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O lipedema afeta predominantemente mulheres e surge principalmente nos membros inferiores, mas também pode acometer membros superiores e, em raros casos, áreas distintas como abdômen, face e axilas
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A doença, apesar de não ser rara e afetar mais de 12,3% das mulheres brasileiras, ainda é pouco conhecida, levando a falta de diagnóstico ou diagnósticos incorretos.
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O lipedema é uma doença interdisciplinar cujo tratamento envolve, além do cirurgião plástico, profissionais como endocrinologistas, nutricionistas e cirurgiões vasculares.
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A cirurgia só é indicada quando a paciente já fez o tratamento clínico por mais de seis meses e não apresentou melhora ou quando a paciente tem uma queixa estética muito mais importante do que a queixa funcional.
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O tratamento cirúrgico deve sempre ser acompanhado do tratamento clínico, que tem como base pilares como dieta anti-inflamatória, atividade física e protocolos medicamentosos específicos para a doença.
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Dra. Heloise Manfrim, cirurgiã plástica especialista em lipedema e sócia-fundadora da BAPS (Brazilian Association of Plastic Surgeons)