Vasinhos: última chamada para fazer tratamentos

É só começar a esquentar para a gente morrer de vontade de vestir um shortinho. E bem nessa hora você olha no espelho e percebe as primeiras linhas avermelhadas nas pernas. Calma: dá tempo de apagar essas marcas antes da temporada de mar e piscina

Por Cristina Nabuco (colaboradora) Atualizado em 27 out 2016, 20h29 - Publicado em 8 out 2015, 11h17

Vestir o short e notar nas pernas um traçado cor de vinho no formato de uma teia de aranha (ou uma mancha, quando visto de longe) é desanimador. Assusta ainda mais quando pesquisamos o nome técnico dessas linhas emaranhadas: vasinhos, microvarizes e teleangectasias. Elas atingem 80% das mulheres – e são cada vez mais frequentes entre as jovens. Só para tranquilizar: comprometem a estética, mas não causam danos mais sérios (esqueça a possibilidade de elas virarem varizes, aquelas veias em alto-relevo, dilatadas, azuladas e tortuosas!).

“Os vasinhos não sinalizam a presença de doença vascular e nem sempre decorrem da má circulação”, explica o angiologista e cirurgião vascular Eduardo Fávero, do Rio de Janeiro. Querer apagar essas linhas é apenas um capricho estético (ufa!). Fininhos como um fio de cabelo, quando submetidos a alguma pressão, os vasos têm suas paredes dilatadas e o sangue fica retido ali, o que explica a cor avermelhada sob a pele. Os responsáveis geralmente são os hormônios sexuais femininos – os naturais e os sintéticos presentes em contraceptivos (pílula, adesivo, anel, implante e DIU com progesterona). A predisposição genética também conta (e muito!).

Existem métodos eficientes para tirar todas as marquinhas de suas pernas.

O mais usado é a escleroterapia. Com uma agulha muito fina, o médico injeta na parede dos vasinhos uma substância concentrada (geralmente de glicose) capaz de irritá-los. Com isso, eles secam e são absorvidos pelo organismo. As aplicações devem ser feitas em várias sessões para que o tratamento não se torne agressivo. Frio (crioescleroterapia) e calor intenso (radiofrequência, laser, bisturi elétrico) são outras duas técnicas que destroem os vasinhos. Mas há contraindicações. O laser, por exemplo, não é recomendado para pernas bronzeadas. E normalmente são associados mais de um método. “Usamos as injeções nos vasinhos mais largos e atacamos os mais finos com laser”, diz Fávero. Depois do tratamento, sob o risco de manchar a pele, você deve evitar o sol por, no mínimo, uma semana ou até que as manchas roxas resultantes das aplicações desapareçam. 

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