Do surfe para a vida: como Isabella Fiorentino olha para o futuro

A prática trouxe tantos benefícios que, agora, a apresentadora vê os seus frutos florescendo também na vida pessoal e profissional

Por Marcela De Mingo Atualizado em 12 jan 2022, 13h23 - Publicado em 12 jan 2022, 08h00

Começar o novo ano com novas prioridades e esperanças renovadas. Esse é o sonho de muita gente, e para Isabella Fiorentino não foi diferente. Após dois anos de pandemia e uma pausa nas gravações do programa “Esquadrão da Moda”, a apresentadora começa 2022 com outra cabeça, muito mais focada na família, na sua evolução profissional e, acredite, na prática do surfe. 

MUDANÇAS E INVERSÕES PÓS-PANDÊMICAS

Depois de 13 anos à frente do “Esquadrão da Moda”, programa do SBT em que compartilhava os holofotes com Arlindo Grund, Isabella decidiu tirar um ano para cuidar de si. Mais especificamente, ela aproveitou 2021 para se dedicar à família – o marido e os filhos trigêmeos – e curtir a sua própria disponibilidade. 

“Eu queria esse tempo para me dedicar para a minha família”, conta ela à Boa Forma. “Eu sempre tive um desejo em ser mãe e ser boa profissional, mas é muito difícil você ser muito boa em todos os aspectos da vida”.  

Por isso, durante os meses de pandemia, ela percebeu o quanto foi importante dar um passo atrás e reavaliar as suas prioridades. Antes, Isabella era o tipo de pessoa que buscava equilibrar todos os pratinhos sozinha – inclusive o trabalho e a vida em família, fazendo uma ginástica mental para estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O seu objetivo era, e continua sendo, estar presente para os filhos, mas algo precisava mudar na sua rotina se ela quisesse, de fato, estar conectada, como diz, com tudo o que fazia. 

SAINDO DO AUTOMÁTICO

“Eu aprendi que ninguém tem bola de cristal, se você não pede ajuda ninguém vai te ajudar”

“Se você está lá, a milhão, com um sorriso no rosto, ninguém vai imaginar que você está esfarelando por dentro.”

Ela percebeu isso quando começou a “comer bola” tanto em compromissos pessoais, com os filhos, quanto profissionais. Um caso que deixou claro que algo que não ia bem foi quando ela levou os filhos na escola, no começo de agosto, com um bolo para que os meninos pudessem comemorar o aniversário com os coleguinhas. O único problema era que as aulas não começariam naquele dia e, sim, em outro. Resultado: ela, os meninos e Arlindo, que costumava pegá-la na escola dos filhos para levá-la junto com ele ao SBT, cantaram parabéns na rua, tentando contornar a confusão. 

“Quando você tem muita coisa, você acaba fazendo tudo muito no automático sem se conectar, estar presente, e come bola”, diz. Por isso, ela decidiu conversar com o marido e agora os dois compartilham as responsabilidades das crianças, principalmente quando se fala na escola.

O resultado de todo esse movimento, explica ela, é uma relação mais próxima com os filhos. A intimidade só se cria com o tempo, e isso é válido para qualquer relação – seja de amizade, seja familiar -, algo que Isabella viu acontecer nesse período de convivência mais intensa. O tempo deu a ela a oportunidade de fazer, inclusive, mais dias de “filho único”, em que ela chama um dos trigêmeos para fazer um programa, só os dois. “Assim, eu consigo identificar alguns comportamentos que normalmente eu não identificaria. Isso é algo fundamental para os pais e é algo que eu luto para acontecer, estar sempre ligada nos pequenos sinais, nos pequenos detalhes, e que eles me vejam não como amiga, mas como uma confidente, alguém que você pode chegar e se abrir, pedir ajuda”, diz. 

Tudo isso culmina em um começo de 2022 com energias, de fato, renovadas. Isabella lançou na pandemia um curso online de moda que pretende continuar ministrando este ano, assim como pensa em lançar novos cursos – inclusive um com foco em mulheres acima de 50 anos – e buscar novas empreitadas. 

“Eu estou muito confiante de que vai ser um ano de muito trabalho, sucesso, não só de público, como de realização profissional”, anseia. 

O SURFE COMO CATALISADOR 

isabella fiorentino
Alemão Pic/Acervo pessoal

Muito do que Isabella espera alcançar em 2022 ela credita à prática do surfe, que começou há pouco tempo, mas que lhe gera grande alegria e empolgação. Aliás, o ânimo da apresentadora com o esporte era tanto que foi impossível ela não citá-lo logo nos primeiros minutos da conversa. 

“Esse ano, eu estou com muito mais vontade e energia para novos desafios, e eu acho que o surfe me trouxe isso. Não só me deixou com mais confiança em enfrentar as grandes ondas, estar sempre evoluindo, e como eu posso, com mais de 40 anos, estar fazendo tudo isso. Eu acabei trazendo toda essa sensação para minha vida e a minha carreira”, conta. 

Perceber a queda da barreira da idade, o velho discurso do “estou velha demais para isso”, por exemplo, tem sido essencial para a apresentadora olhar para o futuro com otimismo e, porque não, de uma nova forma. “Quando você atinge 40, 45 anos, você fala ‘isso não é pra mim'”, lembra. “Até porque você está num ambiente muito jovem. Os meus amigos do surfe têm de 17 a 60 anos, mas a maioria são jovens.”

Isso, no entanto, não é um problema para ela, que acredita que estar em contato com pessoas jovens é essencial para manter a mente jovem. “Eles fazem você abrir a cabeça, olhar as coisas de outra forma“, diz. 

A partir daí, até mesmo os seus treinos físicos ganharam outra visão, afinal, se antes ela via a prática esportiva como uma obrigação – como modelo e apresentadora de TV estar com o corpo “em dia” é quase mandatório -, agora treinar virou divertido, já que cada treino é uma oportunidade de performar melhor no surfe depois. 

“Quando eu comecei a surfar, quando você tem um esporte que ama, os treinos acabam sendo vistos de outra forma, você não pensa no benefício estético, mas no físico que vai beneficiar aquele esporte. Para mim é diferente, é ‘eu vou conseguir porque isso vai me ajudar a ter mais agilidade na prancha’, é outra vibe no treino. Quem treina só para o corpo… é triste. Você tem que encontrar algo que te dê muita alegria.”, conta ela. 

MUDANÇAS NA ROTINA VS. GENÉTICA

Outras mudanças na sua rotina fitness vieram com ajuda da genética. É isso mesmo! Como mãe de trigêmeos univitelinos, Isabella sempre foi fascinada pelo poder da genética e contou com a ajuda de um teste específico, chamado ConectGene, para entender melhor as suas tendências de atividades físicas e alimentação com base no seu DNA. Quando o assunto é alimentação, por exemplo, ela explica que começou a se interessar muito pela dieta vegana após os resultados e até assistiu a um documentário, chamado Game Changers, que fala sobre atletas de alto rendimento que seguem essa linha alimentar.

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“Eu comecei a inserir essa dieta no meu dia a dia. Eu ainda estou na transição, me considero ainda só vegetariana, mas eu percebi como na combinação de vegetais, cereais e tubérculos bem equilibrada a gente consegue uma fonte de proteína muito melhor do que carne. Eu estou muito feliz com o esse resultado do exame, porque eu consegui ter essa dieta, que eu sempre tive vontade de ter”.

Já na prática esportiva, Isabella tem um biotipo muito longilíneo e sempre teve dificuldades em ganhar músculos. O que os resultados do exame trouxeram foi a chance de rever isso: “O meu resultado mostrou que eu tenho muito mais chance a ter um maior crescimento em exercícios de alto rendimento do que de força. Eu entendi porque o surfe, um esporte que eu inseri na minha vida há um ano, é um esporte que me dá tanto prazer e as pessoas não acreditam que eu consigo ficar três horas no mar, surfando, e eu não me canso. Eu entendi que está no meu gene esse alto rendimento, eu preciso de pouco intervalo”.

Graças aos exames também, Isabella entendeu que tem uma tendência grande às lesões, por isso, ela acrescendo na sua rotina de exercícios práticas que fortaleçam e aqueçam as articulações, para evitar questões futuras.

Se interessou?

Se você, como Isabella, quer entender melhor sobre sua genética e como usá-la para melhorar seus treinos e alimentação, fique ligado em nosso site porque Boa Forma já está preparando uma matéria especial sobre como isso funciona e como você pode fazer o seu.

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UM NOVO OLHAR PARA O AUTOCUIDADO… E PARA MODA

Com todas essas mudanças, era impossível Isabella não olhar também para o que ela considera como autocuidado hoje. E o prognóstico, ainda bem, é positivo: “Autocuidado não é só estético. É você ter aquele tempo para parar e ficar conectada com você, se escutar“. 

No dia a dia corrido, escutar a si mesma e às necessidades do seu corpo e da sua mente pode, realmente, ser bastante complicado, mas, para a apresentadora, priorizar esses momentos tem sido essencial para ela praticar o que tanto quer: estar mais consciente na própria vida. Aqui, aliás, também entra a sua fé e uma visão mais focada nos outros do que em si mesma – algo que ela tem tentado ensinar também aos filhos. 

“Quando você tem uma fé muito inabalável, com o tempo você acaba rezando muito pelos outros. Até antes de eu ser mãe, é algo mais para a gente, hoje eu olho muito para fora. Você reza para quem você não conhece, eu acho que isso ajuda muito a questão da empatia, e você exercitar mesmo esse amor pelas outras pessoas. Não adianta só falar e escrever no Instagram as frases bonitas. Uma coisa que me faz muito bem é rezar por quem eu não conheço”, explica. 

Esse momento de conexão pode acontecer de muitas formas. Isabella adora banhos de banheira, que a ajudam a trabalhar os sentidos de diferentes maneiras, desde os cheiros dos sabonetes até o calor da água e a sensação de flutuar. Mas, ela diz, essa mesma experiência de pausa pode acontecer de muitas formas: “Vai tomar um banho de mar, sente a água, se conecta, ou fica quietinha no seu quarto, isso é algo muito, muito importante. Quando os meus filhos estão estressados, eu falo: para, respira, sente o que você está sentindo. O autocuidado vai muito além de passar bons cremes e fazer uma boa ginástica.

Impossível, aliás, não conversar com Isabella e trazer à tona o assunto da moda – afinal, há tantos anos trabalhando no ramo, é fato que a sua visão sobre o assunto também mudou, certo? No momento, ela conta estar em uma fase zero consumista, muito mais concentrada em usar bem o que tem há tempos no armário. 

“Eu acho que a gente está numa ânsia de consumo, de se sentir pertencente, que me cansou um pouco. Eu estou numa fase muito simples, indo em direção aos básicos, eu estou muito básica na forma como eu estou me vestindo, e sempre com charme, modelagens interessantes. Eu sempre gostei de moda e isso não vai mudar, mas a coisa do consumo, de estar muito montada está muito distante da minha realidade de hoje”, conta.

A apresentadora explica que tem caído de cabeça no que chama de “casualisação da moda”, ou seja, optar por peças simples e duráveis que componham um look elegante e interessante, sem a necessidade de exagerar em maquiagens e acessórios. “Eu sempre fui uma pessoa que gostei de coisas poucas e boas, e tô conseguindo colher os frutos disso”, finaliza. 

capa isabela fiorentino
./Acervo pessoal

Essa matéria faz parte do especial de Janeiro/2022, que conta com as matérias:

Do surfe para a vida: como Isabella Fiorentino olha para o futuro

HIRT: a nova modalidade de treino que você deveria estar fazendo

Dieta da estação: acredite, você deveria mudar sua dieta de acordo com a estação

Super guia sobre franjas: tudo que você precisa saber para mudar sem look

Confira as outras matérias desse especial aqui.

 

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