Rafaela Silva, medalhista olímpica, sonha em levar o judô para a periferia

Ela deu um golpe nos desafios da vida e, hoje, deseja propagar os benefícios do esporte para as comunidades carentes

O judô deu muito mais do que a medalha de campeã mundial a Rafaela. O esporte garantiu que ela e a irmã ficassem longe dos perigos das ruas enquanto extravasavam a energia em cima do tatame. Um verdadeiro ippon, que a atleta sonha em espalhar na vida de outros jovens da periferia.

O INÍCIO…
Conheci o judô quando tinha 5 anos. Morava na Cidade de Deus e minha mãe não queria que eu e a minha irmã ficássemos na rua. Como a associação dos moradores oferecia aulas de futebol, dança ou judô – e eu nunca me interessei por balé –, fui direto para o tatame.

NUNCA MAIS PAREI PORQUE…
Gostava de ganhar das outras crianças. Sou muito competitiva, e meu professor usava esse meu lado “agressivo” em prol do esporte.

DO QUE MAIS GOSTO NO JUDÔ…
Ele cria oportunidades e transforma as pessoas. Treino no Instituto Reação, que ajuda qualquer cidadão a se socializar, seja para competir ou não.

PRINCIPAL TÍTULO…
O ouro do Mundial de 2013. Mas ganhei muito mais, porque, graças ao judô, conquistei tudo o que tenho na vida: desde a reforma de casa até viagens a lugares que nem imaginava.

E mais: Olimpíadas: essa atleta do sertão nordestino se tornou a brasileira mais bem colocada no tênis

JÁ COMPETI…
Em Paris, no Japão, na Turquia, em Londres e na Tailândia.

SONHO DE ATLETA…
A medalha olímpica é o único título que me falta.

FUTURO…
Quero terminar a faculdade de psicologia e abrir um projeto social na Cidade de Deus para que outras crianças tenham a mesma oportunidade que tive.

ALIMENTAÇÃO…
Evito refrigerante e doces. E faço suplementação para ganhar peso apenas com músculos – sou um pouco leve em comparação às adversárias.

PARA LUTAR, VOCÊ PRECISA…
Ter vontade e ser destemida, sem faltar com o respeito com a adversária.

SÓ SUBO NO TATAME…
Com o pé direito. E sempre carrego a credencial da competição anterior comigo.

QUANDO ESTOU PERDENDO…
Penso que tenho que ir para cima porque o tempo está acabando e preciso virar a luta.

AO OLHAR A ADVERSÁRIA…
Sinto um pouco de ansiedade, mas logo passa. E, aí, eu foco apenas em derrubá-la.

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