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Nem gordura localizada, nem celulite: entenda o que é o lipedema e como tratá-lo

Saiba quais são os sinais da doença e os hábitos que ajudam no controle dos sintomas e na progressão do quadro

Por Maraísa Bueno
27 fev 2026, 22h00 •
Especialista em saúde vascular explica os sinais do lipedema e indica hábitos que ajudam no controle dos sintomas e na progressão do quadro
Especialista em saúde vascular explica os sinais do lipedema e indica hábitos que ajudam no controle dos sintomas e na progressão do quadro (freepik/Freepik)
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  • Você sabia que mais de 11% das mulheres têm lipedema e não sabem? E quem diz isso são estudos da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP). A condição, comumente confundida com celulite e obesidade, é, na verdade, uma doença crônica que causa aumento desproporcional de gordura nas pernas e, em alguns casos, nos braços, provocando desconforto e dor na região afetada, além de inchaço e aparência de furinhos na pele.

    Com prevalência de 90% dos casos em mulheres, o lipedema é uma condição associada a fatores genéticos e hereditários e pode ser agravada por alterações em hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona. Também chamada de síndrome da gordura dolorosa, a condição é provocada por alterações hormonais que fazem com que a gordura se deposite em regiões específicas.

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    “Como uma síndrome inflamatória gordurosa, a doença envolve sinais e sintomas que corroboram para o seu diagnóstico. Os pacientes geralmente têm tendência a acumular gordura inflamada, formando nodulações dolorosas em partes específicas do corpo, mais comuns em membros inferiores, na região de culote e quadril. Em alguns casos, também podem surgir sinais no abdômen e nos membros superiores”, explica a médica vascular e especialista em medicina do estilo de vida, Dra. Anna Paula Weinhardt.

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    Segundo a médica, esse aumento desproporcional de gordura não tem relação com a obesidade ou o excesso de peso, sendo caracterizado por um fator genético que afeta o sistema linfático e a microvasculatura, apresentando sinais claros.

    “Os principais sintomas observados em pessoas que sofrem de lipedema são: dor ao toque, peso nos membros inferiores, má circulação e sensação de inchaço nas pernas ao final do dia, além da fragilidade nos vasos sanguíneos, que gera equimoses  (manchas roxas) pelo corpo sem que a pessoa tenha batido ou a região afetada sofrido qualquer trauma”, reforça.

    Dra. Anna Paula explica que muitas pessoas ignoram esses sinais e acabam postergando o diagnóstico e as mudanças necessárias no estilo de vida. Ela esclarece que, mesmo que o lipedema não tenha cura, é possível aliviar os sintomas e viver com muito mais qualidade de vida por meio de um tratamento multidisciplinar adequado e da adoção de hábitos mais saudáveis. A médica vascular destaca alguns deles:

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    1. Alimentação equilibrada e anti-inflamatória: uma dieta com alimentos ricos em fibras e proteínas, com ação anti-inflamatória — como frutas e vegetais frescos — e que priorize a redução de laticínios, carboidratos de alto índice glicêmico, açúcares e industrializados , ajuda a manter um peso adequado e, consequentemente, a aliviar os sintomas do lipedema.
    2. Prática regular de exercícios físicos de baixo impacto: apesar da dificuldade de mobilidade que alguns pacientes podem apresentar, a rotina de exercícios físicos é fundamental para o tratamento do lipedema. A indicação da especialista é manter uma rotina de exercícios aeróbicos e de baixo impacto, como os realizados na água,associados à musculação customizada para cada caso.. Essa prática melhora a circulação e favorece menor acúmulo de gordura nas regiões afetadas.
    3. Procedimentos personalizados e individualizados: além da alimentação e da prática de atividade física, outros elementos podem colaborar para a melhora dos sintomas do lipedema, principalmente a drenagem linfática. A terapia  específica reduz as dores, o inchaço, melhora a circulação linfática e sanguínea e, a longo prazo, impacta a progressão da doença e o conforto geral do paciente.

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