Posso usar o protetor solar da estação passada?

Após a data de validade, o produto já não cumpre sua função

Por Amanda Ventorin Atualizado em 5 abr 2022, 16h39 - Publicado em 6 abr 2022, 10h00

Quem nunca encontrou um protetor que sequer se lembrava que tinha na hora de organizar os cosméticos para a viagem para praia? A sua aparência está em perfeito estado, mas quando você vai conferir a data de validade, descobre que já expirou, o que pode gerar uma dúvida sobre descartá-lo ou não, afinal ele ainda parece viável. Você joga fora ou acredita que seus componentes ainda são capazes de promover a proteção contra o sol?

QUANTO TEMPO DURA UM PROTETOR?

As datas de validade que pode variar entre 12 meses até dois anos. “Se o filtro solar é manipulado em farmácia, a duração geralmente é de 2 a 3 meses. Filtros solares encontrados prontos tem uma duração maior, por isso é importante observar na embalagem a data de validade” conta a dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) Carolina Milanez.

Além disso, depois de aberto, a data de validade de embalagem não é mais a que deve ser considerada, mas sim o símbolo que orienta a validade após aberto, que corresponde a um pote com um número dentro (abaixo). correspondente aos meses.

Blog da Bel: Validade dos cosméticos

Ou seja, mesmo dentro da validade de fabricação, após aberto, ele só é valido após os meses indicados nesse símbolo. Por isso, uma dica importante é, após aberto, colocar uma etiqueta com a data que o produto começou a ser utilizado.

PODE USAR PROTETOR SOLAR VENCIDO

A dermatologista Ana Carolina Sumam explica que não se deve usar o protetor solar vencido, independente de sua aparência. “Além da pele do paciente não ficar protegida contra os efeitos nocivos da radiação solar (o envelhecimento precoce, surgimento de manchas e o câncer de pele), um protetor com a validade expirada passo por alterações das substâncias químicas. Com isso, o paciente pode vir a ter reações alérgicas, dermatite de contato, manchas entre outros efeitos colaterais”.

 

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