida da apresentadora, entrega outro truque. “Adriane procura não usar secador, chapinha, babyliss nem penteia demais”, conta o fiel escudeiro. “Lavo o cabelo, passo o hidratante Fluance, da Lancôme, e deixo ele em paz”, diz a loira.

cabelo loiro e liso
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