Por que o treino HIIT é a melhor tática para emagrecimento

O treino intervalado de alta intensidade é o melhor para esse objetivo, segundo pesquisa

Por Larissa Serpa Atualizado em 5 out 2021, 11h52 - Publicado em 24 out 2021, 09h26

Quando comemos mais calorias do que gastamos, invariavelmente aumentaremos o peso. Por isso, o que é imprescindível para o emagrecimento é o déficit calórico, ou seja, consumir menos energia do que se gasta. Você pode fazer isso apenas comendo menos, sentada no sofá, mas adicionar uma atividade física na sua rotina diária para aumentar o gasto calórico é muito mais saudável e vantajoso. E, na hora de escolher qual exercício fazer, nós temos uma sugestão: o treino HIIT.

Uma pesquisa, publicada no British Journal of Sports Medicine, analisou o resultado de 36 estudos anteriores sobre diferentes práticas para perda de peso e determinou que, apesar de todos os participantes terem perdido peso, aqueles que fizeram o treino HIIT (intervalado, de alta intensidade), tiveram 28,5% mais perda.

POR QUE ESCOLHER O HIIT

“Trabalhar em algum treinamento HIIT, o famoso treino intervalado de alta intensidade, também pode ser importante para ativar seu metabolismo para queimar mais gordura. Uma sessão de 15 a 20 minutos intercalando alta e baixa intensidade (mas sempre na maior frequência que você aguentar) queima tantas calorias quanto uma hora de corrida”, explica a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Mas a diferença está no que acontece quando você para de se exercitar. Como o HIIT acelera o metabolismo, você continua queimando calorias mesmo depois do treino. “Diferente de uma corrida na esteira na mesma intensidade, o treino HIIT possibilita usar a frequência cardíaca máxima, com períodos de recuperação, para queimar gordura por um período prolongado, permitindo queimar calorias por até 48 horas pós-treino”, explica a Dra. Marcella.

PAPEL DA ALIMENTAÇÃO

Para entender o processo de emagrecimento, a Dra. Marcella explica que é necessário saber como se dá o balanço energético do organismo, que é o cálculo entre as calorias que o nosso corpo gasta para se manter em funcionamento e as calorias ingeridas. Podem ocorrer três situações:

1) Balanço energético neutro: ingestão das mesmas calorias gastas, assim ocorre manutenção do peso;

2) Balanço energético positivo: ingestão de mais calorias do que o gasto e assim o peso corporal aumenta;

3) Balanço energético negativo: ingestão de menos calorias do que o gasto e o peso corporal diminui.

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Existem várias fórmulas para calcular o gasto energético basal, vários equipamentos, programas e aplicativos as fazem com dados simples das pessoas. “Os fatores que influenciam no déficit calórico são o gasto metabólico basal, peso, altura, idade, massa muscular, atividades diárias e prática de exercícios físicos”, diz a médica.

“Sem balanço negativo, não ocorre perda de peso”, diz a Dra. Marcella.  “O cálculo de calorias para perder peso é individual e vários fatores interferem. Mas uma redução de 300 a 1000 Kcal ao dia, a depender de todos os fatores citados, aliada a prática de atividade física é suficiente para a maioria das pessoas reduzirem o peso”, explica.

Por fim, a médica nutróloga ressalta a importância de outras variáveis, como se alimentar bem, com uma dieta variada, ter boas noites de sono, modular o estresse e verificar se tudo está ok com os exames laboratoriais. “Para ter um bom resultado, saudável e duradouro, o déficit calórico deve ser feito com orientação, através de um planejamento alimentar, da leitura de rótulos e com boas escolhas”, diz a Dra. Marcella.

AJUDA EXTRA

Uma das novidades para você obter os resultados desejados em clínica é o treinamento HIIT do T Sculptor, equipamento de campo eletromagnético, segunda geração de dispositivos HIFEM (High-Intensity Focused Electromagnetic) que permite fazer um número de repetições que seria impossível de ser feito na academia – o que acelera ainda mais o metabolismo e aumenta o gasto calórico. “A taxa de repetição é altíssima, impossível de ser feito na academia. Para você ter uma ideia, ele faz 36mil contrações em meia hora”, explica o Dr. Abdo Salomão Jr, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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“O objetivo dele é aumentar o consumo calórico do músculo naquele local para perder medidas. Esse treino do T Sculptor aumenta o metabolismo de forma intensa ali no local”, explica o Dr. Abdo. “Além do aumento do metabolismo local, o treino HIIT do T Sculptor também é aliado do emagrecimento por conta da liberação de um hormônio chamado miocina, que tem uma função anabolizante no músculo e também de queima de caloria, na medida em que atua no metabolismo das gorduras favorecendo a lipólise. Quanto mais intensos forem os exercícios, mais miocina irão gerar. Os treinos HIIT são os que mais geram”, diz o Dr. Abdo. Dessa forma, o treino ajuda a aumentar o gasto calórico. “Depende do tamanho do músculo e da intensidade, mas o treino queima bastante, em média 400 calorias em meia hora”, diz o dermatologista.

No entanto, no caso de pacientes que estejam no peso ideal, não querem emagrecer, mas apresentam gordura localizada, a opção é o tratamento de criolipólise. Ela pode ser usada nos flancos, coxas, abdômen e glúteos, além de melhorar o contorno corporal, tudo de forma não invasiva. “As pessoas têm procurado por procedimentos menos invasivos que não necessitem de repouso para poderem retomar suas atividades de rotina. E a criolipólise é um deles, já que o paciente pode voltar imediatamente às atividades de rotina”, explica o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A tecnologia é baseada na ação do frio. “O congelamento das células gordurosas, que são muito mais sensíveis às baixas temperaturas do que os tecidos ao redor e as camadas da pele subjacentes, promove essa redução de medidas e melhora do contorno corporal. Após a sessão, que dura em média uma hora, o processo fisiológico de perda ocorre naturalmente pela eliminação progressiva das células de gordura que sofreram apoptose, ou seja, autodestruição por terem sido submetidas ao congelamento focado e controlado pela tecnologia utilizada no aparelho, porém sem causar queimaduras, úlceras ou danos ao tecido cutâneo da região tratada”, explica o Dr. Paolo. Os resultados, que costumam ter uma redução de até 25% da camada de gordura da região tratada, são alcançados em até dois meses.

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