Treinar pode reduzir a compulsão alimentar?
A atividade física pode influenciar hormônios da fome e até o comportamento alimentar
A relação entre exercício físico e comportamento alimentar é mais próxima do que muita gente imagina. Além de ajudar no gasto calórico e na composição corporal, a prática regular de atividade física também pode influenciar o controle do apetite e das emoções relacionadas à comida.
Estudos publicados no Appetite Journal mostram que o exercício físico pode ajudar a regular hormônios ligados à fome e à saciedade, como a grelina e o peptídeo YY. Além disso, a atividade física também atua na liberação de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como endorfina e dopamina, que podem reduzir episódios de comer impulsivo ligados ao estresse ou à ansiedade.
Exercício físico altera o apetite?
O papel das emoções na compulsão alimentar
Muitas vezes, episódios de compulsão alimentar não estão ligados apenas à fome física. Emoções como estresse, ansiedade ou tédio podem desencadear o desejo de comer.
Identificar esses gatilhos emocionais é um passo importante para entender o comportamento alimentar. “O emocional tem grande influência nas escolhas alimentares. Aprender a gerenciar os sentimentos de forma positiva é fundamental para evitar o impulso de comer fora de hora”, orienta o médico nutrólogo e especialista em emagrecimento Dr. Edson Ramuth, fundador do Emagrecentro.
O exercício pode ajudar no controle dos episódios
A prática regular de atividade física pode contribuir para reduzir episódios de compulsão ao atuar diretamente no estresse e na regulação do apetite.
Pesquisas publicadas no Obesity Reviews indicam que pessoas fisicamente ativas tendem a apresentar melhor controle do apetite quando comparadas a indivíduos sedentários. Isso acontece porque o exercício ajuda a equilibrar sinais hormonais relacionados à fome e também melhora o humor e a resposta ao estresse.
Apoio profissional pode ser importante
Quando episódios de compulsão alimentar se tornam frequentes, buscar acompanhamento profissional pode ser fundamental.
“O acompanhamento com especialistas da área é importante, principalmente quando os episódios se tornam recorrentes ou estão ligados a questões emocionais mais profundas. Contar com suporte em um espaço especializado proporciona mais segurança, resultados duradouros e apoio contínuo”, conclui Dr. Edson.





