Dor muscular: quando é um sinal de alerta?

Dor muscular: aprenda a diferenciar a dor normal pós-treino dos sinais de alerta de lesão. Dicas do especialista para sua segurança.

Por Maraísa Bueno 11 jun 2026, 10h00
Mulher jovem com rabo de cavalo, top preto e calça cinza com faixa rosa, curvada com as mãos nos joelhos, parecendo cansada após o exercício, em um quarto claro com janela e rolo de espuma no chão
A dor muscular pode ser um sinal de alerta e você não está percebendo! Profissional esclarece mitos e verdades. (freepik/Freepik)
Continua após publicidade
Dor muscular: quando é um sinal de alerta? Priorizar nos meus resultados Google

A dor muscular é algo que pode acontecer após um treino mais intenso ou até mesmo quando há alteração de cargas na musculação. Mas, quando a dor muscular é um sinal de alerta?

A dor “normal” e a lesão estão lado a lado, principalmente após um dia de atividade física que exigiu mais do que o esperado. 

Segundo o especialista da BurnUp em medicina do esporte, Dr. Marcial Pereira, a dor muscular é um sinal de alerta quando é uma dor aguda ou lancinante, uma dor que não é muscular, mas sim na articulação, por exemplo, essa deve ser investigada e tratada. Outro fator é se aparecem “sons”, como estalos, durante o exercício ou atividades do dia a dia, isso também chama a atenção para uma investigação mais aprofundada.

A dor muscular após o treino, pode ser um sinal de que os músculos estão se adaptando ao exercício e ficando mais fortes, mas é crucial distinguir entre dor normal e dor que indica uma lesão. Um padrão de dor considerado “normal” após os exercícios, ocorre de 24 a 72 horas após o treino, especialmente após aumentar a intensidade ou tentar um novo exercício“, explica o profissional.

O frio chegou e as dores também? Entenda o que acontece com as articulações

Ainda de acordo com o médico do esporte, essa dor é causada por microfissuras nas fibras musculares que se reparam e se reconstroem, levando a ganhos de força. Isso é normal, contudo essa dor “normal” não impede nossas atividades diárias e nem interfere no sono, e geralmente ela desaparece em até 72 horas.

Continua após a publicidade

“Febre e fadiga associadas também chamam a atenção e ligam o alerta para buscar ajuda médica”, pontua.

Além disso, é preciso ficar atento a outros sinais importantes, como inchaço ou dificuldade para se mover podem indicar uma lesão mais séria.

“Além disso, se a dor, em vez de melhorar em até 72 horas, piora com o tempo ou não melhora mesmo com repouso, isso também pode ser um indicativo de lesão. Caso a dor atrapalhe o sono ou interfira nas atividades do dia a dia, é mais um alerta de que algo não está certo”, esclarece.

Pode tomar dipirona depois do treino?

Continua após a publicidade

Até que ponto é possível treinar com dor?

O profissional afirma que, além de todos os sinais citados acima, é preciso avaliar o quanto esse desconforto está te incomodando e, se possível, converse sobre isso com o educador físico da sua academia também.

“De 0 a 10, o quão intenso está esse desconforto? Mais de 6? Se sim, busque trabalhar outros grupos musculares, outras regiões do corpo. Já passou 48 horas do treino e essa dor, invés de melhorar e ir reduzindo, ela está piorando? Procure atendimento médico”, disse.

Mito ou verdade: músculo trabalhado está doendo, é sinal de que está fazendo efeito?

N0ão é necessário sentir dor para ter resultado no treino, mas a dor pode ser um indicador de que o músculo está sendo trabalhado.

“A dor muscular tardia, que surge no dia seguinte ao treino, é frequentemente associada a um bom estímulo para a hipertrofia, mas a ausência de dor não significa que o treino não foi eficaz”, afirma Dr. Marcial. 

Continua após a publicidade

A dor muscular é uma resposta normal. Ela é frequentemente desejável ao exercício, indicando que os músculos estão se adaptando e se fortalecendo.

“No entanto, nossa musculatura também passa por adaptações com o exercício, o que é benéfico. Em termos gerais, é como se a musculatura treinada fosse ficando mais eficiente, por isso a dor pode não ocorrer, até que a musculatura seja ativada com outros estímulos: mudanças de pesos ou dos tipos de exercícios realizados”, conta o profissional.

Tenha sempre a orientação correta!

Apesar de quem pratica atividade física estar com dor, o profissional responsável pode realizar adaptações no treino para que ela se mantenha ativa.

“É possível e recomendável ajustar diferentes aspectos do treino para manter a pessoa ativa. Isso inclui a intensidade dos exercícios, os pesos utilizados, a duração das sessões (em horas ou minutos), o grupo muscular trabalhado e até o tipo de exercício priorizado”, destaca.

Continua após a publicidade

Para isso, é ideal procurar por atividades que não te levem para o caminho do sedentarismo durante aquela lesão ou período de dor, mas que sejam realizadas com a ausência de dor.

“Por exemplo: uma tendinite no punho pode te impedir momentaneamente de pegar pesos na academia, mas ainda pode te permitir correr. Uma inflamação na planta do pé te impede de correr, mas se você se sente confortável no pilates ou na academia trabalhando os membros superiores com pesos, opte por manter essas atividades”, conclui.

Acompanhe o nosso WhatsApp

Quer receber as últimas dicas e matérias incríveis de Boa Forma direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.