Após sofrer com ortorexia, jovem conta como superou o pânico de açúcar

Você já ouviu falar em ortorexia? Uma blogueira vegana, que sofreu com o transtorno alimentar revela como ela venceu essa batalha e, finalmente, ficou livre do pânico de açúcar

A americana Jordan Younger é uma famosa blogueira vegana, que adora compartilhar seu estilo de vida saudável nas redes. Mas, quando suas escolhas alimentares se transformaram em ortorexia – transtorno alimentar em que a pessoa se torna obsessiva com os padrões daquilo que come -, ela percebeu que precisava de ajuda. Jordan resolveu desistir de veganismo e lutar contra a doença. O resultado dessa história ela conta em seu novo livro, “Breaking Vegan”, ainda sem tradução para o português.

No livro, Jordan conta que o seu maior medo era o açúcar refinado. E durante o período mais forte da doença, a sua vida era cozinhar, criar novas receitas, fotografar os alimentos, escrever sobre alimentação saudável e planejar com muita antecedência o que ia comer e o que preparava para o blog.

O pânico de consumir açúcar era tão forte, que ela abominava qualquer forma que não fosse derivado de stevia, mel, xarope de agave ou néctar de coco. A blogueira ainda revela que se afastar da cozinha foi útil nos estágios iniciais de sua recuperação, mas ela ainda não estava realmente feliz. Depois de alguns meses de tratamento, sentiu-se confortável em voltar a cozinhar. Nesse momento, ela decidiu que era hora de experimentar algo novo: criar uma receita com açúcar mascavo.

“Sabia que era mais saudável criar uma sobremesa em casa do que a encomendar na padaria. Mas, eu ainda queria uma alternativa mais saudável. Por isso, a opção pelo mascavo. E acredite: existe uma grande diferença entre a ortorexia e a paixão por alimentos saudáveis”, revela.

O que ela aprendeu com a experiência? “Comida é um combustível necessário. Devemos apreciar, mas não podemos transformá-la em um obstáculo em nossas vidas. Precisamos aprender a ter um bom relacionamento com ela. Você pode, sim, comer um pedaço de cookie, por exemplo. É tudo uma questão de encontrar equilíbrio”, afirma. 

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