Cerveja depois do treino pode atrapalhar seus ganhos?
Descubra como o álcool afeta seus músculos e resultados fitness, da síntese proteica à recuperação. Informações essenciais
Para conquistar os seus objetivos fitness e se dar bem na musculação, existem muitos cuidados que são considerados fundamentais, indo além da frequência, da intensidade e do volume adequados de treinos. Um dos fatores que mais influenciam no processo de construção de massa e a alimentação. Manter-se longe bebidas alcoólicas, por exemplo, é algo que faz toda a diferença para garantir bons resultados na malhação.
Evidências científicas apontam que o álcool compromete diferentes processos envolvidas na hipertrofia, especialmente quando ingerido em grandes quantidades ou logo após os exercícios físicos. Os impactos incluem desde a redução da síntese proteica até alterações hormonais e piora da recuperação e da qualidade do sono. Ou seja, a “cervejinha” pós-treino não tende a ser uma boa ideia!
Como o álcool interfere nos resultados fitness?
Um estudo publicado na PLos One mostrou que homens fisicamente ativos que consumiram álcool após o treino de força, em quantidade equivalente a cerca de 12 doses, apresentaram uma redução de 24% na síntese de proteínas musculares, mesmo ingerindo proteína. Quando o álcool foi ingerido com carboidrato, sem proteína, essa queda chegou a 37%
“Quando a pessoa consome grandes quantidades de álcool, especialmente logo após o exercício, ela interfere nos mecanismos que estimulam a síntese de proteínas musculares, processo essencial para que o organismo desenvolva massa muscular. Isso significa que parte do estímulo obtido durante o exercício pode ser desperdiçada”, explica Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.
Uma revisão divulgada na Sports Medicine concluiu que o consumo excessivo de álcool ainda pode prolongar dor muscular, atrasar a recuperação e reduzir o desempenho nas sessões seguintes.
“Isso acontece porque o álcool favorece a desidratação, aumenta o estresse oxidativo e, quando consumido em excesso, intensifica processos inflamatórios”, afirma Ulloa.
Outro fator importante é o impacto nos níveis de testosterona (hormônio essencial para o crescimento muscular) e na liberação de cortisol, que, quando elevado por longos períodos, favorece a degradação de tecidos (incluindo músculos).
Apesar dessas alterações serem geralmente transitórias, se o consumo excessivo for frequente, pode atrapalhar a adaptação ao treio ao longo do tempo.
Existe uma quantidade segura?
Os maiores prejuízos são vistos especialmente após episódios de consumo elevado de álcool, ainda mais quando a substância é ingerida logo após os exercícios.
Uma ingestão ocasional e moderada, principalmente quando distante das sessões de treino e dentro de uma dieta balanceada, pode gerar um impacto menor em relação aos resultados fitness.
“Para quem busca maximizar o ganho de massa muscular, o ideal é evitar bebidas alcoólicas nas horas seguintes ao treino e limitar sua frequência e quantidade”, finaliza Ulloa.





