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A médica Sônia Nogueira, pós-graduada em medicina estética, de São Paulo, responde:
1. As injeções secam mesmo as gorduras?
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Sim. As injeções antigordura nada mais são do que a aplicação da técnica de intradermoterapia (conhecida até alguns anos como mesoterapia) com coquetéis injetáveis voltados para a dissolução da gordura. Velho conhecido da medicina estética, o método, desde que executado e monitorado por médicos, é seguro e eficaz. Em um mês, com aplicações duas vezes por semana, a média de redução no local é de até 5 centímetros.
2. Eu vou ganhar uma barriga tanquinho?
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Não. Abdômen malhado, com músculos aparentes, é fruto do trabalho corporal localizado. As injeções agem apenas sobre as células gordurosas, murchando-as. Por isso, o resultado esperado deve ser uma barriga seca, mas não necessariamente definida.
3. Elas só servem para a barriga?
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De jeito nenhum. As injeções podem ser aplicadas em todos os locais onde houver acúmulo de gordura. Nós nascemos com uma quantidade determinada geneticamente de células gordurosas espalhadas pelo corpo. Com o tempo e os maus hábitos, como alimentação incorreta e sedentarismo, essas células acumulam mais gordura do que deveriam chegando a um tamanho até três vezes maior que o normal. Inchadas, elas formam um tipo de manto gorduroso sobre os músculos (hello, pneus!). O pior é que, muitas vezes, além do crescimento exagerado, as células acabam se multiplicando e tornando a inchar.
4. Quais substâncias são usadas? Como elas funcionam?
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As mais usadas são a cafeína, a alcachofra, o trisinilol e o tiratricol, que têm efeito lipolítico, ou seja, são responsáveis pela quebra de gordura estocada dentro da célula, facilitando a sua eliminação pelo organismo. Há também a categoria dos venolinfotônicos, substâncias que combatem a retenção líquida, como o gingko biloba e a benzopriona. Ambos são usados em conjunto e os resultados são visíveis a partir da terceira sessão.
5. Mas, então, por que o lipostabil e a alcachofra foram proibidos?
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O lipostabil foi proibido porque o seu uso cosmético não teve o tempo de estudo necessário para uma avaliação dos efeitos colaterais, além da falta de registro oficial para esse fim. Já a alcachofra é uma substância de uso prolongado e bastante eficiente quando tomada em conjunto com outros ativos. A proibição diz respeito aos polifenóis de alcachofra, uma variação da substância original sem comprovação científica de eficácia, e aos resultados enganosos prometidos.