Quando recebeu a notícia de que estava grávida, a apresentadora Angélica Ksyvickis, de 32 anos, ligou primeiro, é claro, para o pai do bebê — o também apresentador Luciano Huck. O segundo telefonema foi para a nutricionista Andréa Caputi. “Não estava nos meus planos engravidar logo. Tinha acabado de voltar da Europa, onde comi muito. Meu peso passou de 54 para 56 quilos e minha idéia era emagrecer primeiro e engravidar depois. Mas o Joaquim se antecipou. Confesso que pensei: agora vou embarangar de vez!”, conta. As fotos desta reportagem provam que a apresentadora do VideoGame, da Globo, estava errada. Hoje, nove meses depois do parto, Angélica está na sua melhor forma, sem recorrer a fórmulas milagrosas ou cirurgia plástica. O segredo da mãe de Joaquim é simples: ela se cuidou durante toda a gravidez, seguiu uma dieta saudável, fez exercícios e caprichou na drenagem linfática.
A apresentadora seguiu à risca os conselhos e mudou logo o cardápio. “Achei importante consultar uma especialista por dois motivos: não queria engordar muito, mas, ao mesmo tempo, minha alimentação era muito leve. Não comia feijão, por exemplo, mas sabia que precisava incluí-lo nas minhas refeições”, diz. Ela acrescentou também ovo, massa e vários tipos de peixes — nos últimos tempos, quase não comia frango e só o salmão entrava na dieta, de vez em quando. “Os três primeiros meses foram terríveis. Enjoava com tudo e não conseguia comer bem. Depois, tudo voltou ao normal. No total, ganhei 10 quilos, mas saí da maternidade com cinco a menos e, um mês depois, tinha emagrecido mais quatro”, conta. “Na gravidez, tive vontade de comer feijão, macarrão e banana. O engraçado é que nunca gostei muito desses alimentos, mas a nutricionista explicou que meu organismo estava sentindo falta dos nutrientes que eles têm.”
O paladar da apresentadora mudou muito na gravidez. Apaixonada por doce, do tipo que come o prato principal pensando na sobremesa, Angélica não ficava mais com água na boca diante de uma musse de chocolate. “Antes, precisava comer uma sobremesa gostosa todos os dias para ser feliz. Na gravidez isso passou. De vez em quando, comia um bombom, mas já não sentia aquela vontade. Depois que o Joaquim nasceu, cortei de vez o chocolate para não dar cólicas nele e, hoje, não sinto a menor falta.”
Depois do parto, numa consulta ao médico, Angélica descobriu que estava anêmica. Ela sempre tomou vitaminas, mas, durante os nove meses, suspendeu o uso e passou a ingerir suplementos para gestantes. Agora, o problema está resolvido.
Na gestação, Angélica não conseguiu se exercitar com a regularidade de antes, mas não abriu mão da ginástica. Malhadora desde os 15 anos, seguiu um treino especial, preparado pelo personal trainer Marcelo Barbosa, seu professor há mais de quatro anos. Nos três primeiros meses, Marcelo recomendou exercícios leves, como a hidroginástica e a ioga. Mas, com os preparativos do casamento (Angélica estava grávida de três meses quando se casou com Luciano), o trabalho e a mudança para a nova casa, não sobrava tempo para malhar — e os exercícios acabaram ficando em segundo plano. No quarto mês de gestação, retomou a atividade física. Todos os dias, andava durante 30 minutos e fazia musculação por uma hora. Como a barriga começou a aparecer, o personal mudou o treino. “Ela parou de se exercitar com o abdômen para cima porque, com o peso do bebê, ficava sem ar. Fazia os exercícios para fortalecer as pernas e o bumbum deitada de lado. Também diminuí a carga dos aparelhos em até 50%”, diz o personal.
Angélica malhou até os sete meses. “Ficou impossível fazer qualquer coisa depois disso. A barriga estava enorme e fazia muito calor. Não tinha ânimo para nada. Só queria saber de ficar no ar condicionado”, lembra a loira. “Ela nunca me dispensou. Eu é que, só de olhar para a cara dela, sabia que não tinha condições de malhar. Nos dias em que estava bem disposta, ainda conseguíamos andar 15 minutos. Mais do que isso, ela não agüentava“, conta Marcelo.
Entre os últimos meses de gravidez e os primeiros do nascimento de Joaquim, Angélica ficou quatro meses sem malhar. Foi o recorde da apresentadora. “O máximo de tempo que fiquei parada foi três meses, há mais de dez anos. Mesmo assim, naquela época, fazia shows todo fim de semana. Malhar é uma maneira de relaxar. Fico ansiosa quando não me exercito”, diz.
A apresentadora retomou os exercícios 45 dias depois do parto. Os treinos começaram tímidos, porque ela temia que seu leite secasse. “Amamentei o meu filho até os seis meses e só não estendi o prazo porque meu leite secou”, diz ela, que foi liberada pelo médico para fazer abdominais três meses depois do parto de cesariana.
Hoje, a apresentadora voltou à rotina de malhação que mantinha antes da gestação. Quatro vezes por semana, corre na esteira durante 40 minutos. Quando está disposta, pratica aeroboxe ou pula na cama elástica. E ainda encara musculação e alongamento. “Depois da gravidez, meu corpo mudou. Acho que minhas formas ficaram mais arredondadas. Outro dia, vesti uma calça que não usava havia muito tempo. Reparei que meus quadris estão diferentes e gostei muito do efeito. Fiquei mais gostosa depois da chegada do Joaquim!” O maridão, Luciano, concorda e agradece!
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