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Como o exercício acelera o metabolismo e por que isso não acontece do dia para a noite

O metabolismo até responde ao treino, mas não de forma imediata

Por Helena Saigh
10 fev 2026, 18h00 •
metabolismo
Exercícios de força, constância e ganho de massa muscular são os fatores que realmente mudam o gasto calórico ao longo do tempo. (drobotdean/Freepik)
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  • Quem começa a treinar costuma esperar resultados rápidos, especialmente quando o assunto é metabolismo. A ideia de que basta iniciar uma rotina de exercícios para “acelerar” o gasto calórico de forma imediata é comum, mas não corresponde ao que acontece no corpo na prática. O metabolismo até responde ao exercício, mas essa resposta é gradual e depende de adaptações que levam tempo.

    O metabolismo representa a soma de todos os processos que mantêm o corpo funcionando, incluindo a energia gasta para respirar, circular o sangue, manter a temperatura corporal e realizar movimentos. A maior parte desse gasto acontece mesmo em repouso, e é justamente aí que o exercício começa a fazer diferença, aos poucos.

    O papel da massa muscular no metabolismo

    Um dos principais fatores que influenciam a velocidade do metabolismo é a quantidade de massa muscular. O músculo é um tecido metabolicamente ativo, ou seja, consome mais energia mesmo quando o corpo está parado. “A velocidade com que as calorias são gastas é determinada geneticamente, mas é possível aumentá-la trocando a gordura por massa muscular. Quanto mais músculos, mais rápido e maior é o gasto calórico”, diz o endocrinologista Felippo Pedrinola, de São Paulo.

    Esse processo, no entanto, não acontece de um dia para o outro. Ganhar massa muscular exige estímulo contínuo, alimentação adequada e tempo para que o corpo se adapte ao treino.

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    Exercício não acelera tudo imediatamente

    Durante o treino, o gasto calórico aumenta de forma evidente, mas isso não significa que o metabolismo basal muda instantaneamente. Estudos mostram que o aumento mais duradouro do metabolismo ocorre como consequência de adaptações estruturais, como o crescimento muscular e melhorias na eficiência metabólica.

    Uma revisão publicada no Journal of Applied Physiology aponta que o exercício regular pode elevar o metabolismo de repouso ao longo do tempo, especialmente quando envolve treinamento de força, mas esse efeito depende da constância e da progressão do treino.

    Ou seja, o corpo precisa entender que aquele estímulo é frequente antes de “investir” em mudanças mais permanentes.

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    Queda metabólica: o que é e como evitar

    O efeito pós-exercício existe, mas é limitado

    Outro ponto que costuma gerar confusão é o chamado efeito pós-exercício, quando o corpo continua gastando energia após o treino. Esse fenômeno, conhecido como EPOC, realmente acontece, principalmente após exercícios intensos ou de força, mas sua duração e impacto são menores do que muitas pessoas imaginam.

    Segundo estudos do European Journal of Applied Physiology, o aumento do gasto calórico após o treino é temporário e não substitui os ganhos metabólicos de longo prazo promovidos pelo aumento de massa muscular.

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    Por que a constância faz mais diferença que a pressa

    O metabolismo responde melhor a estímulos repetidos e consistentes do que a tentativas pontuais de “acelerar tudo”. Treinar regularmente, combinar exercícios de força com atividades aeróbicas e manter uma alimentação adequada cria, ao longo das semanas e meses, um ambiente favorável para um metabolismo mais ativo.

    Por isso, o exercício acelera o metabolismo, sim, mas como resultado de um processo contínuo de adaptação do corpo, não como um efeito imediato. 

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