O truque (científico) que reduz em até 60% as calorias do arroz

Pesquisadores descobriram como reduzir o valor energético desse importante ingrediente da culinária brasileira

Poucas coisas são tão gostosas quanto arroz fresquinho, não é mesmo? Só que o grão costuma ser evitado por quem está em busca de perder os quilos extras – apesar de estudos já terem mostrado que não é necessário excluí-lo da dieta. Mas, se você ainda não consegue comer o alimento sem culpa, a ciência está ao seu lado.

Em um estudo divulgado em março de 2015, pesquisadores da Faculdade de Ciências Químicas do Sri Lanka, país localizado no Sul do continente asiático, desvendaram uma maneira de reduzir em mais da metade o valor energético do arroz – ingrediente bastante comum não só na cozinha brasileira, mas também em toda a Ásia.

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A partir de um método específico de aquecimento e cozimento, os estudiosos conseguiram aumentar, no grão, a concentração de amido resistente – um tipo de carboidrato que demora para ser absorvido pelo organismo e, por isso, evita que o corpo faça novos estoques de gordura.

Para chegar a esse feito, os experts adicionaram 1 colher de chá de óleo de coco na água fervente usada no cozimento de 1/2 xícara de chá de arroz. Após 40 minutos no fogo, a preparação ficou na geladeira por 12 horas. Os pesquisadores notaram que o procedimento aumentou em 10 vezes a concentração de amido resistente do arroz branco comum – e isso se refletiu em uma redução de até 60% na quantidade calorias.

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Segundo Sudhair A. James, líder da investigação, isso acontece porque o óleo entra nos grânulos de amido durante o cozimento, alterando a estrutura do carboidrato. Com isso, o amido comum do arroz – rapidamente digerido – se torna resistente. Resultado: o corpo absorve menos calorias. Quanto às horas de refrigeração, James explica que essa etapa é importante pois ela consolida a transformação do amido. E não pense que será necessário comer arroz frio para sempre – requentar o alimento não vai interferir em nada.

“Considerando que a obesidade é um problema crescente, especialmente nos países em desenvolvimento, nós queríamos encontrar soluções alimentares”, comenta Sudhair A. James. E conseguiram! Mas calma: mesmo seguindo os achados dessa pesquisa, não vale enfiar o pé na jaca e se empanturrar de arroz. Afinal, não há truque científico que compense os exageros à mesa!

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