


PLANO DE MALHAÇÃO
Primeiro trimestre
Segundo trimestre
Terceiro trimestre
Saiba o que comer durante a gestação
Descubra quais exercícios você pode fazer com segurança
Você sabe quais ervas são permitidas durante a gravidez?
Grávida pode tingir o cabelo? Descubra aqui
Uma entrevista com Angélica Banhara, sobre os cuidados antes e depois da gravidez.
Baby ioga, uma aula para você fazer com o seu bebê
Mamãe grávida adora passear na praia, orgulhosa, exibindo o barrigão. Mas atenção: o mais importante nesses dias de sol é a proteção. Não dá para descuidar e ficar cheia de manchas, vermelha e com risco de desenvolver problemas de pele.
"Por conta das alterações hormonais que acontecem na gravidez, a futura mamãe fica mais suscetível ao aparecimento de manchas na pele. A mais frequente é a cloasma, mancha facial escura, que precisa ser tratada com o auxílio de cremes prescritos por um dermatologista", explica o médico Ademir Jr.
Para evitar que as manchas se intensifiquem, use chapéu ou boné e aplique protetor solar com FPS 60 a cada duas horas. Na barriga, muito protetor também, de preferência com FPS acima de 30.
Depois que der à luz, o bebê só pode acompanhá-la na praia ou na piscina após o sexto mês - mesmo assim, sem ficar mais de 30 minutos exposto ao sol. Use sempre protetor solar específico para a pele infantil e evite expor a criança entre 10 horas e 16 horas.
Até o sexto mês, o recomendado é não expor o bebê a mais do que 15 minutos diários de sol (antes das 10 ou após as 16 horas), pois a pele dele ainda está muito sensível e fininha.
Muitas mulheres adoram uma boa comida japonesa, mas não querem comer peixe cru por medo de pegar alguma infecção bacteriana que cause problemas para o bebê. Na verdade, uma infecção provocada por alimentos mal lavados ou crus oferece praticamente os mesmos riscos para qualquer pessoa, a diferença é que nas grávidas uma infecção ou desidratação (provocada por diárreia ou vômitos) pode exigir mais cuidados e atenção. "A carne crua pode conter parasitas prejudiciais em qualquer fase. A grávida só deve evitá-la porque uma infecção durante a gestação pode comprometer a hidratação, restringir alimentos importantes, já que ela terá que comer coisas leves até restaurar a flora intestinal, e exigir o uso de medicamentos, o que não é aconselhável nesse período", explica a obstreta Ligia Sumida.
Agora, se a vontade de atacar um sashimi for incontrolável, atente-se para algumas recomendações:
• Escolha restaurantes limpos e preste atenção no manuseio dos alimentos. Higiene é fundamental!
• Priorize peixes pré-congelados. Boa parte das bactérias não resiste às altas temperaturas.
• Sempre que possível, opte por peixes e frutos do mar grelhados ou cozidos, seu consumo não tem restrições e é uma excelente fonte de vitaminas e nutrientes para você e para o bebê.
Sugestão para as cariocas
A rede de restaurantes Manekineko, no Rio de Janeiro, oferece uma combinação deliciosa de sashimis e sushis grelhados, empanados ou cozidos - o Mix Baby - assim, as futuras mamães podem comer sem medo.
Para garantir a saúde da futura mamãe e o crescimento saudável do bebê, bons hábitos alimentares são imprescindíveis durante a gestação. Coloque-os em prática:
O café da manhã
Depois de um longo período em jejum, um café da manhã balanceado (com carboidratos, proteínas e vitaminas) é obrigatório. “Ao permanecer um extenso período em jejum, a quantidade de açúcar no sangue baixa, levando à queda de pressão, tonturas e interferindo na disposição e no humor”, explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis, em São Paulo. No caso das grávidas, os enjôos e as náuseas intensificam-se com o estômago vazio.
Não pule refeições
Ficar um longo período sem comer piora os sintomas de enjôo e azia. Portanto, faça seis refeições leves: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Os lanches são importantes para evitar que você não fique com o estômago vazio por muito tempo e contribuem para a sensação de saciedade, assim você não corre o risco de exagerar no prato durante o almoço e o jantar. Para um lanche saudável e equilibrado, opte por um pão com fibras, torrada integral ou frutas, pois favorecem o funcionamento do intestino.
Garanta o cálcio
A gravidez é o momento em que a mulher necessita de maior quantidade de cálcio, pois boa parte do mineral é transferida para o feto no terceiro trimestre. Além disso, o cálcio regula a pressão, previne a hipertensão e é componente indispensável para a produção do leite materno. Alimentos ricos em cálcio: iogurte, queijo branco, couve manteiga crua, feijão branco, brócolis e peixe.
Sobremesa
Deixe aquele doce mais calórico - chocolate, torta e pudim para o sábado ou domingo. Durante a semana, controle os desejos consumindo um “doce saudável”: fruta, gelatina ou até mesmo uma compota ou picolé de fruta.
Nada de carnes cruas
Pratos com carnes cruas devem ser evitados, pois eles podem conter bactérias. Pratos da cozinha japonesa, como sashimi e sushi, oferecem risco de infecção alimentar devido à manipulação indevida, sem higienização prévia pela falta de uso de luvas, o que pode prejudicar o bebê.
Evite refrigerantes e fique longe de bebidas alcoólicas
Bebidas gaseificadas dificultam a absorção de nutrientes, vitaminas e sais minerais pelo intestino. Quando consumidas durante as principais refeições, diminuem em até 60% a capacidade do intestino de absorver nutrientes e elementos essenciais para o funcionamento do organismo da mãe e do bebê. As bebidas alcoólicas também devem ser evitadas, pois o bebê absorve o álcool através da placenta, o que pode causar males irreversíveis em sua formação.
Devo comer por dois na gravidez? Posso continuar na academia? É verdade que amamentar queima muitas calorias? Vamos falar sobre tudo isso amanhã, às 15 horas, na Livraria Cultura do Shopping Center Iguatemi (Av. Iguatemi, 777, lojas 04 e 05, Piso 1, Vila Brandina, Campinas, SP). A nutricionista Vanderli Marchiori, responsável pelos cardápios publicados no meu livro -- Grávida em Boa Forma: seu Guia de Exercícios e Dieta para Antes e Depois do Parto -- participará do bate-papo e vai tirar dúvidas sobre alimentação na gestação e depois do nascimentos do bebê. Esperamos você lá!
Cada filho é completamente diferente do outro. Meu João dormia a noite toda desde os 3 meses. Já o Pedro deu um verdadeiro baile até completar 1 ano e meio. Tentei de tudo: estabelecer rotina e horários, dar banho morno antes de pôr na cama, dar glóbulos de camomila, rezar a oração do sono...Até que conversei com meu guru nutricional, Alfredo Galebe, e ele sentenciou: "dá abacate para ele antes de dormir." Por quê? "Vai aumentar saciedade e ajudar a ter um sono mais tranquilo." Tentei. E não é que funcionou? Não deixei de fazer as outras coisas citadas e não posso afirmar o quanto a solução veio só do abacate. De qualquer forma, é uma fruta supersaudável, rica em gorduras do bem. Amasso meia fatia fina com uma pontinha de colher de chá de mel e o Pedro, que já vai fazer 2 anos, come feliz. Minha cunhada incorporou a dica para a sobrinha Natália. As crianças estão dormindo bem, as mães também!
E você? Tem alguma dica bacana para dividir com a gente?
Vibrei com a informação, vinda da nutricionista Denise Carreiro, autora do livro Alimentação: Problema e Solução para Doenças Crônicas. Ela afirma que, dos alimentos produzidos pela natureza, a couve é o que tem a composição mais semelhante ao leite materno. É rica e cálcio -- fundamental para a formação dos ossos -- e magnésio, importante para fixar o cálcio nos ossos. E me deu uma dica que coloquei em prática imediatamente.
- Compro a couve orgânica, lavo bem, bato no liquidificador com um pouco de água.
- Côo, despejo em forminhas de gelo, enfio em saquinhos próprios para alimentos e levo ao congelador.
- Todos os dias, descongelo os cubinhos no suco de laranja, maracujá ou maçã, côo novamente (para passar pelo bico da mamadeira) .
e tomamos, eu, João e Pedro. É uma ótima dica para bebês e crianças alérgicos ou intolerantes ao leite de vaca.
Meu filho mais velho, hoje com 5 anos, desenvolveu um tipo de alergia ao leite de vaca por volta dos 2 anos. Ele passava o dia bem, mas, de madrugada, tinha acessos de tosse. Depois de conversar sobre o assunto com um clínico geral, uma nutricionista e o pediatra, decidimos substituir o leite de vaca pelo de soja (do tipo original). Faz 3 anos que o João não tosse à noite. De uns tempos para cá, o Pedro, hoje com 1 ano e meio, também começou a demonstrar uma possível intolerância ao leite de vaca, vomitando tudo logo depois de mamar. Com autorização do pediatra, tirei o leite e reforcei iogurte e queijo branco durante o dia. Depois da conversa com Denise, incorporei os cubinhos de couve nos sucos da manhã e da tarde. Ele está ótimo.
Muitas de vocês conhecem minha história e acompanharam pelo menos minha segunda gravidez. As leitoras mais recentes, tanto da Boa Forma como do site, vão encontrar um pequeno resumo do que fiz para manter a forma nas duas gestações e depois do parto na revista deste mês e no site. Vão conhecer ainda as histórias de Priscila e Maria Cecília, pura inspiração!
Todos os dias, chego à redação e penso: vou escrever no blog. Faço uma lista de tudo o que não pode passar daquele dia e vou riscando cada prioridade resolvida. Corro como maluca e, quando vejo, são quase sete da noite: hora de sair voando para pegar os meninos na escola. E lá se vai mais um dia sem escrever uma notinha. Desculpe, meninas, mas a minha vida também não é fácil. O ponto bacana é que tenho uma família maravilhosa, amo meu trabalho e adoro quando consigo fazer uma aula de power ioga ou de natação. Mas fica a frustração de sentir o tempo escorrer pelos dedos sem dar conta de fazer tantas outras coisas que também acho importantes – como escrever para vocês...Sorry!
No chat da semana passada sobre manter a forma na gravidez e pós-parto, essa dúvida surgiu várias vezes. As estrias têm um componente genético forte. Mesmo assim, a melhor maneira de evitá-las é engordar apenas o recomendado pelos médicos (entre 9 e 12 quilos) e hidratar bem o corpo. O ideal é consultar um dermatologista que indique um creme manipulado específico para a sua pele. A dermatologista Inaê Cavalcante, de São Paulo, conta o que deve conter um poderoso anti-estrias.
A indicação é lambuzar seios, barriga, bumbum e coxas com a fórmula duas vezes ao dia desde a descoberta da gravidez até o sexto mês. A atenção deve ser redobrada no último trimestre: por conta do reposicionamento do bebê, as estrias podem aparecer do dia para a noite. Então, aumente a hidratação para três vezes ao dia. Nas costas, pernas e braços você pode usar o seu hidratante normal uma vez por dia. A dermatologista explica que os óleos de banho não substituem os hidratantes: apenas ajudam a manter a hidratação, logo, são ótimos coadjuvantes. Só para lembrar: nunca use creme no bico dos seios. Ali, a pele tem que estar mais grossa, para não rachar durante a amamentação.
Recebi uma mensagem da leitora Lili que diz: "Estou grávida do meu primeiro filho mas, por ser muito meninona, não me sinto muito preparada. O que devo fazer?"
Lili, não sei a sua idade, mas digo que, quando engravidei do meu primeiro filho, também não me sentia nada preparada – apesar de estar com 35 anos! Não época, foi uma surpresa (não estava planejando), mas depois percebi que, se não tivesse acontecido daquela maneira, talvez eu nunca tivesse a coragem de engravidar. Achava que não levava jeito para ser mãe e que não daria conta do recado. O interessante foi que boa parte dessa insegurança passou ainda na gravidez. Como eu convivia pouco com crianças, tentei me aproximar dos conhecidos que tinham filhos para sentir um pouco como tudo rolava e ver se o "medo do desconhecido" diminuía. Também li alguns livros para saber melhor o que estava acontecendo com o meu corpo e com o bebê que se desenvolvia. Um livro que gostei muito foi "O Que Esperar Quando Você Está Esperando" (Arlene Eisenberg, Editora Record). Feito na base de perguntas e respostas, encontrei ali as explicações para muita coisa que sentia.
Bom, já que você está grávida, é hora de tentar se preparar. Saber mais sobre a gestação e o pequeno ser você está formando pode ser um bom começo. É importante pensar que ele depende muito de você para ser um bebê saudável, então, nada de cigarro, chopinho ou balada. Você precisa dormir bem, comer coisas saudáveis, se sentir responsável por ele... Garanto que o esforço vale muito a pena (tanto que resolvi ter um segundo filho).
Minha mãe falava uma coisa que acho ser bem verdade: "Faça o melhor que puder. O seu empenho vai garantir que você acerte cada vez mais." E digo: agradeço a Deus todos os dias por meus filhos, por ter me dado a oportunidade de sentir esse amor que não dá para medir. Ninguém nunca vai te amar mais do que o seu filho, e isso é o máximo! Boa sorte!
A gente adora ser mãe e sabe o tanto que é importante dar o melhor de si no trabalho. Mas, por conta da correria para dar conta de trabalhar o dia todo, criar dois filhos e administrar a casa, o maridão às vezes fica de escanteio. Para equilibrar melhor as coisas, combinei que a Cilene, minha superajudante, dormiria em casa uma noite por semana para que o casal pudesse dar uma saidinha. Esse trato existe desde que o João, meu filho mais velho, fez um ano. E acho que ter esse tempinho para nós dois faz toda a diferença. É nesse dia que conseguimos pegar um cineminha, rever os amigos para conversar de fato -- com as crianças junto, no fim-de-semana, mal consigo completar uma frase -- ou simplesmente curtir a dois um jantarzinho bacana. Às vezes dá preguiça de sair, confesso. O cansaço não é pouco. Acordo várias vezes à noite: para pôr o João para fazer xixi (só conseguimos tirar a fralda da noite recentemente) ou porque ainda é comum o Pedro chorar e só sossegar depois de tomar uma mamadeira. Como o menor acorda normalmente por volta das 6 horas (hoje dormiu direto, mas despertou de vez às 5h40...), chego ao fim do dia acabada...Mas não abro mão do "dia do passeio", pois acho que deixa a vida da família toda mais completa.
Queridas: amanhã, sexta-feira (dia 11 de maio), às 9h45, estarei no programa Estilo Saúde, da apresentadora Solange Frazão, na Rede Mulher.
Solange, nossa amiga e exemplo de boa forma, está superfeliz de falar todas as manhãs sobre aquilo que mais gosta, pratica e acredita: atividade física e boa alimentação para ficar cada dia mais bonita e saudável.
Essa edição é especial, dedicada às mães. Além do bate-papo sobre manter a forma na gravidez, uma grávida linda de 9 meses fará uma aula de ginástica. Você também vai conhecer a fotógrafa Marcela Barros, especializada em clicar futuras mamães e famílias.
Se puderem, dêem uma espiadinha!
Um beijo
Se você fuma e quer ser mãe, está na hora de repensar isso. O cigarro reduz a fertilidade na mulher e causa um atraso na primeira gestação. "Estudos e pesquisas dos últimos anos apontam que o tabagismo da mãe afeta a fertilidade mais que o tabagismo paterno, o que significa que o sistema reprodutivo feminino é mais vulnerável ao tabagismo do que o sistema reprodutivo masculino", diz Joji Ueno, coordenador do curso de pós-graduação Especialização em Medicina Reprodutiva, ministrado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Os candidatos a pai também devem rever seus hábitos. Para o homem, o cigarro está associado à redução na qualidade do sêmen, incluindo concentração de espermatozóides, mobilidade, além de alterações nos níveis hormonais. "Costumamos recomendar aos homens que apresentam sêmen de qualidade marginal e história de infertilidade, que deixem de fumar para que haja uma melhora da qualidade do sêmen", diz o médico. E nem preciso falar de tudo de horrível que o cigarro pode fazer para o bebê – no caso de mães fumantes, não é?
Sim. Segundo a dermatologista Inaê Cavalcante, de São Paulo, não há contra-indicações, uma vez que o princípio ativo deste tipo de bronzeamento é o DHA (dihidroxiacetona), uma substância natural da pele. O DHA é um tipo de açúcar que reage com a camada mais superficial da pele, a camada córnea, produzindo o tom bronzeado. A substância não é absorvida pelo organismo, por isso não há restrições ao seu uso. Por se tratar de uma substância natural, é indicado para todos os tipos de pele (brancas, morenas, negras e orientais). A aplicação é feita em clínicas de estética, por esteticistas, dura cerca de 40 minutos e custa em média 100 reais. Os resultados são percebidos após algumas horas. O bronzeado obtido não sai tomando banho e permanece de sete dias até o tempo de renovação normal da pele, de acordo com as características de cada garota. "Após o bronzeamento também poderão ser usados, inclusive pelas grávidas, hidratantes com eritrulose, para aumentar ainda mais a durabilidade da cor e beleza da pele durante todo o verão", diz a dermatologista. Inaê lembra que o autobronzeamento, ao permitir um tom dourado da pele mesmo sem exposição ao sol, evita o envelhecimento precoce e os riscos de câncer de pele, que estão associados à exposição solar e às câmaras de bronzeamento artificial.
.A leitora Lise, de Sidney, teve bebê há três meses, engordou pouco e sempre malhou. Começou, então, a pedalar na bike ergométrica e ficou surpresa com o aparecimento de vasinhos nas pernas. Foi procurar informações na internet e leu que nos primeiros três meses depois do parto não é recomendado fazer bicicleta ou outro exercicio mais forte, como corrida. Só seria permitido caminhada, hidro, ioga. Ela pergunta: a informação é verdadeira?
Segundo Pedro Octavio Brito, obstetra da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, muitos médicos recomendam aguardar 40 dias depois do parto para retomar a prática de exercícios físicos, pois várias alterações metabólicas, além da involução de tecidos (principalmente o útero) estão ocorrendo. Após esse período, a atividade física pode e deve ser realizada, evidentemente com cuidado para isso seja feito de forma lenta e gradual.
O pai, jornalista e fotógrafo, partiu numa viagem de 17 dias para a Antártida, o continente branco. Eu, bancando a mulher-maravilha, disse: "Tudo bem. Na primeira semana, deixo o João de férias na casa da avó, minha mãe. Na outra semana, a sua mãe vem para São Paulo e me ajuda com as duas crianças." Logo na primeira noite sem o pai (eu sozinha com os dois), o Pedro teve um febrão e acordou a noite toda. No dia seguinte, o pediatra sentenciou: "Garganta inflamada. Ele vai ter febre de 40 graus por três dias." Ainda bem que foi alarme falso. A febre durou só mais uma noite. Mas, desde então, o Pedro, agora com 11 meses, passou a acordar, no mínimo, de três em três horas à noite. Tive uma semana complicada: precisava estar inteira porque tinha voltado ao trabalho, mas mal conseguia dormir três horas seguidas. Durante o dia, o Pedro ficava ótimo. À noite, era aquele caos. Na sexta-feira, o irmão voltou. Impressionante como o Pedro ficou feliz. Nunca imaginei que ele sentiria tanta falta do irmão. Problemas de última hora impediram minha sogra de vir a São Paulo me dar uma força. Acabei fazendo um acordo com a Cilene, minha ajudante de todas as horas, para dormir em casa por quatro noites. Não foi fácil: a choradeira da noite continuou. Será o dente? Parece que a gengiva está inchada no fundo, mas não há nada despontando. No último sabado, o pai voltou. Nossa, estávamos contando os minutos. Ainda não sei o que acontece: porque um bebê saudável, amado e bem-alimentado, que passa o dia feliz, está dormindo tão mal. Penso que pode ser adaptação às mudanças. No mesmo mês, começo no berçário, a ausência do pai e do irmão...Só torço para que, logo logo, tudo volte ao normal!
Praia é mesmo o paraíso para as crianças: a gente fica feliz só de ver o tanto que elas se divertem. E foi uma delícia curtir o primeiro encontro do Pedro com o mar. Segurando nas minhas mãos, andou quase rapidinho em direção à água e amou. Lógico que a gente fazia um horário especial: por volta das 9 horas, encarávamos um longo passeio de carrinho pela praia (assim, eu fazia a primeira das várias caminhadas do dia). Depois, água de coco, seguida de momento areia e mar: diversão garantida (e dá-lhe dor nas costas -- minhas -- de ficar segurando nas suas mãozinhas para que ele explorasse a área à vontade). Então, por volta das 11 horas (10 horas de fato, por conta do horário de verão), batíamos em retirada para fugir do sol ou do mormaço -- você sabia que as nuvens seguram só 10% dos raios solares? Por isso mormaço também queima.
Enquanto o Pedro tirava sua sonequinha pré-almoço, eu voltava pra praia para brincar com o João, que se divertiu como nunca pulando onda comigo e passeando na cadeirinha da minha bike. Para matar a sede e repor as energias, água de coco, milho cozido e queijo de coalho.
Antes de sair da praia, por volta das 2 da tarde, mais uma caminhada: tem coisa melhor que andar com o pé na água, curtindo a paisagem? No fim da tarde, andava de novo pra ver o pôr-do-sol.
Pense comigo: não é difícil não engordar. O primeiro passo é se mexer. Nada de ficar sentada ou deitada na canga o dia todo... E, se você tem filhos, faça das brincadeiras com eles a sua malhação. Seu corpinho agradece!
Sou a maior defensora da tecnologia para facilitar a nossa vida: sempre compro, por exemplo, no site Submarino (é ótimo: tem bons preços e entrega em 24 horas). Passei recentemente, no entanto, por uma experiência muito desagradável. Como alguns produtos Weleda estão em falta nas farmácias, recorri à internet para comprar dois óleos de camomila e um creme de calêndula para o meu Pedrinho. Encontrei os produtos numa loja chamada TO CHEGANDO, de Santos. Comprei. Não é que a loja me mandou os 3 produto vencidos!?! As embalagens estavam rasuradas em cima da data de validade. Então, abri os produtos para conferir. A data impressa nos frascos revelava que os óleos, por exemplo, estavam vencidos havia 1 ano e meio! Primeiro tentei cancelar a compra, de quase 70 reais, na Visa. A adminsitradora de cartões informou que só a loja poderia cancelar. Liguei e falei com o dono. Sabe o que ele teve coragem de responder? Primeiro, disse para eu usar o produto vencido. Sim, no meu bebê!?! Depois, sugeriu que eu fosse até o atendimento ao consumidor da Weleda para trocar os produtos que ELE me vendeu. Por último, pediu que eu devolvesse os produtos antes, para depois cancelar a venda. Disse que -- pasmem -- havia outros clientes interessados! Dá para acreditar? Uma loja de produtos para bebê fazendo isso? Que irresponsabilidade!!!
Orientada pelo Procon, não devolvi os produtos. Registrei queixa contra a loja e avisei a Weleda. Mas o sujeito não devolveu meu dinheiro e, quando liguei na loja e me identifiquei, desligou o telefone na minha cara. Então, amigas, fiquem ligadas. Não comprem nessa loja. Quem trata um cliente com esse descaso, não merece credibilidade.
Escolhi para os meus filhos um pediatra antroposófico e, segundo a antroposofia, a melhor hora para desmamar uma criança é entre os 9 e os 10 meses. O argumento é que, nessa fase o bebê já recebeu todo o suprimento necessário de anticorpos e imunidade que o leite materno oferece e está muito voltado para a descoberta do mundo, logo, sofrerá menos com a quebra do vínculo. Os pediatras, de modo geral, sugerem que filhos saudáveis de mães saudáveis e que tenham condições de oferecer uma alimentação balanceada não mamem até depois de um ano. A partir daí, é muito sofrido tanto para a mãe como para a criança quebrar o vínculo.
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Desmamei o João com 10 meses e foi simples assim: uma noite, em vez de dar o peito, ofereci uma mamadeira -- respeitando o mesmo ritual de todos os dias, de banho, meia luz e canções de ninar. Ele mamou tudo e tombou para o lado, dormindo. E olha que era sua primeira mamadeira de leite (até então, ele só tomava suco na mamadeira). Então, nunca mais ofereci o peito e deu tudo súper certo. Se disser que não sofri, é mentira: a gente fica morrendo de medo que o bebê goste menos da gente -- sem falar que amamentar é uma das experiências mais gratificantes que já vivi... Mas acho que tomei a atitude certa: seria muito mais difícil para nós dois desmamá-lo mais tarde.
Com o Pedro, eu fiquei súper estressada: tinha medo de ele gritar e jogar a mamadeira longe. Foi melhor do que eu esperava: ele aceitou a mamadeira e o leite (de vaca, tipo A) numa boa. Mas mamou meio depressa, despertou e me deu uma canseira de uma hora até dormir de novo. As mamada da madrugada e da manhã rolaram numa boa. Ufa! Missão cumprida! Terminamos mais uma fase!
Depois de ter meus meninos foi que me dei conta de como malhar é importante na hora de criar e brincar com os pequenos. Veja só:
- Logo após o parto a gente percebe a importância de ter força nos braços, pois ficamos um tempão com o bebê no colo.
- Ter a região do "core" (o centro do corpo, formado por costas e abdômen) trabalhada também ajuda muito na hora de manter a postura quando amamentamos e quando seguramos o fofinho no colo (a tendência é jogar os ombros para trás para equilibrar o peso, o que dá a maior dor nas costas...).
- A fase que o Pedro está é a prova de fogo: aos sete meses, começou a se deslocar de um lado a outro rolando no chão. E lá ia eu, atrás. Logo em seguida, passou a se arrastar como um lagartinho, de barriga no chão. E eu, horas brincando com ele na horizontal. Agora, com oito meses, começou a engatinhar: um sucesso! Ele fica na maior felicidade e se sente muito importante quando eu engatinho com ele pela sala: adora me ver no mesmo plano que ele! E, de tanto olhar o irmão mais velho correr de um lado para o outro, ele estende as mãozinhas e quer andar. Nas primeiras semanas, eu tinha se segurá-lo debaixo dos bracinhos para dar mais firmeza -- haja costas. Agora, já consegue arriscar seus passinhos segurando nas minhas mãos.
Como é delicioso participar ativamente de todas essas descobertas! Mas exige um abaixa, levanta, agacha, deita no chão e se arrasta que só é possível se a gente tiver um mínimo de preparo físico. Quer estímulo melhor para suar a camiseta?
Faz pouco mais de um mês que consegui voltar para a academia. Por mais que eu tenha caminhado diariamente nos cinco meses de licença-maternidade, estava sentindo a maior falta da ioga...Pratico exercícios desde os 14 anos e a power ioga foi a descoberta mais prazerosa da minha vida de malhadora. Os benefícios em apenas uma hora de aula são de cair o queixo: a ioga trabalha a respiração, a concentração, o alongamento, o tônus muscular, alivia o stress e ainda ajuda a controlar as emoções e a regular os hormônios. A gente se sente bem de corpo e alma. Sem falar que é superimportante ter uma horinha do dia só para nós.
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Sei o quanto é difícil arrumar tempo, mas vale muuuito a pena. Dá uma espiada em como anda o meu dia: acordo por volta das 6 horas da manhã, amamento o Pedro e aproveito para ficar com ele e com o João até sair para o trabalho, às 9h30. Na hora do almoço, faço ioga e almoço rapidinho. Saio da revista 19 horas. Chego em casa 19h30 para dar banho no Pedro, amamentá-lo e fazê-lo dormir. A função termina 21 horas, quando fico mais um tempinho com o João. Só consigo jantar às 22 horas, depois que os dois dormem. Vou me deitar por volta das 23h30. E o Pedro ainda acorda uma vez, entre 2 horas e 4 da manhã para mamar (ou seja, uma hora a menos de sono). Haja pique! Mas, quer saber? Se não faço minha ioguinha querida, me sinto mais cansada e com menos gás. Experimente!
Os médicos dizem -- e os livros também -- que não existe leite fraco e que as mulheres produzem leite conforme a demanda. Ou seja: se o bebê sugar, a mãe vai ter leite. Recentemente, no entanto, presenciei vários casos de mães que queriam amamentar, deram o melhor de si, mas tiveram que complementar a amamentação com fórmulas artificiais ou porque o leite diminuiu ou porque o bebê não ganhava peso. O que acontece, então?
Conversando com uma amiga jornalista, mãe de dois filhos e também interessada no assunto, uma coisa que me chamou a atenção. Ela disse que é relativamente comum a gente achar que o bebê está mamando direito quando, na verdade, ele está pegando mal o peito e suga sem conseguir extrair leite suficiente. E nem sempre isso é uma coisa óbvia, que a mãe consegue perceber de cara. Liguei para o Leitefácil (www.leitefacil.com.br), um grupo de apoio ao aleitamento que orienta as mulheres e descrevi o caso. A consultora, Dulce, me disse a mesma coisa: que, na maioria das vezes em que o bebê mama e não ganha peso é porque não consegue sugar direito. "Ele pega a ponta do mamilo em vez da aréola, fica chupetando um tempão ali e dorme não porque está saciado, mas de cansaço. Aí acorda e quer mamar de novo, já que não conseguiu sugar o suficiente." As consultoras do Leitefácil são muito bacanas: foi lá que eu aprendi a tirar leite direito com a bomba elétrica. A orientação é gratuita. Quem mora em São Paulo e está na dúvida se o bebê está mamando corretamente pode dar uma passadinha lá com a criança. A consultora confere como anda a pegada do peito, orienta o modo correto e pode checar se você está produzindo leite em quantidade suficiente (tirando de um dos seios com a bombinha).Amigas, desculpe o sumiço dos últimos dias. É que resolvi aproveitar o final da minha licença-maternidade e fiquei uns dias na casa dos meus pais, no interior. Aproveitei também para curtir minha irmã, que mora fora do país há oito anos e veio ficar 15 dias por aqui.
Para fechar com chave de ouro, fizemos a primeira viagem sem ser para a casa de parentes: quatro dias em Águas de Lindóia. Foi muito bacana: o Pedro (com quatro meses e meio) e o João (com quatro anos) se comportaram muito bem. Mas é aquela história: tenho vontade de rir quando minha mãe se despede sugerindo que eu descanse. Como diz uma amiga: "Se quiser descansar com dois filhos pequenos, é melhor não sair de casa."
Na semana passada, peguei uma virose de lascar! Começou com uma dor enorme nas costas, dor de cabeça e nariz escorrendo. Depois, virou dor de garganta com tosse. Fiquei quase uma semana prejudicada, com uma canseira sem fim (fora os sintomas acima). Tudo bem que, durante os refriados e viroses, a mãe produz anticorpos, que passa para o bebê através do leite. Mas não podia pensar na possibilidade de o Pedro pegar aquela coisa ruim que eu estava sentindo. Então, depois de falar com o clínico geral e o pediatra, optei por usar máscara cirúrgica (à venda nas farmácias) durante a amamentação e tentei ficar com o bebê no colo o menos possível. Outras dicas dos especialistas, que cumpri à risca: lavar bem as mãos antes de pegá-lo no colo (a transmissão se dá pelas secreções) e dormir em quartos separados (com eu estava na casa da minha mãe, o Pedro dormia no meu quarto). Deu certo. A virose passou longe do Pedro. Nessa fase, me senti limitada por não poder tomar praticamente nenhum medicamento tradicional -- proibidos ou restritos para quem amamenta. Tratei as dores com paracetamol de 6 em 6 horas e recorri aos medicamentos antroposóficos da Weleda (o Infludo é ótimo para resfriados). No mais, própolis verde de manhã e à noite, xarope de guaco e muuuito líquido.
Existe uma certa polêmica sobre o que a gente deve ou não comer durante a amamentação, principalmente nos primeiros três meses, quando os bebês costumam sofrer com as cólicas. A nutricionista Vanessa Dias Schmidt defende que cortar ou restringir certos alimentos ajudam (e muito) a vida das mamães e dos bebês com cólicas. Ela sugere tirar do cardápio chocolate – restrição unânime entre nutricionistas e pediatras – café, chá preto e mate, refrigerante e água com gás (as bebidas gasosas podem causar gases no bebê). Vanessa também recomenda evitar feijão, brócolis, repolho e grão de bico. Outra sugestão: não abusar das frutas cítricas, principalmente laranja, limão, kiwi, maracujá e abacaxi. Consumidas em excesso pela mãe, elas podem mudar o sabor do leite e até causar irritação no estômago do bebê. Por último, cuidado com os temperos fortes: pimenta, raiz forte, curry: eles mudam o gosto do leite. Eu segui tudo isso. No mínimo, fiquei de consciência tranquila de não ser a causa das cólicas do Pedro.
O Pedro completou 3 meses na semana passada e lá se foram as cólicas. Ainda bem que as dele não duravam horas. Mas passei por maus bocados, principalmente porque elas rolavam todos os dias, por volta das 5 da manhã. Ele começava a se espremer no bercinho e, batata! Começava a choradeira. O problema é que, além de acordar para amamentar durante a noite, acabava não dormindo mais depois da crise. Levava mais ou menos uma hora até passar a dor, depois, ele mamava e, quando percebia, o João estava acordado e o dia começava. O que me ajudou muito nessa fase foram duas homeopatias: colocynthis e carbo vegetabilis, CH 6, em solução hidroalcoólica 10% (não use sem a autorização do pediatra do seu filho). Pingava uma gotinha na boca do bebê antes de cada mamada e durante a crise. Junto, usava também usava o trio antroposófico camomila, belladonna e nicotiana, da Weleda. E fazia massagem circular sentido horário na barriguinha dele, alternando com o movimento de bicicleta com as perninhas. Aos poucos, nós dois conseguimos driblar a cólica forte e a choradeira virava só espremeção. E, agora, o desconforto foi embora de vez!
Na semana passada, tive uma reunião seguida da comemoração do Dia das Mães que duraria a manhã inteira na escola do filho mais velho. Dias depois, teria um outro compromisso que exigiria que eu ficasse mais de três horas fora de casa. A solução: tirar o leite para deixar para o Pedro. Muito melhor do que carregá-lo a eventos tumultuados.
O primeiro passo foi tentar conseguir uma bomba de leite emprestada. Quando você começa a conversar com as mães sobre o assunto, descobre que há um mundo paralelo em torno das maquininhas. A primeira coisa é que não encontrei ninguém que atestasse que essas bombas manuais que vendem em farmácia funcionam. Uma prima, mãe de gêmeos, comprou três diferentes, sem sucesso. Por que não tirar o leite com a mão? É possível, mas demora. Se for só de vez em quando, vá lá. Mas eu estava pensando também nos próximos meses, em quando voltar a trabalhar...
Descobri que ter uma bomba elétrica não é garantia de sucesso. Testei uma importada, da marca de uma famosa grife de mamadeiras, que é um horror. O bico do peito é sugado com tanta força que dá a impressão que vai arrancar um pedaço. Levei quase 20 minutos pra tirar uns 20 mililitros de leite -- equivalente a uma colher de sopa. E ainda fiquei com os peitos doloridos o resto do dia.
A boa notícia para quem mora em São Paulo: descobri um lugar que aluga as tais bombas. Se chama Leite Fácil (www.leitefacil.com.br). Lá você pode testar três modelos gratuitamente e depois alugar o que se adaptar melhor. É importante para a gente descobrir que dá para tirar leite rapidinho e sem dor. As funcionárias esnsinam direitinho a usar o aparelho e tiram todas as dúvidas sobre o assunto. Aluguei uma da marca Medela: adorei. Não machuca e tem uma sucção suave, que imita o sugar do bebê. Cheguei a tirar 50 mililitros de leite em 2 minutos. Não constumo falar de marcas no blog, mas tive tanto trabalho para encontrar uma bomba bacana que achei importante contar. Depois, também testei uma da marca Evenflo para a minha cunhada e gostei. Pena que esse tipo de produto custe tão caro no Brasil: entre 500 e 600 reais. Se você tiver como pedir para alguém trazer dos EUA, perfeito. No site da Amazon (www.amazon.com), o modelo mais simples da Medela sai por 65 dólares e o da Evenflo, 39 dólares. Agora, fazer o bebê pegar o bico da mamadeira é outra história.
Ser mãe é tudo de bom, mas, nos primeiros meses, sentimos um cansaço sem fim. Esta semana, por exemplo, Pedro e eu pegamos um resfriado. Ele, que já estava aumentando os intervalos em que acordava à noite para mamar, chegou a chorar de hora em hora na noite passada, por conta do nariz entupido. Nada que um conta-gotas de soro fisiológico e um tira-caca não resolvam, mas a gente fica acabada de dormir tão picado. Foi aí que lembrei de como é importante colocar em prática algumas dicas para não perder a pouca energia que nos resta. A nutricionista Vanderli Marchiori ensina quais são os principais "ladrões" da nossa energia.
Alimentos com alto teor de gordura e açúcar - eles alteram drasticamente o nível de glicose no sangue e provocam ainda mais cansaço. E ainda engordam.
Fast food e alimentos prontos - contêm poucos nutrientes (dá-lhe cansaço de novo) e excesso de calorias e aditivos químicos.
Álcool - além de passar para o leite, altera a quantidade de açúcar no sangue e reduz a absorção das vitaminas B e C. Para completar, desidrata o organismo e deixa a pele feia.

Na sexta passada, dia 24, o Pedro completou um mês cheio de saúde, graças a Deus. Voltei ao obstetra para receber minha alta e fiquei feliz. Olha como a natureza faz maravilhas: só de amamentar -- tudo bem que a gente passa praticamente o dia e a noite toda nessa função -- , meu útero já tinha voltado ao tamanho normal: 8 centímetros. A cicatrização da episiotomia (o cortinho que o médico faz pra facilitar a saída do bebê) também estava boa -- oba! o namoro está liberado! O peso também está quase lá: 55,7 quilos (aguardem novas fotos esta semana). Quando engravidei, estava com mais ou menos 53 quilos. Fica muito mais fácil recuperar as medidas quando a gente controla o peso durante a gravidez, sem dúvida.
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Por enquanto, não deu tempo nem de pensar em fazer exercício tradicional, tipo ginástica em casa. Mas, na semana passada, comecei com os passeios de carrinho com o Pedro. Costumamos passear por uma hora e procuro manter um ritmo médio e regular. Por enquanto o fofo dorme o passeio todo, mas, quando ele começar a ficar mais acordado, pretendo passear duas vezes ao dia, por uma hora. Assim, mãe e filho se divertem enquanto o exercício ganha de novo papel de destaque no meu dia-a-dia.
A leitora Patrícia, de Goiás, está grávida de oito meses e na dúvida entre o parto normal e a cesariana. E pergunta: não é muito esperar 12 horas por um parto normal? Patrícia, até tomar anestesia, fiquei mais ou menos 10 horas com contrações. Elas começaram leves e foram se intensificando: insuportáveis, mesmo, foram só os 20 minutos antes da anestesia. No caso do primeiro filho, fora sete horas e meia de contrações, sendo que umas três horas com bastante dor. Foi
uma opção minha tomar anestesia só no último minuto: meu médico disse que poderia ter sido anestesiada antes. Nunca passei por cesariana, mas sei que ter um filho de parto normal é uma experiência maravilhosa. E a recuperação é muito rápida: meus dois meninos nasceram por volta das 17 horas. Na mesma noite, levantei sozinha para ir ao banheiro e, na manhã seguinte, tomei banho e lavei a cabeça. A cesariana não deixa de ser uma cirurgia e exige maiores cuidados nos dias seguintes ao parto. É a opção ideal para quem tem problemas como pressão alta, placenta prévia...Questão de necessidade. Sou totalmente contra agendar a cirurgia – tem mulheres que fazem isso para o bebê nascer de determinado signo, ou porque o marido vai folgar no feriado.
É de um egoísmo e tanto trazer um filho ao mundo sem esperar ele avisar que está pronto! Os últimos dias na barriga são importantíssimos, principalmente para o amadurecimento do aparelho respiratório da criança. Se me permite uma opinião, tente o parto normal. Diante de algum problema que o inviabilize, aí, sim, parta para a cesárea. Pelo menos você terá entrado em trabalho de parto, ou seja, terá esperado seu filho avisar que está pronto para vir ao mundo.
Que atire a primeira chupeta a mulher que não morre de medo de ficar pra sempre com aquela barriga com que deixamos a maternidade. Calma, ela tem motivo para estar lá. O útero de uma mulher não-grávida tem o tamanho aproximado de uma pêra e pesa entre 40 e 80 gramas. Na gestação, ele cresce até atingir o tamanho de uma melancia. Logo depois do parto, ainda tem o tamanho de um melão e pesa cerca de 1 quilo. É por isso que, mesmo sem engordar muito, nossa barriga após o nascimento do bebê tem o tamanho equivalente aos cinco meses de gestação. Mas não se desespere. A melhor saída para ter o corpinho de antes é amamentar. Quando você dá de mamar, seu organismo libera um hormônio chamado ocitocina que promove a contração do útero para que ele volte ao tamanho normal. Sem falar que produzir leite e amamentar queima cerca de 800 calorias por dia, mais que uma aula de
spinning. É lógico que você precisa dar uma forcinha cuidando da
alimentação. Para ajudar a enxugar as formas e produzir bastante leite,
corte as tranqueiras. Nada de bala, biscoito recheado, refrigerante e
salgadinho. Aproveite para comer bastante frutas e legumes. Para matar a fome de leão, complemente com arroz integral, aveia, iogurte, queijo branco, frango e peixe cozidos ou assados (procure comer sempre alguma proteína em todas as refeições, inclusive nos lanches). E tome muuuita água, principalmente depois de amamentar.
Sei que nas primeiras semanas depois do parto não dá pra pensar em se exercitar. Mas procure caprichar na postura. Quando estiver sentada amamentando, não largue o corpo. Sente apoiando-se nos ísquios (dois ossinhos do bumbum), com as costas bem retas. E aproveite pra “chupar” a barriga para dentro, como se quisesse colar o umbigo nas costas. Faça o mesmo quando estiver segurando o bebê de pé: barriga pra dentro, costas retas. Fiz isso e, depois de duas semanas, a barriga já tinha diminuído um bocado. Se você engordou muito, precisará de um pouco de paciência, mas não desanime: você chega lá!
Respondendo à pergunta da leitora Luciana: meu obstetra se chama Silvio Domingues. O pediatra antroposófico que acompnhou o parto (e é médico do meu filho João) é Sergio Henrique Spalter. E o parto normal dos dois filhos foi realizado na Pró-Matre Paulista.
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Obrigado, queridas leitoras, pelas mensagens tão carinhosas...Fiquei muito emocionada ao lê-las. Um beijo!
Desculpe por ficar uns dias fora do ar... É a adaptação minha e do Pedro à nova fase. Tudo vai bem, mas a rotina de amamentar de três em três horas, dia e noite, exige muito da gente. Sem falar das tão temidas cólicas, que também deram o ar da graça -- ainda bem que não acontecem todos os dias.
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Para matar a curiosidade de quem acompanhou o blog durante a minha gravidez: engordei 9 quilos ao todo (pesava 53 quilos -- tenho 1,66 de altura -- e cheguei aos 62 quilos). O Pedro nasceu com 38 semanas, 2,970 quilos e 49,5 centímetros.
A leitora Cláudia, de São Paulo, questiona se engordar pouco e se exercitar demais não prejudica o bebê. Todo excesso é prejudicial, lógico. Gostaria de esclarecer que engordar pouco significa menos do que oito quilos até o final da gestação. E a dose ideal de exercício é uma questão de bom senso: tem mais a ver com a intensidade do que com a duração. Por exemplo: uma mulher pode se exceder mesmo fazendo 20 minutos de bicicleta ergométrica se pedalar muito forte e seus batimentos cardíacos ultrapassarem 140 por minuto.
Cláudia, não pratico atividade física em excesso, até porque trabalho das dez da manhã às sete da noite. Nado ou faço ioga por 45 minutos a uma hora num ritmo bem tranquilo, prática aprovada (e recomendada) não só por meu obstetra como por toda a classe médica. Minha alimentação também é, modéstia a parte, exemplar. Como de três em três horas, consumo produtos integrais, vegetais orgânicos, cerca de cinco frutas por dia e mantenho meu peso com saúde desde os 20 anos. Não estou abaixo do peso para 37 semanas: meu médico garante. Assim como o Pedro também não está abaixo do peso para esta fase da gestação (no último mês, o bebê ganha cerca de 300 gramas por semana).
Mãe gorda não significa bebê saudável, muito pelo contrário. O excesso de peso da mãe aumenta o risco de hipertensão (pré-eclâmpsia), diabetes gestacional e de o bebê ter baixo peso -- além de dificultar a possibilidade de parto normal.
Na gravidez do João, engordei 9,5 quilos. Ele nasceu de parto normal, com 3,160 quilos, supersaudável. Foi amamentado até os 10 meses e raramente fica doente (está com 4 anos e NUNCA tomou antibiótico). E assim será com o Pedro, tenho certeza.
Registro nesse blog tudo o que venho fazendo. Mas minhas atitudes em relação à atividade física e alimentação não resultam de especulação, e sim de mais de 20 anos de prática e interesse pelo assunto -- que, aliás, são os temas principais do meu trabalho como redatora-chefe da BOA FORMA há 8 anos. Por isso confio tanto no que escrevo.
Amigas, estou no nono mês de gravidez: tenho 39 anos, engordei 8,5 quilos até agora e continuo malhando cinco vezes por semana e trabalhando o dia todo. Completo 37 semanas de gravidez na próxima quarta, dia 15 (a previsão para o parto, que espero que seja normal, como o primeiro) é no fim do mês. Também no dia 15 vou fazer o último chat antes do Pedro nascer, das 17 às 18 horas. Venha trocar dicas sobre manter a forma na gestação e no pós-parto!
Cansei das barrinhas de cereais. Tempos atrás, elas tinham flocos grandes de aveia, uva passa e outras frutas secas, pedacinhos de amêndoas. Agora, sabe-se lá por que, a gente só vê flocos de arroz (que está longe de ser exemplo de cereal nutritivo) e um sabor doce de enjoar, totalmente artificial. E olha que andei experimentando vários sabores, de várias marcas. Então, destituí as ditas cujas da minha lista de lanchinhos.
Na gaveta do trabalho, tenho sempre um SOS larica, para fugir das guloseimas e dos biscoitos.
* 1 caixinha de Polenguinhos light
* 1 potinho de frutas secas (banana passa, uva passa, damascos secos ou maçã desidratada)
* 1 ou 2 maçãs (elas duram bastante fora da geladeira)
* 1 potinho com amêndoas cruas
Aprendi a combinar proteína, carboidrato e gordura em todas as refeições, inclusive nos laches. A proteína e a gordura ajudam a segurar o índice glicêmico do carboidrato, o que evita picos de insulina, que estão relacionados aos picos de fome e ao acúmulo de gordura, principalmente no abdômen. Então, monto o lanchinho assim: 1 maçã ou 4 damascos secos (carboidrato) + 1 ou 2 Polenguinhos light (proteína e gordura).
Outras opções:
* 1 iogurte desnatado ou light (carboidrato e proteína) + 3 amêndoas (gordura)
* sanduíche de pão integral (carboidrato) + 2 fatias de peito de peru (proteína) + cream cheese (entra como gordura, pode olhar no rótulo)
Outra boa opção às barrinhas de cereais (descobri inclusive que a maioria delas leva gordura vegetal hidrogenada, mais conhecida como gordura trans, a grande vilã das dietas) são as rosquinhas integrais. Leia os rótulos: há várias opções sem a tal gordura trans. Só é preciso cuidar de não comer o pacote inteiro. Sugiro deixar o pacote em casa e separe porções de 5 rosquinhas num potinho para o lanche. Para acompanhar, 1 iogurte light ou desnatado. E bom apetite!
Essa é uma das principais dúvidas das leitoras que participam desse blog e dos chats mensais. Muitos obstetras recomendam, por precaução, que as gestantes evitem química nos fios, principalmente no primeiro trimestre. A opinião de várias dermatologistas consultadas, no entanto, é que as tinturas e os tonalizantes das grandes empresas cosméticas são modernos e cheios de tecnologia: não penetram na corrente sanguínea e nem oferecem risco ao feto. "Hoje, as tinturas e tonalizantes não têm mais os componentes de décadas atrás, quando as mulheres, de fato, não deviam colorir o cabelo. A grávida pode pintar ou fazer luzes, sem prejudicar o bebê", defende a superdermatologista Ligia Kogos, de São Paulo. Segundo as especialistas consultadas, o risco maior seria de alergia, uma vez que as mudanças hormonais dessa fase deixam a mulher mais predisposta. Por isso, Ligia sugere a gestante continue com o procedimento habitual. Inventar de pintar o cabelo, pela primeira vez na vida, durante a gravidez, não é uma boa idéia. "A grávida pode ter alergia à tinta e aí se complicar, porque não vai poder tomar antinflamatório. Mas se ela sempre pintou, pode continuar pintando", diz Ligia. A dermatologista Inaê Cavalcanti lembra que, no primeiro trimestre da gravidez, quando os enjôos são mais comuns, a futura mamãe pode passar mal com o cheiro forte do produto. Nessa fase, uma opção é lançar mão da hena, que é um tipo de tonalizante natural, desde que seja de marcas reconhecidas no mercado (o produto da Weleda, por exemplo, é orgânico e 100% natural). "No caso de reflexo e luzes, vale pedir que o cabeleireiro não aproxime o descolorante da raiz do cabelo, para evitar irritações", diz. A principal recomendação é ficar longe da escova progressiva, que contém diferentes níveis de formol em sua fórmula. Aliás, apesar de continuar a ser feita por muitos salões, ela está proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Uma boa alimentação, rica em frutas, verduras, com pouco sal e a prática de atividade física (principalmente caminhada, hidro e natação) formam uma ótima receita para não reter líquidos na gravidez. Mas existem mulheres com tendência à retenção hidríca e que sofrem com o problema mesmo cuidando do prato e malhando. A elas, a drenagem linfática costuma ser um complemento importante. Na semana passada, a leitora Regina, do Rio de Janeiro, escreveu contando que está grávida e decidiu fazer drenagem, mas a primeira sessão doeu muito e ela ficou cheia de hematomas. E pergunta: Isso é normal? Não, não é. A drenagem verdadeira é sempre um procedimento leve e suave, que não deve causar nenhum tipo de desconforto. "Esse tipo de massagem não dói. Se a mulher, principalmente gestante, sentir algum tipo de dor, deve se levantar da maca, ir para casa e relatar para o obstetra o que aconteceu", diz Ana Paula Canova, fisioterapauta e massagista da clínica Kyron Medical Center, em São Paulo. Hematomas também não são bem vindos. "O roxo da pele é sinal de que algum vaso foi rompido e isso não é indicado em nenhum tipo de massagem, nem significa que a massagem funcionou melhor, como muita gente pensa", diz Ana Paula. Outra coisa: em gestantes, a massagista deve evitar a região da barriga e dos seios. A drenagem deve se concentrar nos braços e pernas, que costumam inchar nessa fase. A fisioterapeuta recomenda, ainda, que esse tipo de massagem seja feita apenas a partir do terceiro mês de gravidez.
Para não dizer que tudo na gravidez são flores, devo confessar que o calor dos últimos dias está me derrubando um pouco. Todo mundo está reclamando, mas nós, grávidas, por questões hormonais, sentimos mais calor ainda. E, se eu estava dormindo muito bem até agora, nos últimos dias tem sido mais difícil pegar no sono. Fica difícil encontrar posição -- mais ainda permanecer naquela que todos os livros recomendam: deitada para o lado esquerdo. Uma perna gruda na outra, a gente sua sem parar, socorro!
Sem falar da canseira. Durante o dia tudo vai bem, mas chega a noite...Acho que a combinação da volta ao trabalho com a retomada da malhação e o calor acaba dando a sensação de que me bateram no liquidificador. Fica mais difícil quando a gente tem aquela mania de tirar tudo de letra e resolver tudo sozinha (eu sou meio assim). A verdade é que não tem milagre: o jeito é pegar mais leve. E pedir ajuda ao maridão, ainda mais se você tem filho pequeno.
A dor na lombar é recordista de reclamações entre as futuras mamães. Ela é comum no primeiro trimestre e ninguém entende porque, já que a barriga ainda não deu sinal de vida nessa fase. Acontece que, por dentro, nosso corpo já passa por intensa transformação. Os hormônios estão a mil e as articulações, inclusive na região da bacia, começam a se adaptar para abrir espaço ao útero maior e o bebê. Resultado: dor ou peso nas costas. O desconforto pode diminuir no segundo trimestre, mas volta no terceiro: dessa vez sim, por conta do tamanho da barriga e das modificações internas. Tem dia que a dor fica pior. No meu caso, acho que é quando fico muito tempo em pé ou ando bastante (no primeiro e terceiro trimestres, quando estive na praia, andei um tanto e, no fim do dia, a dor aumentou). No dia-a-dia, como malho na hora do almoço, sinto que a power ioga e a natação ajudam a manter minha postura melhor, aliviando as costas e mandando a dor embora.

Depois da semana em Juqueí, esticamos uns dias em Paraty, para visitar uns amigos que se mudaram recentemente pra lá. Sandra e Lucas têm uma filha (Clarinha) da idade do meu João e uma baby de cinco meses, Julia. E têm muita história pra contar. Quando Clara tinha um ano, a família embarcou em um projeto de viver dois anos à bordo de um veleiro. O casal aprendeu a dominar o barco em mares europeus e finalizou sua viagem cruzando oceanos (a última etapa foi Grécia, Cabo Verde, na África, Fernando de Noronha e Paraíba). Sandra ficou grávida nessa fase e chegou ao Brasil com sete meses de gestação. No veleiro -- chamado Santa Paz --, enfrentou todos os enjôos do primeiro trimestre e segurou o peso do barrigão não como convidada, de pernas pro ar, mas como capitã, dividindo o comando do barco com o maridão. Agora, a família se mudou de São Paulo para Paraty para ficar mais perto do mar e dos seus sonhos. Passamos dias deliciosos juntos: João tomou seu primeiro banho de cachoeira e também fez sua estréia no veleiro, num passeio pela região. Adorou pular de colete no mar!
Sandra é publicitária, Lucas jornalista e, no momento, se dedicam a escrever um livro com suas aventuras. Vocês podem saber um pouco mais da história dessa família que deu uma grande virada acessando o site www.santapaz.com. Vale a visita!

O Brasil atingiu a segunda maior taxa de cesarianas no mundo. Uma pena. O assunto foi um dos temas mais discutidos semanas atrás, na II Conferência sobre Humanização do Parto e Nascimento, realizada no Rio de Janeiro. Veja alguns pontos importantes abordados pelo dinamarquês Marsden Wagner, consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a área de saúde materno-infantil.
* O risco de a mulher morrer durante uma cesárea é de três a seis vezes maior do que num trabalho de parto normal.
* A cesariana só deve ser adotada quando há gestação de risco, para a mãe ou para o bebê.
* Os médicos evitam o parto normal, pois acham melhor passar 20 minutos em uma cesariana do que 12 horas em um trabalho de parto.
O argumento mais comum dos médicos na hora de convencer uma mulher a optar pela cesariana é dizer que ela não tem dilatação. Será que só a vagina de quem tem maior poder aquisitivo não dilata? Por quê nos hospitais particulares mais de 90% dos partos são cesárea, enquanto nos hospitais do SUS a esmagadora maioria das mulheres têm parto normal?
Pense nisso e, se for uma defensora do parto normal, discuta isso com o seu obstetra desde agora.
Dias atrás, aproveitei uma folga na sexta-feira e fui com o maridão para Buenos Aires. A idéia foi fazer uma mini lua-de-mel antes de o Pedro nascer. Estou no fim do quinto mês (26a semana, mais precisamente) e o segundo trimestre é o momento ideal, pois estamos mais bem-dispostas: a fase dos enjôos e indisposição ficou para trás, a barriga ainda não está tão grande... Enfim, bom momento para namorar. O João ficou com os meus pais, que sempre dão a maior força. Foi bom para todo mundo: os avós ficaram felizes com o pequeno hóspede, o garoto aproveitou os mimos familiares no interior do Estado e voltou cheio de histórias para contar e o casal teve tempo de realmente se comportar como um casal. A americana Heidi Murkoff, uma das autoras do best-seller O Que Esperar Quando Você Está Esperando (o livro sobre gravidez já vendeu 27 milhões de cópias e é sucesso em mais de 40 países), lembra que não é preciso ir para nenhum lugar especial para aproveitar os momentos de aconchego: vale até fugir para um hotelzinho dentro da própria cidade. O importante é quebrar a rotina e ter um fim de semana diferente!
Adotei um verdadeiro arsenal de beleza para cuidar da pele do rosto, principalmente porque sou ruiva e tenho sardas. Duas vezes ao dia (manhã e noite), uso um gel clareador manipulado, com cosmocaine, clariskin, melaslow e aristoflex. De manhã e na hora do almoço, aplico uma emulsão anti-sinais com vitamina C e FPS 15. À noite, um gel firmador para o rosto com DMAE. Para o contorno dos olhos, também vou de gel firmador com DMAE. Lavo a face com sabonete neutro em gel e, vez ou outra, uso um leite de limpeza com pH fisiológico e um tônico com rosa e água de lavanda, sem álcool. Quando vou à praia ou piscina, protejo o rosto com um filtro 50 (UVA-UVB) e boné. No peito, barriga e costas, vou de FPS 30 e deixo o FPS 15 para braços e pernas. Não tive e nem estou tendo problema de queda ou enfraquecimento do cabelo, então, não alterei meu xampu ou condicionador. É interessante notar como, quando a gente acha importante, arruma um tempinho para fazer as coisas. E, no fim das contas, a sensação depois de se cuidar é muito boa, principalmente nessa fase de tantas mudanças. Acaba sendo um jeito de prestar atenção no nosso próprio corpo, aprender a interagir com as transformações e a amar nossas novas formas. Tenho certeza de que o Pedro também agradece esse carinho!
A gente sabe que, principalmente depois dos 20 anos, nossa aparência é resultado direto dos nossos cuidados. Mas incorporar as rotinas de beleza ao dia-a-dia não é fácil. Além do trio limpar, tonificar e hidratar, temos que nos preocupar com o filtro solar, com a área dos olhos, com o cremes anti-rugas. Isso só no rosto. E atire o primeiro pote quem nunca deixou o hidratante corporal de lado por conta do frio ou se "esqueceu" do creme noturno porque estava caindo de sono... Acontece com todas nós. Para mim, a gravidez foi uma fase de exceção, tanto há quatro anos, quando engravidei do João, como agora. Todo mundo sabe que, para evitar as danadas estrias, além de segurar o garfo para não engordar demais, temos que caprichar na hidratação do corpo. As manchas hormonais no rosto são outro fantasma: depois que se instalam, é dificílimo se livrar delas. Minha primeira providência de beleza foi juntar os meus cremes para rosto e corpo e rumar à dermatologista. Ela analisou tudo e separou os produtos em três blocos: o primeiro para ser usado na gestação; o segundo para depois do parto, com substâncias cicatrizantes; e outro, indicado para depois de parar de amamentar, por conter ácidos e substâncias contra-indicadas até essa fase.
Pesquisa mostra a importância do pai na amamentação do filho
É isso mesmo! O aleitamento materno não é uma tarefa exclusiva das mães: os pais também têm uma função especial nessa hora. Foi o que apontou a tese de doutorado da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp intitulada “Vivências de casais com o aleitamento materno do primeiro filho”, de Graciana Alves Duarte. Segundo a pesquisa, o pai tem uma influência importante na amamentação, que pode ser positiva ou negativa. “O apoio afetivo e emocional é o esperado pelas mulheres. Em muitos casos, o homem assume as atividades domésticas enquanto a mãe amamenta. Mas a expectativa da mulher é muito mais do que isto e os companheiros têm dificuldade em identificar esse aspecto, acreditando que apenas o trabalho braçal é necessário”, diz Graciana. Logo, papais, além de dividir as tarefas da casa, façam muuuito cafuné na mulherzinha querida. A gente agradece!
Para saber mais, leia: http://www.unicamp.br
O segundo trimestre da gravidez é o máximo. Os enjôos vão embora (na grande maioria dos casos), o sono diminui e, como a barriga ainda não está muito grande, não sinto praticamente limitação alguma no dia-a-dia. Voltei a nadar duas vezes por semana -- outros três dias, continuo com a power ioga. Nunca fui exímia nadadora: quando parei de treinar, no começo do ano, fazia de 1100 a 1300 metros por aula (45 minutos). Achei bom que voltei nadando mais ou menos isso, sem me cansar muito. Só não nado borboleta. Tenho evitado os braços do estilo peito usando flutuador porque sinto que força um pouco minha lombar.
Juro que é verdade quando a gente diz que tanto faz ser menino ou menina, o importante é que venha com saúde. Estava ansiosa para saber o sexo, sim, mas principalmente para poder chamar o bebê pelo nome. Se fosse menina, seria bacana pela experiência diferente. Se menino, legal também porque a gente acaba achando fica mais fácil ser amiguinho do outro irmão. Fiquei superfeliz ao saber que terei outro garoto: desta vez, Pedro. Esperei saber o sexo para contar ao João. Seguindo orientações do pediatra, não fiz nenhum grande anúncio oficial. Falei como quem não quer nada, para não ficar gerando expectativas demais. E não fico tocando no assunto o tempo todo: espero ele falar. João gostou da novidade e está bem animado.
Se minha primeira gravidez foi surpresa, desta vez foi planejada. Amigos me perguntam se foi fruto da empolgação depois do lançamento do meu livro – Grávida em Boa Forma, Seu Guia de Exercícios e Dieta para Antes e Depois do Parto --, em maio. Talvez. O fato é que, antes, seria quase impossível pensar no segundo bebê. Essa história de ser mulher maravilha tem limite: trabalhar o dia inteiro, administrar a casa, dar atenção para o marido, criar filho e ainda arrumar tempo para a sagrada malhação toma quase mais que as 24 horas do dia. Minha rotina continua a mesma: o dia não ganhou minutos a mais. Mas, agora, o João está com 3 anos e meio, aos poucos, alcança a sua pequena independência e se mostra a cada dia mais ligado ao pai. No mais, é tão legal ter irmãos! Eu tenho três, e não imagino minha vida sem eles. Não podia privar o pequeno desse prazer. Sem falar que estou com 39 anos e, se for para acontecer, melhor agora. É lógico que a minha primeira gravidez feliz e bem-disposta pesou a favor. Tem também a experiência de ter criado o primeiro, que vem com a ilusão (ou não) de que as coisas ficam mais fáceis com o segundo. Sei que há divergências sobre isso. Um amiga disse outro dia: "Um mais um é muito mais que dois. Ai, que saudade de quando eu dormia e comia...." Outra, mais otimista, declarou: "O segundo é tão mais fácil... A gente sabe o que fazer e nem acha que ele vai morrer por qualquer coisinha! Acho que eu não daria conta de criar um filho único." De qualquer modo, estou entrando no quinto mês (19 semanas) superfeliz e vai ser um prazer dividir com vocês essa nova fase da minha vida. Bem-vindas!
Ai, que enjôo
Sobreviver às primeiras semanas
Na primeira vez, descobri a gravidez na sexta semana. Desta, como tinha planejado e estava mais ligada, com menos de um mês já tinha certeza de que estava grávida. O engraçado é que tinha me esquecido de como é chato enjoar -- e pensava: "Como vou segurar a onda até o fim do terceiro mês???" O obstetra, um fofo, tentava me animar: "Enjôo é um ótimo sinal, pois significa que seus hormônios estão formando uma placenta é tanto..." Nunca cheguei a vomitar, mas a sensação era de uma ressaca sem fim. Coisas simples, como jantar, viraram quase um evento. Olhava a comida e quase nada me dava vontade, a não ser alface americana, tomate, maçã e chuchu – coisas bem aguadas, quase sem gosto, e possíveis de comer frias. Mas e o peixe, uma das minhas fontes prediletas de proteína, o iogurte e o leite de soja? Mal podia pensar neles. Tudo bem, vai passar, pensei.
Estava enjoando mais que na gravidez do João. (Diz a lenda que, quanto maior o enjôo, maior a possibilidade de ser uma menina. Será verdade?) Nas primeiras semanas, toda hora era hora: enjoava de manhã, na hora do almoço e à noite. Tentei pôr em prática as dicas que a nutricionista e conselheira de todas as horas Vanderlí Marchiori tinha me dado quando escrevi o livro: apelei para o chá de gengibre e os biscoitos salgados de duas em duas horas. Realmente, melhora bem. Adotei também a dica de comer azeitona quando a coisa apertava.
O menu do primeiro trimestre
Por conta do enjôo, alguns alimentos importantes como o iogurte, o queijo branco, o peixe e a aveia ficaram de fora. Mas eles voltaram ao cardápio a partir do quarto mês. Nos primeiros três, veja o que caía melhor:
Café da manhã
2 torradas integrais com requeijão light e chá de erva-doce (muito menos do que costumo comer, mas é que a coisa estava difícil).
Lanches
No meio da manhã e no fim da tarde, uma maçã (descoberta sagrada da primeira gravidez: melhora o enjôo e alivia aquela sensação de que a digestão não vai terminar nunca).
Almoço
Muita alface americana com tomate, folhas verde-escuras (por conta do cálcio e do ácido fólico, tão importantes nessa fase), legumes refogados (abobrinha e chuchu, por exemplo) arroz integral, um pouco de feijão e um pedaço de frango. Uma fruta de sobremesa (abacaxi ia bem).
Jantar
Dá-lhe alface com tomate para melhorar o enjôo. Quando ele passava, um prato de sopa e uma fruta de sobremesa.
Costumo jantar sopa, mas nada de caldinho aguado: capricho na receita e vario bem. Por exemplo: abóbora batida no liquidificador com frango desfiado; cenoura, abobrinha e inhame picadinhos, com macarrão ou arroz integral e frango; legumes com quinua (um grão dos deuses, parecido com a semolina do cuscus e rico em proteínas e aminoácidos). Adoro raízes: uso inhame, cará, mandioquinha...Mas raramente recorro à batata: ela tem bem menos nutrientes que as citadas e, no Brasil, é uma das recordistas em agrotóxicos.
À medida que o tempo foi passando, o enjôo diminuiu durante o dia, o que me permitiu incluir um sanduíche de queijo branco e tomate no pão integral e um suco de frutas no café da manhã. Mas o enjôo à noite continuou, firme e forte, até o quarto mês.
E a malhação?
Malho desde os 14 anos e, na gestação do João, nadei e fiz hidro até a véspera de ele nascer. Foi tudo de bom. Como estava tudo correndo bem com o bebê, o médico liberou a atividade física.
Fiz algumas adaptações: desde que experimentei a ioga, há três anos, me apaixonei pela prática e, nos últimos meses, estava fazendo ashtanga (uma modalidade bem vigorosa, em que executamos uma seqüência fixa de posturas que exigem uma respiração especial, bastante força – principalmente dos braços e costas – e muita concentração) duas vezes por semana e power ioga (uma versão ocidentalizada do ashtanga, que permite música e variação dos ásanas – posturas -- , mas quase tão vigorosa quanto) três vezes por semana.
Grávida, troquei a ashtanga por alongamento e, com a orientação da instrutora, adaptei a aula de power ioga. Devo confessar que, com o enjôo pesado, tinha vontade de dormir na hora do almoço. A preguiça de malhar naquela situação era enorme. Mas descobri uma coisa ótima: os exercícios respiratórios, tanto da ioga como o alongamento, aliviavam meu enjôo e aumentavam a minha disposição (que era quase nenhuma, para falar a verdade).
Adaptações da power ioga para o primeiro trimestre
Não existem estudos sobre o que fazer ou não nas aulas de ioga. Depois de conversar com a fisioterapeuta e especialista em ioga para gestantes Ana Teresa Rodrigues Ferreira (que criou as aulas de hatha ioga do meu livro) e com minha instrutora, Simone Nestlehner, optei por:
Parar com as invertidas-- aquelas posturas em que a gente fica de ponta cabeça, apoiada nos ombros, nas mãos ou nos antebraços.
Na saudação ao sol, passei a apoiar os joelhos no chão durante as flexões.
Passei a segurar a ponta dos pés durante a execução do navásana (quando o corpo forma uma letra V, apoiando os ísquios – ossinhos do bumbum -- no chão e mantendo as pernas estendidas e unidas para cima).
Deixei de fazer as posturas em que tirava o corpo do chão e apoiava o meu peso nas mãos, como o kakásana.
Estudo comprova que malhar na água faz bem!
Fazer atividades físicas na água pode preparar melhor as mulheres para suportar a dor durante o trabalho de parto. A conclusão é de um grupo de pesquisadores do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), ligado ao Hospital das Clínicas da Unicamp. Eles acompanharam 78 grávidas, divididas em dois grupos, desde o início da gestação até o nascimento do bebê. "Das que tiveram parto normal, 65% do grupo sedentário solicitaram analgésicos, enquanto apenas 27% do grupo da hidro pediram o medicamento", conta a fisioterapeuta Erica Passos Baciuk, autora de tese de doutorado sobre o assunto defendida na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Para que não houvesse interferência nos resultados, todas as mulheres participantes da pesquisa eram sedentárias. Um dos grupos, com 34 mulheres, fez hidroginástica durante 50 minutos, cerca de seis meses; o outro, composto de 37 gestantes, realizou apenas testes de capacidade cardiovascular. "Nossa dúvida era se a prática de atividade física na gestação por mulheres sedentárias interferiria de alguma forma na saúde da mãe ou do feto", explica o professor de educação física Sérgio Cavalcante. Os estudos comprovaram que os exercícios não só melhoram o desempenho no parto como também aliviam os desconfortos causados pelo aumento do peso corporal e pelas dores lombares durante a gravidez.
