As crews de corrida chegam ao Brasil. Saiba como fazer parte!

Grupos se encontram para percorrer as ruas das cidades de forma mais leve. Hora de encarar o esporte de um novo jeito e descobrir a atleta dentro de você!

Ruelas com placas em coreano, avenidas repletas de carros velozes, praças onde tímidas senhoras passam a tarde… Seul é uma capital misteriosa – pelo menos até você sair correndo por suas esquinas. Ao comando da Private Road Running Club, uma crew formada por asiáticos superestilosos, eu e 20 mulheres do mundo todo desbravamos 5 km de um jeito inusitado.

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A atividade fazia parte da programação de uma viagem a convite da Nike para conhecer seu novo tênis de corrida, o VaporMax. Diferentemente de tudo que já havia experimentado na modalidade, esse grupo tinha uma pegada bem mais convidativa: todas começaram e terminaram o percurso juntas, sem se preocupar com a velocidade – e no final ainda comemoramos o encontro com um churrasco.

No Brasil, o movimento já invadiu São Paulo e Rio de Janeiro e parece que vai conquistar até quem nunca curtiu correr. A seguir, alguns motivos para você também se jogar nessa vibe.

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Vem pras ruas!

A corrida não exige muita coisa – basta um par de tênis – para acelerar. Porém, esse lado democrático cai por terra quando somamos os gastos com assessorias e competições. Sem contar que os principais locais de treino são parques e calçadões distantes da maioria da população. Para fugir disso, as crews reúnem, gratuitamente, a galera que mora próximo para percorrer as ruas do próprio bairro.

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“Funciona como uma ferramenta para cuidar da nossa comunidade, junto com outras atividades underground, como o grafite e o skate”, diz Capitão Jr., um dos fundadores da Guetto Run, que “dá seus corres” na zona norte do Rio de Janeiro. Bônus: você acaba conhecendo os pontos de comércio, arte e lazer da área. “Não corremos para ficar fitness, mas para explorar e nos divertir”, diz Michael Halpern, da NYC Bridge Runners, dos Estados Unidos.

Tô de buenas!

Competição está fora de cogitação. Por isso, não existem planilhas nem pace determinado para cada encontro. “Não me importo quão rápida você é, mas vou sempre respeitá-la se houver um sorriso e uma tentativa de bater seu limite”, diz Jay Smith, fundadora da Paris Running Club, da França. Velozes e iniciantes correm lado a lado do começo ao fim.

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“Às vezes, paramos para esperar e aproveitamos para tirar fotos”, conta Michael. Essa união garante motivação para quem está começando. “Correr é bem cansativo. Quem não está acostumado pode ter medo. Mas, quando estamos em grupo, tudo fica mais fácil e leve”, explica Poldo Longo, organizador da Outra Fé, da zonal sul de São Paulo.

Meu tênis, meu pace

Diferentemente do padrão magro e disciplinado dos maratonistas, os participantes das crews têm liberdade para se sentir bem do jeito que são – gordinhos, miúdos, jovens, velhos, boêmios, artistas, advogados… “Por que ter vergonha da sua velocidade? Você trabalha, cuida da casa, troca de roupa e vai correr… Vai falar que não é atleta?”, questiona Capitão Jr. Aqui, todos são bem-vindos!

“Vivemos uma rotina louca de trabalho em cidades pouco convidativas para a prática de esporte nas ruas. Quando nos encontramos, é um break para quebrar a logística casa-trabalho”, diz Cahuê Abatipietro, um dos fundadores da Vício, de São Paulo. E, claro, depois do exercício também pode rolar uma happy hour ou um jantar. “Para mim, as noites de quarta-feira significam que vou ver velhos amigos e conhecer novos”, garante Michael.

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Partiu nessa!

Cada crew tem sua própria regra para receber os novos participantes. Em algumas, basta “chegar e colar”. Já para outras, você precisa ser convidada pelos próprios membros. Dica: todas elas têm conta no Instagram.

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