Número de mulheres mortas por câncer deve crescer 60% até 2030

Essa e outras estimativas foram divulgadas em novo estudo da Sociedade Americana de Câncer

Por Luiza Monteiro Atualizado em 3 nov 2016, 19h42 - Publicado em 3 nov 2016, 17h09

Em 2012, foram diagnosticados 6,7 milhões de novos casos de câncer em mulheres ao redor do globo. Mais: 3,5 milhões de representantes do sexo feminino morreram por causa da doença nesse ano. Esses números são da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), e eles tendem a piorar, de acordo com estudo feito pela Sociedade Americana de Câncer, publicado no dia 1º de novembro de 2016 no respeitado periódico The Lancet.

Segundo as estimativas apontadas na pesquisa, em 2030, o número de casos anuais de tumores malignos nas mulheres deve aumentar para 9,9 milhões e os de mortes, para 5,5 milhões. Analisando especificamente os episódios de câncer de mama, a previsão é que os atuais 1,7 milhão de casos ao ano pulem para 3,2 milhões daqui a 14 anos. Já o câncer de colo de útero deve afetar mais de 700 mil mulheres na data futura.

O levantamento alerta que boa parte desses casos acontecem – e continuarão a acontecer – em países menos desenvolvidos, onde o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento ainda são para poucos. Para ter ideia, apenas 5% do fundo global para o câncer se destina às nações mais pobres. Por isso, a proposta da Sociedade Americana de Câncer é que seja feito um esforço internacional para melhorar as condições de saúde nesses territórios, principalmente em relação ao câncer.

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Brasil

Entre a menções que o documento faz ao nosso país está a taxa de sobrevivência das pacientes com câncer de mama nos cinco anos após o diagnóstico da doença. Por aqui, os índices são semelhantes aos de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália: 85% das mulheres com essa doença conseguem viver meia década ou mais. Já em nações como África do Sul, Mongólia e Índia, esse índice é de 60%.

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Quando se trata do câncer colorretal, no entanto, estamos no mesmo patamar da Romênia e do México, onde as mortes e a incidência dessa enfermidade vêm crescendo devido ao aumento dos fatores de risco entre a população – que incluem obesidade, tabagismo e consumo excessivo de carnes processadas.

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Dieta e atividade física

“As mulheres deveriam ser encorajadas a não fumar, ser fisicamente ativas, manter/atingir um peso saudável, limitar o consumo de álcool e de carne vermelha e processada e comer mais frutas e verduras”, orientam os autores do artigo. Segundo eles, um estilo de vida saudável fortalece o organismo para combater várias doenças, inclusive o câncer.

Daí a importância de ter uma alimentação equilibrada, rica em ingredientes saudáveis, e fazer exercícios com frequência. A recomendação da OMS é que pessoas adultas pratiquem, no mínimo, 150 minutos de atividade aeróbica em intensidade moderada durante a semana ou ao menos 75 minutos de exercícios vigorosos nesse período. Mas, segundo o documento da Sociedade Americana de Câncer, se exercitar por mais tempo do que a OMS indica – 300 minutos semanais de atividade moderada ou 150 em uma intensidade maior – pode trazer ainda mais benefícios à saúde.

Ah, e o exercício não precisa ser só na academia – vale brincadeiras e até afazeres da casa mesmo. Aí, com uma rotina saudável e ativa, o câncer pode até dar as caras, mas o seu corpo terá condições bem melhores de enfrentá-lo.

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