Sauna e hot ioga estariam ligadas a vida mais longa, diz estudo

Pesquisa americana sugere que estresse leve promove a longevidade e afasta doenças degenerativas

Situações de estresse leve – como passar um tempo na sauna ou numa aula de hot ioga – podem contribuir com a longevidade e o menor risco de doenças degenerativas, a exemplo de Alzheimer e Parkinson. É o que aponta um estudo do Instituto Sanford Burnham Prebys Medical Discovery (SBP), nos Estados Unidos, publicado recentemente na revista científica Nature Communications.

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A pesquisa foi feita com um tipo de verme que tem estruturas parecidas com as dos seres humanos. Os bichinhos ficaram incubados a 36°C por uma hora – temperatura bem maior do que a de costume em laboratório. Os estudiosos perceberam que a experiência fez com que aumentassem os índices de autofagia, em que a célula recicla partes velhas, danificadas ou desnecessárias para viver mais e trabalhar melhor. E isso se refletiu em um tempo maior de vida dos micro-organismos.

Outro achado dos cientistas é que esse tipo de estresse melhorou a capacidade de os vermes lidarem com o acúmulo de proteínas agregadas, processo que se intensifica com o avançar da idade e está ligado a males como Alzheimer, Parkinson e doença de Huntington – enfermidade neurológica degenerativa. Segundo Malene Hansen, líder da investigação, a descoberta poderia ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para essas doenças.

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É claro que esses resultados ainda precisam ser validados por trabalhos maiores e realizados em homens e mulheres, mas, se você tem o hábito de ir à sauna ou fazer hot ioga, agora tem mais motivos para manter a prática. “Muitas pessoas nos perguntam se elas deveriam começar a praticar essas atividades. Pode não ser uma ideia ruim – estudos epidemiológicos indicam que frequentar a sauna está ligado a uma vida mais longa. No entanto, precisamos de muito mais pesquisas para entender se isso tem mesmo a ver com os benefícios apresentados pela autofagia em vermes”, comenta Hansen, em entrevista ao site Science Daily.

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