Olhou bem a foto? Antes de ficar com inveja e se perguntar por que algumas mulheres têm a sorte de ser tão bonitas, lembre-se daquele ditado: “Gato escaldado tem medo de água fria”. Pois é. A gata aí ao lado já foi bastante escaldada e por isso aprendeu a correr atrás da sorte. Quando foi chamada para estrelar o seriado Malhação, na Rede Globo, aos 15 anos, precisou engordar 8 quilos para interpretar uma garota cheinha. O sacrifício desregulou o metabolismo da moça, que ficou com tendência para engordar. O resultado positivo disso tudo foi aprender que o melhor jeito de segurar o ponteiro da balança é não ser radical com a alimentação. Um exemplo: chocolate e pizza, suas paixões, ela se recusa a cortar do cardápio. Mas, quando percebe que as curvas teimam em fugir do controle, encara a luta de frente: matricula-se na academia e retoma os treinos, mesmo que não consiga manter a regularidade. “Vamos combinar que chega uma hora que malhar cansa, mas a gente sabe que funciona”, desabafa.
Você já viu esse filme: é sobre uma garota que engordou na adolescência e, por conta própria, fez dieta. Alguém que reconhece a importância dos exercícios físicos, mas não consegue se apaixonar pela musculação e pela rotina da academia. Que fecha a boca na hora do almoço e depois libera na sobremesa. Parece a sua história? Pois lembra a minha também. E é por isso que dá ainda mais vontade de conhecer o fim do filme.
Depois dos quilos ganhos por causa de Malhação, Juliana recebeu um alerta dos diretores para outros papéis: você precisa emagrecer. Falar é fácil. Na prática, a coisa foi complicada. “Comecei ainda adolescente a tentar perder peso, mas demorei a descobrir o valor de comer direito.” No meio do caminho, apelou para a dieta das proteínas: sem acompanhamento de nutricionista, cortou o carboidrato do cardápio por três meses. Hoje sabe que as dietas que excluem um tipo de alimento são perigosas: o risco de engordar de novo é maior.
Só a dieta não foi suficiente. Para detonar as últimas gordurinhas, Juliana recorreu à intradermoterapia — as famosas injeções de substâncias que derretem gordura — por um ano, em 2003. E, no ano passado, procurou uma médica ortomolecular, seguindo a onda das atrizes e amigas Débora Falabella, Priscila Fantin e Samara Felippo. A idéia era dar uma secada, mas os benefícios foram maiores: além de eliminar 3,5 quilos, viu melhorar a pele, o cabelo, a disposição e até a memória. A TPM hoje incomoda menos, a ansiedade foi controlada e a prisão de ventre e a retenção de líquidos desapareceram. “Prisão de ventre é comum, mas sempre dá vergonha de confessar que a gente tem”, conta a garota, meio tímida.
Segundo a médica carioca Heloisa Rocha, essas mudanças do bem são conseqüência do equilíbrio entre as vitaminas e os minerais no organismo, com uma ajuda dos aminoácidos e dos fitoterápicos, que fazem tudo funcionar melhor. Quer um exemplo? A atriz estava sobrecarregada de trabalho na TV: não sobrava energia para mais nada. Depois do tratamento ortomolecular, Juliana voltou a caminhar na praia (coisa que, como boa fluminense, sempre curtiu) e andar de patins na orla sempre que a rotina de gravações permite.
E o filme que começou com a adolescente ganhando peso termina com uma mulher, ou melhor, um mulherão que conseguiu uma receita para viver em paz com o espelho.
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