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Reganho de peso após canetas e bariátrica: por que pode acontecer?

Médico ressalta a importância de mudanças no estilo de vida para a manutenção dos resultados do processo de emagrecimento

Por Juliany Rodrigues
2 mar 2026, 22h00 •
Reganho de peso após emagrecer
Reganho de peso após canetas e bariátrica: por que pode acontecer? | (freepik/Freepik)
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  • As canetas emagrecedoras e as cirurgias bariátricas são tratamentos indicados para a obesidade que podem trazer resultados significativos na perda de peso.

    Mesmo após uma perda expressiva de peso utilizando canetas, bariátrica ou outros métodos, é possível apresentar um reganho de peso, principalmente quando não há continuidade no acompanhamento médico e não há mudanças no estilo de vida.

    O que é a obesidade?

    A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial. Portanto, seu tratamento é focado em controle, e não em cura.

    As canetas emagrecedoras são grandes aliadas para lidar com a condição, uma vez que apresentam uma boa eficácia na perda de peso e na melhora de doenças metabólicas associadas, por exemplo, diabetes e dislipidemias.

    Porem é necessário destacar que, para um manejo sustentável da obesidade, nem o uso do medicamento e nem os procedimentos cirúrgicos devem ser vistos como soluções isoladas.

    Por que o reganho de peso pode acontecer?

    Assim como ocorre com outros problemas crônicos, o tratamento da obesidade depende de um acompanhamento médico contínuo e de um estilo de vida adequado.

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    “As canetas emagrecedoras precisam estar associadas a mudanças comportamentais reais, que envolvem reorganização da rotina, prática regular de atividade física e um plano alimentar equilibrado. Sem isso, os resultados tendem a não se sustentar”, orienta o Dr. José Afonso Sallet, especialista no tratamento da obesidade e das doenças metabólicas.

    Segundo o Dr. Sallet, no caso da cirurgia bariátrica, considera-se reganho de peso quando o aumento ultrapassa 20% a 30% do menor peso atingido após o procedimento, especialmente quando há retorno das doenças metabólicas associadas.

    Esse cenário acontece em cerca de 5% a 10% dos pacientes, em um período de 5 a 10 anos após a cirurgia. “A cirurgia é extremamente eficaz, mas não é mágica.”

    O médico enfatiza que o verdadeiro protagonista do processo de emagrecimento é o paciente. “É preciso assumir o compromisso com a mudanças de hábitos e a continuidade do tratamento.”

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    Para passar por uma perda de peso saudável e realizar uma manutenção dos resultados, preservando o bem-estar e a qualidade de vida, o ideal é contar com uma supervisão multiprofissional.

    Além de médicos endocrinologistas ou metabologistas e nutricionistas, é fundamental procurar o apoio de psicólogos e educadores físicos. Cuidar da parte mental faz toda a diferença.

    “Assim, conseguimos não apenas bons resultados na perda de peso, mas, principalmente, a manutenção desses resultados a longo prazo”, finaliza.

     

     

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