3 mandamentos de Carl Lewis, o Bolt dos anos 90, para ser um grande atleta

BOA FORMA esteve com o atleta americano de atletismo, dez vezes medalhista olímpico, e descobriu alguns dos seus princípios para o esporte

Imagine a emoção de jantar ao lado de Carl Lewis, dez vezes medalhista olímpico – sendo nove de ouro. Foi exatamente assim que Daniela Bernardi, editora-assistente de fitness da BOA FORMA, se sentiu. Aqui, ela conta tudo o que o americano (um dos maiores atletas do século passado) compartilhou à mesa. E sim, ele é hipersimpático.

Papo-reto

Carl, hoje, é técnico de uma equipe universitária em Houston, nos Estados Unidos. Para decidir quais alunos merecem entrar no time, o ex-medalhista olímpico pergunta: “o que você me contaria sobre suas conquistas daqui a vinte anos?”. Aqueles que hesitam em responder, gaguejam ou dizem que não sabem estão automaticamente excluídos. Já os que se mostram focados e topam assinar uma espécie de contrato onde o objetivo está escrito estão aptos para treinar com um dos maiores atletas da história do esporte.

Regrinhas básicas

Para ser atleta de Carl Lewis, você precisa seguir três mandamentos:

  • Não chegar atrasado. Caso isso aconteça, você terá que subir todas as escadarias do estádio e, depois, dizer quantos degraus havia.
  • Não deixar o cansaço vencer. Ou seja, nem pense em deitar no chão, aumentar o tempo de descanso ou se escorar na parede.
  • Não mexer no celular. Para não correr risco, o melhor é deixar o aparelho dentro do armário.

Mas todo esse lado “sargento” é deixado de lado, quando Carl envia uma mensagem após o treino elogiando o desempenho do atleta. Apesar de não ser tão chegado às mídias sociais, ele acredita que a aproximação entre técnico e pupilo é fundamental.

Quando menos é mais

Logo quando se aposentou, em 1996 aos 35 anos, Carl Lewis mudou seu relacionamento com a musculação. “Era hora para bombar os músculos e crescer”, diz brincando. “Inclusive, para mim, esse é um dos principais problemas dos atletas de hoje. Eles fortalecem tanto a musculatura, que acabam ficando mais suscetíveis a lesões, já que os tendões não conseguem aumentar na mesma proporção.” Opinião de um expert que NUNCA se machucou ao longo de quase duas décadas de carreira. Ah! Outra dica: ele quase nunca se alonga, viu?

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