Por que perder gordura abdominal exige mais do que exercícios

Entenda a ciência da perda de gordura abdominal. Não é localizada! Conheça o papel do déficit calórico, exercícios, sono e estresse.

Por Maraísa Bueno 9 jun 2026, 22h00
Mulher com top e calça legging azul marinho, mãos na cintura, exibindo abdômen definido em uma academia com chão verde e cinza
Perder gordura abdominal vai além do treino: entenda o jogo completo. (freepik/Freepik)
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São muitas notícias, uma enxurrada de informações na internet, treinos, dietas e muitas, mas muitas dicas nas redes sociais que falam sobre como perder a gordura abdominal. Mas, a pergunta de milhões é: existe um caminho mais rápido e eficaz para isso?

“O corpo não perde gordura de forma localizada. Quando há déficit calórico aliado a exercícios, a redução acontece de maneira geral, respeitando características individuais e genéticas”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica.

Exercícios abdominais ajudam?

Outro erro comum é acreditar que séries intermináveis de abdominais são suficientes para conquistar uma barriga mais definida. Embora esse tipo de exercício seja importante para fortalecer a musculatura do core e melhorar a postura, ele não atua diretamente na queima de gordura.

“Os exercícios abdominais são fundamentais dentro de um programa de treino, mas sozinhos não promovem a redução da gordura abdominal. Eles precisam estar combinados com atividades aeróbicas e um planejamento completo”, afirma o gerente técnico da Cia Athletica.

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Abdominal ajuda a emagrecer?

Alimentação em jogo

Mais do que seguir dietas da moda, o equilíbrio nutricional também é determinante para criar o déficit calórico necessário à perda de gordura. “A alimentação tem papel fundamental no processo, mas o exercício potencializa os resultados, melhora o metabolismo e contribui para a manutenção do peso a longo prazo”, diz Cacá.

E os treinos?

A intensidade do treino também costuma gerar dúvidas. Protocolos de alta intensidade, como os treinos intervalados, ganharam popularidade por prometerem resultados mais rápidos. Eles podem, de fato, ser eficientes, desde que respeitem o condicionamento físico de cada pessoa.

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“Treinos mais intensos podem trazer bons resultados, mas precisam ser indicados de forma individualizada. O mais importante é a consistência ao longo do tempo”, reforça.

Além dos fatores alimentação e atividade física, outros aspectos menos lembrados também influenciam diretamente o acúmulo de gordura na região abdominal. O estresse crônico e a privação de sono, por exemplo, impactam a regulação hormonal do organismo.

“Altos níveis de estresse e noites mal dormidas aumentam a liberação de hormônios que favorecem o acúmulo de gordura, especialmente na região da barriga”, finaliza o especialista.

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