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"Emagreci 35 kg sem remédio, nem cirurgia"

Saiba como Luana Ferreira deixou os exageros para trás e recuperou a autoestima

Depoimento a Marcia Di Domenico
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Luana depois Foto Caio Mello Luana Ferreira | Idade: 24 anos | Altura: 1,70 | Peso: 61 kg | Conquista: perdeu 35 kg em 1 ano e 3 meses

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35 kg mais magra

De bebê rechonchudo a adolescente gordinha e adulta obesa. Essa foi minha trajetória até um ano  e meio atrás. Minha mãe é magra e, quando eu era equena, ela bem que tentava me fazer comer menos e mais alimentos saudáveis. Mas meu pai tinha hábitos ruins, e acabei crescendo acostumada a comer muito, praticamente só besteira e tudo fora de hora. Minha pior fase foi o ano em que morei nos Estados Unidos, quando tinha 11 anos: como abusava de fast food, voltei 15 quilos mais gorda. Experimentei tudo quanto é dieta (da sopa, do ovo, da lua...) e tomei inibidor de apetite, mas o resultado era sempre o mesmo: emagrecia e, quando parava, engordava mais ainda. Passei a adolescência inteira no efeito ioiô. Vivia ansiosa e a comida era minha válvula de escape: quanto maior a ansiedade, mais eu comia. Sou enfermeira e, trabalhando em hospitais,vivia escutando que deveria fazer a cirurgia bariátrica e emagrecer à força, mas achava radical demais.

Me casei pesando 94 quilos. Fiquei grávida e engordei mais 10 durante a gestação, ou seja, fui para a sala de parto com 104 quilos! Nos primeiros meses depois de dar à luz minha filha, consegui chegar naturalmente a 96 quilos, aí estacionei: não perdi mais nenhum grama mesmo depois de amamentá-la durante um ano e três meses.

Magra custe o que custar 

Não suportava mais ser obesa. Sempre fui vaidosa e era um sofrimento não poder vestir as roupas que eu queria nem conseguir usar salto alto, porque simplesmente não me aguentava em cima dele muito tempo. Também era humilhante entrar nas lojas e só caber no maior tamanho. Para piorar, precisava vestir branco todo dia para trabalhar, e a cor aumenta ainda mais a silhueta... Por isso tudo, minha vida social era péssima. Evitava lugares com muita gente (até as reuniões de família) para não me expor.

Um dia, me olhando no espelho, decidi tomar uma atitude defi nitiva e procurei um endocrinologista. No fundo, tinha a esperança de que me receitasse um remédio para emagrecer, mas ele foi curto e grosso: disse que, se eu quisesse ser magra para sempre, teria que reaprender a me alimentar. Quando falei que não comia muito, levei uma bronca que me fez tomar vergonha na cara. O médico disse que, se fosse assim, não seria tão gorda. Era a pura verdade!

A fórmula do sucesso 

Comecei uma dieta de 1200 calorias por dia em que eu fazia as três refeições principais mais dois lanches intermediários. Incluí mais legume, verdura e fruta na alimentação e cortei doce, fritura e refrigerante. E o mais importante: passei a obedecer o horário certo do café da manhã, almoço e jantar.Ao mesmo tempo, me matriculei na academia e fazia natação ou hidroginástica duas vezes por semana, além de 20 minutos de caminhada todo dia. Três meses depois e 8 quilos mais leve, resolvi apertar o cinto: como já estava acostumada com a dieta e não passava mais fome, consultei o médico e ele me liberou para consumir 900 calorias diárias.

Para isso, passei a substituir o jantar por sopa de legumes ou um sanduíche levinho. Em um ano, perdi mais 27 quilos. Mas tinha que resistir bravamente às caixas de bombom que meu marido vira e mexe trazia para casa... Como ele gosta de mulher cheinha (e sabe que eu amo chocolate), fazia de tudo para eu desistir do regime. Em compensação, não me deixava faltar na ginástica de jeito nenhum. Há quatro meses, voltei para o menu de 1200 calorias e troquei a ginástica na água por 30 minutos de musculação e mais 30 de bicicleta ergométrica, três vezes por semana.

Mais leve, menos ansiosa 

Não foi só um corpo novo que conquistei. Mudei meu pensamento em relação à comida e não desconto nela toda vez que estou tensa. Agora, quando a ansiedade chega, bebo água, bem devagar, e vou me acalmando. Não há nada que eu não possa comer. Continuo não abusando do chocolate, por exemplo, mas me dou esse prazer de vez em quando. E uso a lei da compensação: se exagero hoje, pego leve amanhã. Quando era gorda, achava que só me restava aceitar, pois nunca conseguiria mudar. Emagrecer me tornou autoconfiante e me ensinou que posso chegar aonde eu quiser – só depende da minha força de vontade.

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