7 sinais na sua pele de que algo na saúde não vai bem

Antes de surgirem sintomas de uma doença, a pele é capaz de sinalizar que algo vai mal. Aprenda a reconhecer esses sinais de fumaça

Não à toa você volta de férias e todos no trabalho dizem que está com “uma cara boa”. O segundo órgão mais extenso do organismo – só perde para o intestino – não é apenas uma embalagem para músculos, ossos, nervos e outras estruturas. A pele é também um indicador do que se passa dentro do corpo. Quanto mais saudável uma pessoa está, mais vitalidade ela transparece. O oposto é verdadeiro. Antes de surgirem sintomas de uma doença, a pele é capaz de sinalizar que algo vai mal. Aprenda a reconhecer esses sinais de fumaça.

1. MUDANÇA NA COR
A gente perde a cor quando recebe uma notícia bombástica. Mas a palidez frequente denuncia anemia, baixa concentração de hemoglobina – molécula dos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio e é constituída sobretudo de ferro. “Na falta dela, as células recebem menos oxigênio, o que gera cansaço e queda na resistência”, diz a dermatologista Jozian Quental, especializada em medicina tradicional chinesa, de São Paulo. Outro motivo para a palidez: distúrbios da tireoide e situações mais graves, como câncer em vários órgãos – daí a importância de investigar e tratar logo. Se for repentina, acompanhada de suor frio e tremores, pode ser sinal de uma crise de hipoglicemia, quando as taxas de açúcar no sangue despencam. Já um tom amarelado levanta a suspeita de que o fígado não anda bem. O azulado indica excesso de ferro, e o avermelhado, distúrbios na circulação.

O QUE FAZER: A hipoglicemia deve ser combatida com urgência: beba ou coma um alimento doce (uma balinha ou um suco de laranja) – funciona mesmo que a pessoa seja diabética – para regularizar as taxas de açúcar. Exames de sangue flagram a maioria dos outros problemas. A cor tende a voltar ao normal quando o distúrbio for tratado.

2. PERDA DE VIÇO
Dez entre dez mulheres vão correndo comprar um bom creme anti-idade. Mas poucas prestam atenção em itens muito mais importantes. Uma dieta pobre em nutrientes, em especial vitaminas e minerais, fragiliza o rosto, os cabelos e as unhas. O desequilíbrio na produção de hormônios, principalmente nos anos ao redor da menopausa, reduz a produção de colágeno. “Com isso, a pele fica mais fina, ressecada e propensa a rugas”, explica Jozian. Outro culpado frequente é o intestino. “A prisão de ventre leva à retenção de impurezas.”

O QUE FAZER: Privilegie os alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais (hortaliças, grãos, e leguminosas) e beba mais água. Não deixe de procurar um ginecologista para verificar se há a indicação de reposição hormonal.

3. MANCHAS Menstruação irregular, queda de cabelo, acne e ganho de peso. Se ainda notar manchas vermelhas ou acastanhadas nas axilas e no pescoço, existe a possibilidade de uma doença endócrina, como a síndrome do ovário policístico – a glândula sexual feminina é tomada por cistos. Elas também sugerem distúrbios autoimunes, em que o organismo produz anticorpos contra os próprios tecidos. É o caso do lúpus, uma doença inflamatória crônica que acarreta perda de apetite, dor nas articulações e danos aos rins, além de manchas nas áreas expostas ao sol (colo, rosto, orelha, braços). Quando você tromba com a quina da cama, aquela mancha roxa se forma porque alguns vasinhos foram rompidos. Apenas em casos raros sinalizam condições graves do fígado (cirrose), da medula óssea (leucemia) ou do sistema linfático (linfoma). “Se o problema são áreas desbotadas ou esbranquiçadas no pescoço e na face, a suspeita recai sobre vitiligo. Doença autoimune, que provoca a destruição das células encarregadas de produzir a melanina, pigmento que colore a pele”, diz o dermatologista Murilo Drummond, professor titular do Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas, no Rio de Janeiro.

O QUE FAZER: Enquanto descobre e trata a doença por trás do problema, aplique produtos que seu médico sugerir para diminuir a inflamação e corrigir a pigmentação. Ele pode recomendar agentes despigmentantes paras as áreas escuras. Em regiões desbotadas, é possível estimular a repigmentação por meio de laser ou fármacos, como o tacrolimus.

 

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