12 mulheres contam como a corrida mudou suas vidas

Superar a depressão, baixar a pressão arterial e vencer o stress: essas são apenas algumas das conquistas de quem decidiu começar a correr

O que leva uma pessoa a se apaixonar pela corrida? Não estamos falando de maratonistas profissionais, não – é de gente comum mesmo, que gosta tanto da modalidade que não a larga nunca mais. E o número de homens e mulheres que se encaixam nesse perfil só cresce: segundo um levantamento realizado pela consultoria espanhola Relevance em 2014, 5% da população brasileira com mais de 16 anos pratica algum tipo de corrida. Isso equivale a nada menos do que 6 milhões de pessoas!

Mas o que o esporte tem de tão encantador? A gente sabe que ele traz muitos benefícios para o corpo e a mente, mas gostaríamos de ouvir o que as nossas leitoras fãs da prática têm a dizer. Por isso, fizemos uma enquete no Facebook e no Instagram. As respostas são inspiradoras. Confira a seguir (e prepare-se para ter vontade de calçar o tênis já!):

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1. “Por meio da corrida venci a crise de ansiedade e a depressão. Vi que sou capaz de superar meus desafios. A primeira vez que corri 500 metros foi uma conquista. E quem corre 500 metros corre um 1 quilômetro também, né? Então lá fui eu em busca do meu primeiro quilômetro. Hoje corro 5 quilômetros, mas sinto que posso ir além. Basta controlar a ansiedade, respirar corretamente e vou conquistar mais e mais”, Caroline de Fátima, via Facebook

2. “A corrida é minha meditação. Meu momento único, de reflexão, percepção do meu corpo, dos meus limites. Comecei a correr depois da gravidez, mas levei a sério quando estava terminando meu doutorado e precisava de um estímulo. A cada corrida que eu completava, pensava: ‘Se meu corpo consegue, minha cabeça também tem que produzir’. E deu certo, acabei a tese e depois fiz minha primeira meia maratona. Definitivamente, estava apaixonada pelo esporte”, Tatiana G. Ferraz Andrade, via Instagram

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3. “Me apaixonei pela corrida em janeiro de 2016, quando a incluí na minha rotina de exercícios na academia. Comecei a correr para ajudar na perda de peso, pois, na época, estava fazendo acompanhamento nutricional para emagrecer. Mas também notei que a minha pressão arterial estava começando a estabilizar (eu era hipertensa, tomava medicação há 9 anos!), que ficava mais calma durante o dia depois de correr e que meu sono melhorou 100%. Atualmente corro duas vezes na semana na esteira e também faço musculação, pilates, funcional e zumba. Mas a corrida me dá uma sensação de como se eu tivesse tomado um remédio para me acalmar. Hoje estou livre do medicamento da hipertensão, minha pressão se estabilizou com o mix de exercícios e alimentação equilibrada e ainda consegui eliminar 17 quilos. Confesso que a corrida se tornou minha melhor amiga”, Érica Fernandes, via Facebook

Mulher correndo

A corrida é praticada por 6 milhões de brasileiros (Melpomenem/Thinkstock/Getty Images)

4. “A corrida deixou de ser um esporte e se tornou um estilo de vida quando eu cruzei a linha de chegada da minha primeira prova de rua. A sensação é inexplicável, parece que você entra em outro mundo, outro planeta. E o que parece ser um esporte solitário, é, na verdade, o esporte mais solidário que eu conheço. O mérito é seu, mas as vibrações são de todos os seus companheiros de pista, que celebram cada conquista sua como se fosse deles. Depois que comecei a correr, as sextas-feiras acabam cedo para os sábados começarem mais cedo ainda. E tem coisa melhor que começar o dia com asfalto, amigos e endorfina?”, Nina Rocha, via Instagram

5. “O que fez eu me apaixonar pela corrida foi o desafio! Achava que nunca ia conseguir correr 1 quilômetro e hoje sou viciada em meia maratona! Depois que você descobre que pode, que consegue, acho que a endorfina vem em dobro!”, Nanda Azevedo, via Facebook

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6. “Quando eu corro estou sozinha comigo. Depois que me separei e fiquei responsável pelos meus dois filhos, a corrida se tornou um momento só meu. Nessas horas eu descarrego todas as frustrações, recarrego todas as minhas forças e volto energizada para continuar no meu papel diário de mãe e empresária”, Gaby Breg, via Instagram

7. “Tudo começou depois de uma crise de stress que me levou desacordada a um pronto-socorro. O médico disse que eu precisava fazer algo diferente, que me fizesse ver o lado legal da vida e enxergar que meus problemas não eram maiores que os de outras pessoas. Foi aí que resolvi passar da caminhada – que eu já praticava – para a corrida. E eu corria sozinha, sem equipe, e fazia daquele o meu momento, em que eu exorcizava meus medos, minhas frustrações e tudo aquilo que me deixava preocupada. Ao chegar em casa, conseguia dormir, coisa que antes da corrida era raro de acontecer. Até hoje só participei de uma competição, porque, na verdade, a única competição que me interessa é aquela contra o stress – e, nessa, estou ganhando”, Soraya Saj, via Instagram

8. “Me apaixonei pela corrida porque descobri que ela é meu exercício de empoderamento preferido. Por meio dela, conquistei e conquisto tanto (saúde, bem-estar, equilíbrio, um corpo mais magro, mais disposição, autoestima…) que não consigo pensar em outra atividade que me faça tão bem”, Nina Camargo, via Instagram

Correr alivia o stress.

Correr alivia o stress (m-imagephotography/Thinkstock/Getty Images)

9. “A caminhada veio primeiro, porque sempre gostei da liberdade que ela proporciona. E, com o tempo, vendo que havia vários (as) corredores (as), senti que poderia tentar. E aí, meu amor, foi como me libertar: quando consegui correr o primeiro quilômetro sem parar não parei mais, pelo contrário! Só aumenta a força, a resistência e a satisfação de ter encontrado uma atividade que me conduz a um paraíso particular – eu mesma!!!”, Paula Fortunatto, via Instagram

10. “Tenho síndrome do pânico com crises de ansiedade e, por isso, já tomei muitos remédios. Muitos mesmo. Alguns têm como efeito colateral o aumento de peso e o inchaço, o que me deixava muito triste quando colocava um biquíni ou uma roupa mais justa. Então comecei a correr, porque sempre achei chato caminhar na esteira. Li muito na internet e conversei com vários professores de educação física sobre o assunto. Comprei um tênis e encarei o espírito ‘pernas pra que te quero?!’ Ainda estou perdendo medidas, não cheguei no peso que considero confortável, mas a corrida dá uma relaxada na mente e um gás no corpo. Estou até dormindo melhor, e as crises de ansiedades estão mais espaçadas. Porém tenho dois sonhos: poder correr na orla (algo difícil porque, apesar de viver no Rio de Janeiro, não moro próximo à praia) e correr numa prova. Vamos ver…”, Fernanda Diniz, via Instagram

11. “Depois de uma lesão que me deixou com sequela motora, decidi que não me esconderia em casa com vergonha. Se eu conseguia andar mesmo com certa dificuldade, eu poderia correr. Meu fisioterapeuta deu ‘ok’ e disse apenas para eu tomar cuidado com os excessos. Faz três anos que isso aconteceu. Nesse meio tempo, já competi duas meias (sendo uma delas trail) e já corri muitos quilômetros com sorriso no rosto!”, Raquel Arellano, via Instagram  

12. “A corrida entrou na minha vida este ano por pura admiração. Não foi por estética, nem para emagrecer ou para ficar mais forte. Comecei timidamente e, quando percebi, ela já estava me fazendo levantar às 4h30 da manhã sorrindo, com muita vontade e disposição (juro!). Quando fiz minha primeira prova fiquei ainda mais encantada: fiz amizades, conheci veteranos e pessoas que ajudam e incentivam sem sequer te conhecerem. Um astral incrível! Depois disso tive a certeza de que essa é a vida que eu AMO e que encontrar um tempo para fazer algo que deixe nossa alma feliz é preciso. Suor foi o meu melhor acessório de 2016”, Kika Monteiro, via Instagram

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