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Uma pesquisa, analisou mais de 4 milhões de noites de sono e identificou uma associação entre exercícios intensos próximos à hora de dormir e alterações na qualidade e na duração do descanso.
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Os pesquisadores observaram que, quanto mais intenso e próximo do horário habitual de dormir era o exercício, maior era a associação com o atraso no início do sono, a redução de sua duração e a piora de sua qualidade.
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Também foram identificadas alterações em indicadores cardiovasculares durante a noite, como o aumento da frequência cardíaca de repouso e a diminuição da variabilidade da frequência cardíaca.
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Os resultados, porém, não significam que treinar à noite seja necessariamente prejudicial.
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A pesquisa aponta que o impacto depende principalmente da intensidade do esforço e do tempo disponível para o organismo se recuperar antes de dormir.
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Durante a atividade física, o organismo passa por uma série de adaptações para atender à demanda do exercício.
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A frequência cardíaca e a temperatura corporal aumentam, assim como a ativação do sistema nervoso simpático, responsável por preparar o corpo para situações de esforço.
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Após o treino, o organismo precisa de tempo para retornar gradualmente a um estado mais próximo do repouso.
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Quando o exercício é muito exigente e termina perto da hora de dormir, essa transição pode demorar mais, dificultando o início do sono e interferindo em sua qualidade.
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No estudo, a relação entre o esforço físico e as alterações no descanso foi progressiva: quanto maior a exigência cardiovascular do exercício e mais próximo ele terminava do horário de dormir, mais pronunciadas eram as mudanças observadas.