Desmistificando o metabolismo: o que realmente impede o emagrecimento eficaz

Você faz de tudo e não emagrece? O metabolismo lento não é o principal culpado. Entenda desequilíbrio calórico e adaptação.

Por Maraísa Bueno 6 abr 2026, 22h00 • Atualizado em 7 abr 2026, 13h59
Metabolismo lento existe? Entenda por que o corpo nem sempre responde como você espera
Metabolismo lento existe? Entenda por que o corpo nem sempre responde como você espera (nensuria/Freepik)
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  • Você já deve ter passado por isso ou alguma pessoa próxima já deve ter comentado a respeito de segui uma alimentação equilibrada, fazer exercícios físicos e, mesmo assim, ainda não emagrecer ou alcançar um pouquinho do resultado esperado, não é mesmo? Muitas vezes, a explicação recai sobre o chamado “metabolismo lento”.

    E o tema “metabolismo lento” ganhou relevância, principalmente por conta das pesquisas e estudos sobre obesidade no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estão acima do peso, sendo aproximadamente 700 milhões com obesidade. Diante desse cenário, entender como o corpo utiliza energia, e o que, de fato, interfere no acúmulo de gordura, ganha importância.

    O que é metabolismo?

    O médico Edson Ramuth, fundador e CEO da rede Emagrecentro, referência em emagrecimento saudável e estética corporal, o metabolismo corresponde ao conjunto de reações bioquímicas responsáveis por manter funções vitais, como respiração, circulação e produção de energia.

    “A taxa metabólica basal representa o consumo energético necessário para manter o organismo em funcionamento em repouso. Esse valor varia entre indivíduos e sofre influência de composição corporal, sexo e regulação hormonal”, explica.

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    O que são distúrbios metabólicos?

    Afinal, metabolismo lento existe?

    O médico especialista destaca que o metabolismo lento não é o principal responsável pelo ganho de peso. “Na prática clínica, observamos que o aumento de gordura corporal está mais relacionado ao desequilíbrio entre ingestão e gasto calórico ao longo do tempo. Essa variação existe entre indivíduos, mas não explica sozinha a dificuldade no emagrecimento”, afirma.

    O Dr. Ramuth destaca, ainda, que o corpo pode passar por adaptações importantes. “Após períodos de restrição calórica ou perda de peso significativa, o organismo reduz o consumo de energia como mecanismo de defesa. Esse fenômeno, conhecido como adaptação metabólica, dificulta a continuidade do emagrecimento e exige ajuste de estratégia”, complementa.

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    O que realmente influencia o gasto energético

    O consumo de energia é determinado por uma combinação de aspectos biológicos e comportamentais.

    “A quantidade de massa muscular é um dos principais determinantes, já que se trata de um tecido metabolicamente ativo. Além disso, fatores genéticos e alterações hormonais, como disfunções da tireoide e resistência à insulina, interferem diretamente nesse equilíbrio”, explica o médico.

    O estilo de vida também tem papel decisivo. “Alimentação inadequada, sedentarismo, privação de sono e níveis elevados de estresse impactam a regulação hormonal e favorecem o acúmulo de gordura. O resultado é consequência da interação entre esses elementos ao longo do tempo”, completa.

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    Diante disso, a orientação profissional é fundamental. “A avaliação clínica permite identificar alterações hormonais, metabólicas e comportamentais que interferem no ganho de peso. A partir disso, é possível estruturar uma estratégia individualizada, baseada em evidências científicas”, afirma.

    O médico também destaca a importância do acompanhamento contínuo. “O monitoramento ao longo do tempo permite ajustes mais precisos nas condutas e favorece resultados mais consistentes”, conclui.

     

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