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4 anos após aplicar botox e odiar, tentei de novo com uma nova técnica

O medo de ficar com a expressão congelada me fazia fugir do procedimento, mas cedi e o resultado ficou supernatural

Por Juliana Vaz
Atualizado em 19 fev 2022, 10h43 - Publicado em 21 fev 2022, 10h01

Será que você precisa de botox? A resposta é: Não, ninguém precisa se render à febre dos procedimentos estéticos não invasivos. 

Eu estava decidida a não fazer mais esse tipo de procedimento: fiz uma única vez, em 2018, e a experiência não foi nada boa. 

Botox é um dos nomes comerciais da toxina botulínica, uma substância que paralisa a musculatura da região em que foi aplicada. Assim, os vincos na pele causados pela movimentação dinâmica da musculatura do rosto, agora relaxados, são atenuados.

Uma das características da minha expressão facial é franzir os olhos ao sorrir, mas depois dessa aplicação de botox, isso já não acontecia mais. 

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Você pode pensar que é algo bom, já que os “pés de galinha” (aquelas rugas ao redor dos olhos) seriam então atenuados. Mas isso se tornou secundário uma vez que eu não me reconhecia nas fotos. Não franzia mais ao redor dos olhos e ainda ganhei uma sobrancelha arqueada de vilã de filme infantil.

Eu poderia ter voltado na clínica e pedido por uma correção, mas não me senti à vontade para isso. Pensei que em alguns meses o organismo iria absorver a toxina botulínica, que faz a musculatura ser paralisada, e pronto. Voltaria a tirar fotos. Meses depois foi o que de fato aconteceu, mas o “trauma” ficou. 

SEGUNDA TENTATIVA: POR QUE DECIDI TENTAR?

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Fevereiro de 2022. Percebi que o estresse da pandemia bateu forte e as  marcas de expressão estavam ali, independentemente do rosto relaxado. Ser expressiva demais estava deixando marcas, literalmente, na pele. Aos 35 anos, as células parecem que entendem que é hora de diminuir a produção de colágeno e os vincos da fronte estavam cada dia mais profundos. 

Os filtros do Instagram resolvem o incômodo na hora da selfie, mas no dia a dia, esse incômodo aumentava.  

Apesar do trauma, procurei o aconselhamento da especialista Beatriz Lassance, cirurgiã plástica de São Paulo, expondo meu problema: queria diminuir as marcas de expressão mas tinha medo da toxina botulínica. 

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Ela me tranquilizou explicando que, possivelmente, o profissional seguiu um protocolo já defasado, que segue à risca a orientação de quantidade de produto a ser aplicado em cada ponto chave dos músculos, sem considerar as especificidades do paciente. A anatomia muscular é uma delas, mas também ouvir o desejo e as preocupações com o resultado são essenciais. 

No meu caso, o músculo orbicular dos olhos é superforte — a musculatura ao redor dos olhos. Ao aplicar uma grande quantidade de produto ali, o efeito de olhos abertos ao sorrir, se repetiria.

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Beatriz me mostra que temos diversos músculos na face e que, basicamente, eles exercem trações opostas para sustentação. Se um deles é paralisado, o músculo oposto vai ganhar o cabo de guerra.  

Sem avaliar essas forças e como é a expressão de cada paciente, o resultado pode ser decepcionante. “Alguns pacientes procuram abrir o olhar e alguns vão recomendar a toxina botulínica na fronte, mas o que vai acontecer é justamente relaxar esse músculo e derrubar ainda mais a pálpebra, por exemplo”, explica a cirurgiã plástica. Outra coisa que pode acontecer é não dosar bem a quantidade de produto e acabar arqueando demais a sobrancelha — e daí ganhar o olhar de vilã. 

MÉTODOS PARA DEIXAR O RESULTADO MAIS NATURAL

Um método bastante usado é o Grid 21, que faz traçados quadriculados na fronte e o especialista testa a força de cada músculo para saber quais pontos irá aplicar o produto e qual quantidade adequada deve ser usada. Ele resulta em um tratamento mais seguro e individualizado.

Outro cuidado que Beatriz adota como prática é de que menos é mais. “O efeito é visto em até três dias. Eu prefiro ser cautelosa na aplicação e pedir que o paciente volte após 10 dias para avaliarmos se há a necessidade de aplicar mais quantidade do produto em algum ponto ou não”, diz a cirurgiã plástica, que complemente: “Há colegas que não gostam, afinal o retorno é uma consulta a mais e isso pode não ser rentável. Mas pode ser o diferencial para um resultado mais satisfatório e mais credibilidade profissional”. 

Sem paralisar minha testa ou ao redor dos meus olhos, que continuam com movimento e levemente marcados, ela conseguiu suavizar minhas linhas de expressão deixando um efeito natural pra lá de satisfatório.

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O problema não é o procedimento e sim a técnica usada e a experiência do profissional, que deve seguir protocolo recomendado pelas boas práticas da profissão, também deve considerar a necessidade de individualização. Assim, quem quer um resultado natural é alcançado sem traumas. 

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