Medicina do descanso profundo: recurso biológico que esquecemos de usar
Você já se sentiu culpada por descansar? Como se parar por alguns minutos fosse sinal de preguiça ou falta de disciplina? Esse sentimento é mais comum do que parece. Vivemos em uma cultura que valoriza a exaustão, e, quando estamos cansadas demais, nem percebemos que essa lógica adoece.
No consultório, vejo isso todos os dias: cansaço frequente, falta de energia, mais inflamação, humor instável, sono ruim, hormônios desregulados: sinais de um corpo que não consegue se reorganizar.
Descanso profundo não é dormir por horas nem “desligar a cabeça” assistindo televisão. É entrar em estados em que o sistema nervoso entende que estamos completamente seguros. Só aí o organismo ativa processos de reparo que nenhum soro, suplemento ou caneta emagrecedora substitui.
Hoje vemos muita prescrição rápida para sintomas que, na verdade, precisam de algo mais simples e muito mais efetivo: descanso.
Pausas silenciosas, respirações lentas, alguns minutos de quietude são como colocar o organismo no modo recarga. Pequenos gestos, repetidos com intenção, constroem clareza mental, estabilizam emoções e reduzem a hipervigilância que sustenta o estresse crônico.
Na minha prática médica, quando comecei a receitar formas estruturadas de descanso, percebi algo essencial: relaxamento profundo não é luxo, é estratégia biológica. E existem formas cientificamente validadas para acessá-lo.
Depois que me dei conta, não consegui guardar apenas para mim. Comecei a ensinar meus pacientes e também outros médicos que desejam ampliar o cuidado para além de exames e remédios. Esse é um caminho que permite reencontrar um sentido mais saudável na forma de praticar medicina e de viver uma vida mais leve.
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