Como uma atleta do vôlei de praia está se preparando para as Olimpíadas

Treino funcional, musculação, dieta balanceada... Esses são alguns dos cuidados que a atleta tem durante a sua preparação para a grande competição. Descubra o que não pode faltar no pacote olímpico de Ágatha

Por Maria Lúcia Zanutto Atualizado em 4 nov 2016, 15h45 - Publicado em 4 jul 2016, 21h24

Anote esse nome: Ágatha Bednarczuk. Em parceira com Bárbara Seixas, ela é uma das grandes promessas do vôlei de praia nos jogos do Rio 2016. E para conquistar a tão sonhada medalha de ouro, ela segue uma maratona pesada de treinos – funcional na areia e exercícios de fortalecimento na academia, cardápio saudável e controladíssimo e acompanhamento psicológico – afinal, mente tranquila é mais do que essencial para os grandes atletas.

A paixão pelo esporte, segundo Zeca – mãe da atleta que acompanhou a nossa equipe no dia da entrevista, começou logo cedo. “Desde os três anos de idade, ela já pegava a bola e dizia que seria jogadora. Mas, eu só fui perceber o seu talento e determinação um pouco mais tarde”. Ágatha também contou com um incentivo extra da família. O seu pai jogava vôlei pela polícia militar e a tia era profissional na mesma modalidade. Alguém tem dúvida que o talento está no DNA?

Mas, o destino dela não estava nas quadras. O seu lugar era na praia – sim, a transição de terrenos aconteceu por acaso. “Estava de férias e uma amiga chamou para bater uma bolinha. Fui brincar e acabei gostando. Não era meu sonho de criança. Hoje, sou apaixonada pela modalidade e não me vejo em outro esporte. É muito trabalho em equipe, esforço e confiança no parceiro. Não existe jogador reserva. Por isso, tenho que dar o meu melhor em todos os jogos”, explica Ágatha.

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Faltando 30 dias para os Jogos Olímpicos – pouco tempo para nós expectadores e uma eternidade para os atletas, de acordo com Ágatha – a preparação está a todo vapor. Desde setembro de 2015, ela diz estar vivendo o momento olímpico, que inclui estudar os adversários, cuidar do corpo e do psicológico e competir. “Eu vivo em função disso. Acordo pensando nos jogos e durmo com meu objetivo na cabeça”, conta. Os treinos acontecem duas vezes por semana (inclusive aos sábados!) e mesclam exercícios funcionais, musculação e a prática do vôlei, claro.

Quando questionada sobre a famosa ansiedade, ela explica que lida bem com seus sentimentos. “Estou morando na cidade que vai sediar a competição. Mesmo que eu não quisesse falar sobre o assunto, não conseguiria. É inevitável. Tento tirar proveito da torcida em casa para me fortalecer. O atleta brasileiro que vai competir em 2016 é uma pessoa de sorte. Poucos vão ter esse privilégio”, revela. Estamos com você, Ágatha! Somos todos time Brasil.

Confira, a seguir, os exercícios feito na academia para desenhar abdômen, bumbum e pernas:

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