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30 anos, quem diria!

A paixão dela é a dança. Mas Dani Suzuki já fez mergulho, escalou montanha, andou de snowboard, saltou de pára-quedas... Com tantos desafios no currículo, a atriz, prestes a completar 30 anos, está enfrentando o seu maior obstáculo: levar a sério o compromisso de aprender a comer direito. Sim, até ela quer chapar a barriguinha!

por Viviane Rosalem | foto Nana Moraes

Se você encontrar Daniele Suzuki no supermercado comprando frutas, legumes e verduras, não pense que é uma miragem. A um mês de completar 30 anos, a atriz, apresentadora do programa Tribos, no canal de TV paga Multishow, está dando adeus à comida trash e mudando seus hábitos alimentares. Chega de biscoito recheado e salgadinho de pacote, que ela adora... Ou melhor, adorava. A idéia agora é focar no saudável. “Preciso mudar”, decreta Dani. “Nunca fui de contar calorias nem saber a composição dos alimentos. Sempre comi o que quis. Mas a idade vai chegando, o corpo se modificando, a gente começa a engordar.”

Quem teve grande participação nessa reviravolta foi o ex-namorado e ator Ricardo Tozzi. “Ele me ensinou a gostar de queijo branco, de pão integral, a comer fruta e me fez prestar atenção na gordura saturada dos alimentos”, conta. Para comer legume e verdura, Dani apela para a sopa. “Se vier tudo batido, tomo numa boa. Não gosto de salada nem de folhas como alface, rúcula e agrião”, explica. É nesses momentos que entra em cena a cozinheira Suzette. “A cozinha é dela: eu só sei fazer macarrão e bruscheta”, avisa Dani. Aliás, massa é um dos seus pratos preferidos. Enquanto gravava a novela Pé na Jaca, em que vivia a personagem Rosa, seu cardápio era sempre o mesmo: macarrão na manteiga. “Ligava para o restaurante do Projac e nem precisava pedir. Bastava dizer que o almoço era para mim que eles já sabiam o que mandar.” Nessa nova fase, as frutas – principalmente maçã, banana e mamão – ganharam um lugar de destaque como carboidratos do bem. “Estou evitando pão, macarrão e arroz à noite porque dá barriga”, conta. Faz sentido: esses alimentos são calóricos para a última refeição do dia porque o metabolismo diminui e a queima de energia é pequena. A grande paixão da atriz é o chá verde. “Faz me sentir bem. Quando criança, tomava na mamadeira”, lembra. “Adoro chá de todos os tipos. Em casa sempre tem.” O hábito vem da cultura japonesa, origem de seu avô paterno. “Meu pai também fazia comida japonesa quando eu era pequena. Mas passei a comer sushi e sashimi mais tarde, ao começar a sair com os amigos para jantar fora. Minha mãe é brasileira e, assim como eu, não domina a culinária japonesa”, conta.

mais exercício, mais comida

Como toda mulher exigente, Dani gostaria de perder uns 3 quilinhos. “Acredito que, com as mudanças na alimentação e fazendo exercícios com mais regularidade, chego aos 49 quilos, meu desejo”, anima-se. A boa forma que exibe hoje foi moldada pelo balé. “Comecei com 4 anos e me formei em dança clássica. Parei com 19 anos para investir na carreira de atriz.” Naquele momento, teve de apostar em outros tipos de atividade física para manter a forma: experimentou várias modalidades de dança (jazz, moderna, espanhola, contemporânea e sapateado), tentou ioga, natação e ginástica em academia. Não existe milagre. Dani só pôde comer o que quer até agora sem engordar porque malhou a vida inteira. Ou melhor, quase... Por ironia do destino, a época em que menos se exercitou foi quando participou do seriado Malhação. “Não conseguia fazer dança nem ir para a academia. Senti a maior falta”, lembra. Como ninguém é magra por acaso, na época a atriz engordou 4 quilos. “Foi aí que comecei a cultivar a Jurema” – apelido que Dani deu para a barriguinha recém-adquirida. “Tive que voltar a malhar e tomar muita sopa para acabar com ela.”

exercício fora da academia

Com esse histórico de atividades físicas, não foi tão difícil chegar à final do concurso Dança no Gelo, do Domingão do Faustão, na Globo, que foi ao ar em outubro passado. A competição entre celebridades de patinação no gelo, no entanto, lhe rendeu alguns sustos. “Distendi o ligamento do tornozelo do meu pé e fui parar no hospital. Mas logo me recuperei”, conta.

Atualmente, o ritmo de malhação de Dani está bem flexível. Ela alterna caminhadas na praia, natação, ioga, capoeira e corrida na pista de cooper do condomínio onde mora, procurando se exercitar três vezes por semana. “Não gosto de personal trainer. Prefiro malhar sozinha”, diz. A atriz conta que não consegue manter uma rotina intensa de malhação por conta do trabalho como apresentadora do Tribos. “Como estou sempre viajando, me exercito durante as gravações (que normalmente duram cerca de três dias), quando experimento alguma modalidade esportiva.” O programa mostra as manias e curiosidades das várias tribos urbanas – desde motoboys e famílias circences até amantes do rafting, skate e outros esportes de aventura. A corrida, por exemplo, surgiu em sua vida há um ano, depois que participou, por conta do programa, de uma meia-maratona em Chicago (EUA). “Como eram 21 quilômetros, mais caminhei que corri. Mas me apaixonei e decidi aprender a correr de verdade.” A atriz se orgulha de outras aventuras que o trabalho lhe proporcionou. “Já mergulhei, fiz acrobacias malabares e circenses, me arrisquei em trekkings, escalei montanhas, andei de kite surfe, de bike, de snowboard e wakeboard e até saltei de pára-quedas”, conta, entusiasmada. “Do salto, eu gostei tanto que virei pára-quedista. A cada 15 dias, vou para a pista saltar. Adoro esportes radicais e não tenho medo do desconhecido. Pelo contrário, fico feliz em encarar um desafio.” Ótimo, Dani. Nós, da BOA FORMA, estamos torcendo para que ela vença mais este que acaba de assumir: o de aprender a comer direito!

VISUAL TURBINADO
No ano passado, Dani aderiu ao silicone: colocou próteses de 150 mililitros (tamanho P). “Nunca tive peito. Com 18 anos, para parecer que tinha mais volume, colocava uma meia fina dobrada dentro do sutiã”, conta. “Não queria peitão. Só o suficiente para me livrar do enchimento. E adorei o resultado. Só me lembro do silicone se alguém tocar no assunto.” Os primeiros dias após a cirurgia foram mais complicados, com dores e dificuldade para fazer alguns movimentos. “Lavar o cabelo, por exemplo, era difícil porque não podia levantar o braço e doía”, lembra. O ex-namorado, Ricardo Tozzi, que na época era um superamigo, acompanhou a recuperação e ajudou muito. “O incômodo passou rápido. Na segunda semana, já estava patinando na Dança no Gelo, no Domingão do Faustão”, lembra a atriz.

A DANÇA MARCA O MEU RITMO“Dançar é maravilhoso, um exercício completo, não só para o corpo mas para a cabeça. Acho que o exercício oxigena o cérebro e isso me livra de sentimentos negativos, como tristeza, depressão e angústia. A dança também me ensinou a ter disciplina, que aplico na minha vida pessoal e profissional. Aprendi a assumir responsabilidades e a ter horários, a ser organizada, a cumprir compromissos. Dançar também é ótimo para enrijecer e modelar o corpo de uma forma mais suave, alongada. Meus braços e pernas ficam durinhos, sem perder a delicadeza das formas. Para mim, o corpo ideal é o sequinho, magro e não forte. Sinto muita falta quando não vou às aulas por conta do trabalho. Meu corpo também se ressente depois de um tempo sem dançar. Nem sempre consigo fazer os passos com a mesma desenvoltura. Os músculos ficam doloridos e eu mais cansada. Tento não parar, pois gosto do bem-estar que o exercício proporciona. Até nas minhas horas vagas, procuro dançar. Adoro rodas de samba, grupos de forró e sou capaz de passar horas na pista de dança...”

Nas gravações do programa, Dani experimenta diferentes formas de malhar.

trekking
Dani gravando o programa Tribos. Acredite: a moça chegou até o topo da pedra andando!
rafting
Corajosa, não teve o menor receio de enfrentar bravas corredeiras. Pelo contrário, adorou a brincadeira!
le parkour
A flexibilidade adquirida nos tempos de dança ajudou quando Dani experimentou a nova onda urbana de andar em paredes e pular muros.

O CORPO DEPOIS DOS 30
Dani Suzuki está certíssima em adotar um estilo de vida mais saudável agora! A entrada nos 30 anos marca mudanças no funcionamento do organismo que podem se refletir no peso e no formato do corpo – se você não contornar os efeitos desse processo com atividade física e alimentação equilibrada. “A partir dos 25 anos, os hormônios saem do seu pico de produção e têm uma queda ligeira, gradual, porém contínua. Depois dos 30 é que se percebe a conseqüência dessa baixa hormonal: o metabolismo fica mais lento e o organismo tende a acumular mais gordura e a nossa massa muscular vai diminuindo aos pouquinhos. “Se nada for feito, em uma década a pessoa pode ganhar de 10 a 20% do seu peso”, explica Tércio Rocha, endocrinologista do Rio de Janeiro. As atividades físicas mais recomendadas para reverter a perda natural de músculos são aquelas feitas com carga, que aumentam a massa muscular, como a musculação. “Depois dos 30, a cada dois anos a pessoa perde cerca de 1% da massa muscular. Como os músculos queimam mais calorias do que a gordura, isso também favorece o aumento de peso. Daí a importância de malhar”, explica Claudia Zamberlan, fisiologista do exercício, do Rio de Janeiro. Para manter seu metabolismo funcionando a todo vapor, coloque proteína magra (carne branca, peixe, peito de peru, cottage ou iogurte desnatado) em todas as refeições, troque os carboidratos refinados (pão, arroz e macarrão) pelos integrais, capriche nos vegetais e coma de três em três horas

Mexer o corpo para ela é lavar a alma!

off-road
Quem disse que mulher não sabe dirigir? A atriz assumiu o volante de um jipe e mostrou habilidade para enfrentar os buracos.
pára-quedas
Encarar as alturas durante o programa foi tão bom que Dani se profissionalizou – virou pára-quedista de carteirinha.

 

Fotos: Divulgação/Rodrigo Montenegro. Styling: Fabio Paiva e Arlindo Grund. Cabelo e maquiagem: Valéria Rodriguez. Assistente de foto: Julio Carlos de Souza. Top Rosa Chá, biquíni Poko Pano, pulseiras Jeniffer Pepe (douradas) e B&S Import (prateadas).


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