Dieta hormonal: dá para controlar hormônios com a alimentação?

A resposta é: sim! Pelo menos alguns deles, como o cortisol e a leptina. Por isso, uma nova forma de dieta coloca a manutenção hormonal como foco

Por Marcela De Mingo Atualizado em 17 jan 2022, 16h59 - Publicado em 24 jan 2022, 08h00

Dentre todos os tipos de dieta, uma modalidade tem chamado a atenção: a dieta hormonal. Como diz o nome, o seu objetivo é ajudar a controlar os níveis hormonais do corpo, além de garantir a sua manutenção. Legal, né? 

O que é dieta hormonal? 

“A dieta hormonal é uma dieta para controle dos níveis hormonais, como o cortisol, no corpo”, explica a nutricionista Débora Copelli Lima. “O cortisol é considerado um hormônio que auxilia no controle do estresse e está relacionado ao controle inflamatório, de açúcar no sangue (glicemia), pressão arterial e sistema imunológico.”

Isso significa que o objetivo de uma dieta hormonal é regularizar esses hormônios através da alimentação, seja excluindo ou adicionando algum alimento. “No caso do cortisol, restringimos a cafeína, no caso da leptina, aumentamos alimentos fontes de zinco. Mas deve ser feito o exame de sangue para dosar esses hormônios para então saber o que está desregulado para só depois montar a dieta correta”, continua a profissional.   

Vantagens e desvantagens da dieta hormonal

A principal vantagem de seguir uma alimentação como essa é o emagrecimento saudável, principalmente, acompanhado não só com medidas como o peso e circunferência abdominal, mas também com exames de sangue que acompanham o processo. Além disso, há também a prevenção de doenças como a diabetes e a hipertensão, além do ganho de qualidade de vida.  

E isso, claro se estende ao longo prazo, já que cuidar da quantidade e da produção hormonal do corpo também traz muitos benefícios, como melhora dos níveis hormonais no sangue, diminuição do estresse crônico, diminuição dos riscos de desenvolver diabetes e hipertensão, além da diminuição no acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal, e de melhorar o sono. 

“As desvantagens é que, se não for acompanhada corretamente com os exames de sangue, você pode baixar ou elevar muito esses hormônios, trazendo outras complicações para o organismo”, explica Débora. “É importante ressaltar que o certo é um equilíbrio, nem tudo que é baixo saudável”.  

É importante também se atentar às contraindicações: como pacientes de tumores cerebrais, com disfunções nas glândulas adrenais, gestantes, lactantes, crianças e adolescentes. Mulheres na menopausa ou na pré-menopausa devem fazer um acompanhamento mais rigoroso. 

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