Apple estuda sensor para facilitar a vida de quem tem diabetes

Os dispositivos dariam ao diabético a possibilidade de monitorar seu nível de açúcar no sangue de forma não invasiva

A Apple está trabalhando, secretamente, em uma iniciativa que poderia transformar a vida dos diabéticos, que já são mais de 422 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para checar o nível de açúcar no sangue, quem tem diabetes precisa furar o dedo para coletar uma gota do líquido vermelho – o que acontece várias vezes ao dia -, porque só assim é possível determinar as doses ideais de insulina, o hormônio responsável por levar a glicose para dentro das células, onde ela é transformada em energia. Esses testes são cruciais, mas levam tempo e causam dor. Para um diabético, se o nível de glicose sair do controle, há inúmeros riscos que afetam desde os olhos até o funcionamento do coração e a oxigenação cerebral.

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Com o objetivo de diminuir o incômodo das pessoas com essa doença, a Apple possui um time de cerca de 30 engenheiros biomédicos trabalhando em Palo Alto, no estado da Califórnia, em uma localização secreta e fora da sede da companhia. O objetivo é desenvolver sensores que permitiriam aos diabéticos monitorar seus níveis de glicose de maneira não invasiva e contínua. Sim, seria o fim das necessárias picadas!

Embora esse seja um programa secreto, especulações começaram a surgir principalmente quando a Apple passou a contratar uma série de biomédicos de companhias de tecnologia de saúde, alguns deles dedicados ao estudo da glicose, que entraram no time de desenvolvimento do Apple Watch.

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Segundo o canal de televisão americano CNBC, nos últimos cinco anos, a empresa de Steve Jobs tem conduzido testes clínicos em São Francisco, também nos Estados Unidos, para aferir a viabilidade dos sensores. Consultores também teriam sido contratados para ajudar a empresa com as questões regulatórias, e o produto seria um sensor ótico que consegue medir a glicose através da luz.

Muitas outras companhias de tecnologia já tentaram desenvolver uma forma de testar esses níveis sem a necessidade dos furos nos dedos. O Google, em 2014, trabalhava com protótipos de lentes de contatos com sensores tão pequenos que pareciam glitter, mas, até hoje, nenhum produto chegou ao mercado.

A ideia não é exatamente nova. Steve Jobs, co-fundador da Apple que morreu em 2011, já acreditava que os wearables, dispositivos tecnológicos usados no corpo, como os smartwatches, poderiam ser usados para monitorar o ritmo cardíaco, os níveis de oxigênio e de açúcar no sangue. E mesmo aqueles que não têm diabetes se beneficiariam da possibilidade de mapear e acompanhar as taxas de glicose durante a prática de exercícios ou as refeições. Imagine que bom poder olhar para o pulso e ver não só as horas ou quantos passos você deu, mas também saber se é necessário consumir alguma fruta no intervalo do exercício para continuar com energia?

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