Esta técnica, que nasceu em Nova York, é um delicioso mix de cinco famílias de exercícios. “O belong reúne os benefícios de várias modalidades: a consciência corporal, desenvolvida na prática de ioga; a força obtida nos exercícios calistênicos; a flexibilidade e tonificação do corpo que o pilates proporciona; o alongamento e a concentração que se obtém com o balé”, explica a nova-iorquina Tammy Brainard Montagna, que criou e trouxe o método para o Brasil. Os movimentos são calmos, mas não se iluda: mexem fundo na musculatura. Você trabalha simultaneamente força e flexibilidade, e tem de coordenar a respiração com o movimento, o que obriga a ficar ligada no exercício, ajudando a desenvolver o poder de concentração. Juntos, esses elementos aliviam tensões e dores musculares e articulares, realinhando a postura. Foi a bailarina alemã Lotte Berk que, após lesionar as costas, desenvolveu com um ortopedista um conjunto de exercícios para se recuperar, batizado de Lotte Berk Method. “O belong é uma adaptação desse método, visando conquistar flexibilidade e força, relaxamento e consciência corporal”, explica Tammy.
Como é a aula — Para tonificar a musculatura, você vai usar o peso do próprio corpo como carga. “A gente só consegue ficar nas posições do belong se usar a força, acionando não só os músculos mais aparentes mas também os internos. Dessa forma é possível isolar, fortalecer e remodelar o corpo sem os pesinhos – você sustenta o peso nos músculos principais”, diz Tammy. Depois, a musculatura que foi fortalecida é alongada em posições em que você permanece parada. “Exercícios de força deixam os músculos aquecidos, as fibras musculares ficam mais elásticas e daí é muito mais fácil alongá-los”, ensina Tammy. Outra novidade é o jeito de fazer os localizados: nas primeiras repetições, o movimento é mais curto e pulsado; depois, você fica na posição durante 10 segundos para desafiar intensamente os músculos.
Corpo de dançarina — A aula de belong também emprestou elementos da dança e, não por acaso, as praticantes acabam ganhando silhueta e equilíbrio de dançarina. Essa parceria vale um intenso treino de coordenação motora e reeducação postural. Para levantar o braço, por exemplo, a ordem é não tirar o ombro do lugar. Na hora de elevar uma perna, nada de entortar os quadris. Não é moleza! Nas primeiras aulas, a musculatura até treme. “Pode ser praticado por mulheres de todas as idades e, como inclui conceitos de fisioterapia, previne problemas ortopédicos.” Quem praticou garante: o corpo mostra mudanças depois de poucas aulas. Você ainda se sente mais leve, relaxada e passa a dormir melhor. Em um mês, dá para sentir o efeito no desenho do corpo.
NADA DE MOLEZA!
Chegou a hora de pôr em prática tudo que aprendeu.