Você sabia que mais de 5,4 milhões de brasileiros convivem diariamente com hérnias de disco, conforme dados do IBGE? Mas, não ache que todos precisam passar por procedimentos cirúrgicos para aliviar a dor. Até 97% dos casos, é possível recorrer a um tratamento especializado e não cirúrgico. Tudo feito por meio de fisioterapia e cuidados individualizados.
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“A fisioterapia especializada, aliada a orientações posturais, alimentação adequada, hidratação e redução de fatores inflamatórios, costuma ser suficiente para aliviar os sintomas”, explica o fisioterapeuta Dr. André Pêgas, da rede Doutor Hérnia.
Considerada como uma condição multifatorial, existem várias causas para o surgimento da hérnia. Segundo o profissional, algumas delas podem ser ergonômicas, como ficar com uma postura inadequada enquanto está sentado, deitar-se frequentemente em sofás ao invés de camas, ficar de pé por longos períodos, entre outros trejeitos.
“Há também fatores genéticos que influenciam, uma vez que algumas pessoas possuem discos vertebrais mais frágeis e suscetíveis do que outras”, afirma. Outros motivos relacionados podem incluir a pouca ingestão de água ao decorrer do dia, o excesso de alimentos inflamatórios na dieta e o nível elevado de estresse, que tornam o processo de cicatrização do organismo mais lento.
O que há por trás da hérnia?
A hérnia de disco é uma doença que afeta os discos intervertebrais localizados na coluna. Eles funcionam como amortecedores para evitar desgastes internos, e em seus interiores, existe uma espécie de recheio gelatinoso.
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Quando ocorre uma hérnia, os discos acabam se machucando e rasgando, o que permite que esse recheio saia e fique diretamente pressionando os nervos, gerando as dores e os sintomas relacionados.
Comumente, essa condição pode aparecer na região do pescoço ou da lombar, causando dores, rigidez, formigamento e perda de força no local, podendo até mesmo irradiar esses sintomas para outras partes do corpo, como braços e pernas.
Para diagnosticar a hérnia de disco, Pêgas explica que é primeiramente feito um diagnóstico clínico, por meio de avaliações e anamnese. “Depois, são realizados exames para saber se o paciente possui histórico familiar ou propensão a ter essa condição. Dependendo da gravidade da doença, exames de imagem podem ser solicitados”, conta.
Quando optar (ou não) por um procedimento cirúrgico?
Diferentemente do que muitos acreditam, existem vários tratamentos não cirúrgicos para quem tem hérnia de disco.
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“A cirurgia só irá ser indicada quando o paciente tiver sintomas como paralisia dos movimentos dos pés ou mãos, amortecimento do períneo, que é a região embaixo da cintura, decorrentes de uma compressão medular. Mas isso corresponde a somente 3% dos casos da doença”, ressalta o Dr. André Pêgas.
Além disso, mais do que tratar a hérnia, é importante prevenir que ela surja ou se agrave. Para isso, é fundamental seguir as orientações dos profissionais de saúde, evitar acidentes como escorregões, quedas e traumas, não sobrecarregar a região afetada com movimentos físicos bruscos e seguir hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, hidratação diária e atividades físicas adequadas para o bem-estar de cada paciente.
“A postura também é importante. Ficar de pé, sentado ou deitado da maneira correta, em um colchão adequado, pode ajudar na prevenção. Exercícios que fortalecem a musculatura, como pilates, hidroginástica e treinos funcionais também são indicados”, conclui o fisioterapeuta.
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