5 motivos para entrar na aula de dança mesmo depois de adulta

Nossa editora-assistente de fitness voltou a dançar em 2016 e conta os benefícios que ela redescobriu para mente e corpo

 

Na busca por uma nova atividade física – e um jeito animado de relaxar da correria da semana –, em março, decidi voltar a dançar depois de dez anos da minha última apresentação de jazz. A Gislene, editora do site de BOA FORMA, sugeriu a Casa da Dança Tati Sanchis, em São Paulo, uma dessas escolas que oferecem diversos tipos de aula – stiletto, jazz, balé, hip hop, video dance, entre outros – e que tem como principal foco a diversão.

Apesar de nunca ter ouvido falar sobre o video dance, escolhi o estilo porque a proposta parecia bem divertida: o professor cria coreografias inspiradas nos clipes das divas pop, como Beyoncé, Rihanna e Selena Gomez.

Dá uma olhada na minha primeira aula (sou a atrasadinha da direita):

A paixão pela modalidade foi tanta que, além das aulas, topei também participar do espetáculo da academia. Neste fim de semana (09, 10 e 11), minha turma se apresentou ao som de Britney Spears (um pot-pourri com oito hits da cantora) e foi demais! Hoje acordei inspirada para contar os benefícios de se jogar nas aulas de dança, mesmo se você já passou dos 25 e nunca se imaginou fazendo isso antes.

1. Gasta muitas calorias e tonifica as pernas
Mesmo quem encara a dança apenas como hobby transpira – bastante – o top durante as aulas. A frequência cardíaca vai lá em cima e você consegue gastar até 700 calorias em uma hora quando o estilo for mais agitado, caso do jazz e do video dance. Sem contar as pernas, que são superexigidas e tonificam em poucos meses (imagine dançar sobre o salto alto do stiletto ou na ponta da sapatilha do balé!). E como em qualquer atividade física, quanto mais você praticar, mais resultados terá, principalmente se aprender os passos mais complexos, que incluem movimentos com quadril, braços e até cabeça.

Leia mais: Testamos uma aula de rock

2. Estimula a coordenação e a criatividade
Não vou mentir dizendo que é fácil. A dança exige uma coordenação afiada para os giros, saltos e requebrados. Mas igual aos esportes, existem níveis para iniciantes, intermediários e avançados. Então, você não precisa se preocupar em chegar à primeira aula já arrasando [eu demorei alguns meses para me soltar no video dance, mas veja, abaixo, como a gente aprende!]. E essa coordenação pode ajudar depois em um jogo de vôlei, um luta de muay thai e até na pista de dança de uma festa, já que a propriocepção (a consciência corporal) também melhora. Conforme você participa de novas coreografias, seu cérebro absorve um repertório de passos e movimentos jamais imaginados antes, o que é ótimo para a criatividade (a ciência comprova).

Ensaio para a coreografia do fim de ano

I'm back, bitch! Let's have fun! #videodance

A video posted by Daniela Bernardi (@danibernardi_) on

3. Manda embora a timidez e melhora a autoestima

Olhar 43? Não sei fazer. Biquinho sexy? Jamais! Até voltar aos palcos… A dança me trouxe uma sensualidade que não conhecia dentro de mim. A própria atriz Sophia Abrahão disse à BOA FORMA que, com a experiência na Dança dos Famosos, quadro da Rede Globo, ela descobriu um lado mais sexy. Você cria um personagem e assim, se liberta de censuras que costumavam limitar seu gingado. Neste fim de semana, dancei de pernas de fora (de hot pants!) e make escuro. Me senti como se fosse a verdadeira Britney Spears na época de Toxic – não à toa, lotei meu feed do Instagram com fotos e vídeos. [risos]

4. Relaxa e controla a ansiedade

Minhas aulas são às quinta-feiras à noite, dia perfeito para se distrair da correria da semana e dar as boas-vindas à sexta-feira. Dentro da sala, você esquece dos problemas e só curte a música. É como se os movimentos te levassem para um mundo paralelo, onde apenas há espaço para sentimentos positivos e sensações prazerosas (viva a endorfina e a serotonina liberadas!). Chego em casa bem mais tranquila e, às vezes, até aproveito para escrever um texto que ficou travado durante todo o dia.

5. É democrático

Na apresentação do fim de semana, o público encontrou todo tipo de bailarinos: grávidas, garotos, senhoras, gordinhas e até o pai de uma bailarina na faixa dos cinquenta anos. Outro lado bom de dançar quando adulto é que não existe aquela cobrança por um corpo sarado e perfeito. Você é o que é e as coreografias que se encaixam em você. E se você acha que não se daria bem no salto alto do stiletto, saiba que existem muitas outras possibilidades: waaking (dança com foco no movimento dos braços), dancefusion, house, sapateado… Tem espaço pra todo mundo! Então, vem!

Palavra do professor

“A Dani chegou com o corpo todo sarado, então a melhora da forma física não foi uma preocupação para mim. O medo inicial era se ela iria acompanhar o ritmo da aula, a velocidade das sequências e a necessidade de memorizar a cada aula passos e coreografias novas. Lembro do fim da primeira aula dela: com cara de espanto, a Dani veio perguntar se poderia seguir fazendo ou se deveria tentar outra modalidade ou outro nível. Sou do pensamento de que o corpo se condiciona. Por mais difícil e/ou novo que seja o estímulo, ele vai buscar ferramentas para te ajudar. Tudo depende da sua disponibilidade e vontade de fazer acontecer. Isso a Dani tem de sobra. Em poucos meses, um ou dois, mais ou menos, já era clara a evolução e a tranquilidade dela a cada aula. Esse medo de não acompanhar a turma ou de não estar adequada ao grupo faz com que a grande maioria das pessoas que dançava e parara por causa de carreira ou vida pessoal não volte. Quando, na realidade, em pouco tempo é possível despertar o corpo que a dança trabalhou no passado. Sem dúvida, o tempo diminui a agilidade e tantas outras coisas. Mas ainda assim é possível e supersimples retomar a dança. Vejo esse caminho de volta todos os dias e garanto: a maior barreira quem cria é você. Cabe a você derrubá-la!”

 Lúrian Cortez, produtor artístico, coreógrafo e arte educador especializado em danças comerciais.

You need something warm to embrace To help you put on a smiling face. 😆 📸@_marcellolopes

A photo posted by Lúrian Cortez (@luriancortez) on

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  1. Olenka de Moura

    E euzinha, aos 61 anos, decidi fazer, pela primeira vez na vida, axé (que nem é minha praia) mas por necessidade de fazer exercícios (odeio ginástica). E também fiz minha primeira apresentação, rs… Amei e recomendo. Também vou começar o ballet fitness. Concordo, recomendadíssimo. Bjs….

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