Testamos as famosas massagens tailandesas que tratam dores e proporcionam bem-estar

Fomos para a Tailândia e conhecemos práticas milenares para cuidar do corpo. O melhor: dá para experimentar a técnica no Brasil

É praticamente impossível caminhar por Bangkok sem ver pelo menos uma placa anunciando massagem. A prática é muito popular na capital da Tailândia, país que tem uma longa tradição quando o assunto é alongar, apertar e torcer músculos em busca do bem-estar. E claro que não estamos falando da famigerada massagem erótica tailandesa, que injustamente é mais procurada no Google do que a tradicional. Aqui no Brasil, você encontra o tratamento levado à sério quando procura pelas palavras Thai Yoga Massagem.

Diz a história que essa técnica de massagem foi criada há mais de 2500 anos, por um médico indiano contemporâneo de Buda chamado Shivago Komarpaj. A tradição se mantém viva por meio de escolas de massagem espalhadas pela Tailândia. A mais tradicional fica dentro do templo Wat Po, em Bangkok, e foi lá que experimentamos a técnica pela primeira vez.

Para começo de conversa, esqueça as macas, óleos e cremes. Assim que você entra na escola, recebe uma calça de algodão bem larguinha para vestir. As roupas devem ser bem confortáveis para facilitar a execução dos movimentos. O terapeuta posiciona o paciente deitado em um dos vários tatames da sala, e lá que a massagem é feita.

Em vez de esfregar a pele e pinçar os músculos, a massagem tailandesa mistura pontos de pressão com torções suaves, alongando os membros e mantendo um ritmo agradável. A técnica mistura um pouco de acupressão, ioga e medicina ayurveda, que prega o cuidado com o corpo a partir de técnicas totalmente naturais.

O terapeuta usa, às vezes, o próprio corpo para realizar a massagem. Com os pés, eles pressionam as coxas do paciente, e não se assuste caso você se depare com o massagista ajoelhado sobre suas pernas enquanto puxa seus braços para trás: vale a pena. Tudo é feito com suavidade e muito respeito.

No fim da sessão de massagem, que no Wat Po pode durar 30 ou 60 minutos, você sai alongada, relaxada, mais leve e cheia de disposição. Isso porque o objetivo da sessão vai além do bem-estar físico: eles têm a preocupação de trabalhar também sua energia, para que ela flua livremente.

Além da massagem tailandesa tradicional, quem passeia pela Tailândia pode conhecer outras técnicas. Nas clínicas espalhadas por Bangkok, você pode contratar massagens nos pés (muito úteis depois de dias de caminhadas turísticas) bem baratinhas – por R$ 15 você tem pés e pernas muito bem tratados por meia hora. Outra opção é a massagem apenas na cabeça e ombros, bastante relaxante.

No Brasil

A Thai Yoga Massagem tem ganhado adeptos no Brasil. Terapeutas que buscam formação em escolas como a do Wat Po, em Bangkok, ou a ITM – International Training Massage School -, em Chiang Mai, trazem a técnica para o Brasil, e atualmente é fácil encontrar quem aplique essa massagem vigorosa e relaxante por aqui.

“É uma massagem que é indicada para todas as pessoas, inclusive crianças e idosos”, explica a terapeuta Regilaine Santos, que é certificada pelo ITM. Dentre os benefícios da massagem, se destacam a melhoria do sistema digestivo, a diminuição das dores, o aumento da elasticidade dos músculos e tendões e o alívio da ansiedade e demais tensões emocionais.

Quem faz esportes ou treina na academia pode contar com a Thai Yoga Massagem como uma aliada: “as torções suaves aliviam as tensões musculares, estimulam a circulação sanguínea e aumentam a flexibilidade”, diz Regilaine.

Outras tradições

Mas a massagem mais inusitada que conhecemos por lá você não encontra em qualquer lugar. Chamada de Yum-Khang, o tratamento foi criado pelo povo Lanna, que habitava o norte da Tailândia, e pode ser encontrado em alguns lugares em Chiang Mai. Visitamos o vilarejo Ban Rai Kong Khing. Mae Luang, líder do vilarejo, diz que lá é um dos poucos lugares onde a tradição foi preservada.

Essa massagem, ao contrário da Thai Yoga, é feita com óleos e ervas, e diretamente na pele do paciente. O terapeuta molha o pé em óleo de gergelim e passa por um metal muito quente – o que faz surgir algumas labaredas. Com o pé aquecido, então, ele massageia o corpo, focando especialmente em músculos doloridos. Em um segundo momento, ele molha o pé em uma água morna com plai, uma planta parecida com açafrão e gengibre conhecida por sua ação anti-inflamatória e analgésica, e volta a massagear.

Embora nem todo mundo consiga relaxar com labaredas tão perto do corpo, a massagem é agradável. O calor ajuda no alívio da dor. Vale a pena experimentar!

 

 

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