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Quando o suor vira problema: o que é hiperidrose e como tratar

Profissional explica e traz os possíveis tratamentos para a condição

Por Maraísa Bueno
11 fev 2026, 12h00 •
Hiperidrose
A hiperidrose afeta milhões de brasileiros, impacta a autoestima e a vida social — mas tem tratamento e solução. (freepik/Freepik)
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  • Suar é um processo natural do corpo. Mas é preciso ficar atendo, porque quando quando o suor surge de forma intensa e sem motivo aparente, pode se tornar um problema.

    E isso acontece mesmo em repouso, em ambientes frios ou em situações simples do dia a dia. Nesses casos, o excesso pode ser um sinal de hiperidrose, uma condição comum, mas ainda pouco discutida, que compromete não apenas o conforto físico, como também a saúde emocional e social.

    “A hiperidrose não é uma doença grave, mas tem um impacto significativo na qualidade de vida. Muitos pacientes convivem com constrangimento diário, insegurança e limitações nas relações pessoais e profissionais”, explica o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia.

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    A condição pode surgir na infância, adolescência ou na vida adulta e é mais frequentemente relatada por mulheres — não necessariamente por ser mais comum nelas, mas porque costumam procurar ajuda médica com maior frequência.

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    Dois tipos de hiperidrose, um mesmo desafio

    A hiperidrose se manifesta de formas diferentes:

    • Hiperidrose primária

    É a mais comum. Geralmente começa cedo e não tem causa clínica identificável. Costuma afetar áreas específicas como mãos, pés, axilas e rosto, estando muitas vezes relacionada a fatores genéticos e emocionais.

    • Hiperidrose secundária
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    Surge como consequência de outras condições de saúde, como diabetes, hipertireoidismo, obesidade e menopausa, ou ainda como efeito colateral de medicamentos. Nesse caso, o suor tende a ser mais generalizado.

    Sinais que merecem atenção:

    • Alguns sintomas ajudam a identificar o problema:
    • Suor visivelmente excessivo em mãos, pés, axilas ou rosto
    • Roupas constantemente molhadas
    • Dificuldade para escrever ou segurar objetos
    • Constrangimento em interações sociais
    • Irritações, micoses ou infecções na pele

    “Quem sofre com sudorese excessiva sabe que o incômodo vai muito além do físico. É um problema que interfere diretamente na autoestima e na rotina diária”, alerta o Dr. Alarcon.

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    Tratamentos eficazes e cada vez mais acessíveis

    A boa notícia é que a hiperidrose tem tratamento e as opções são variadas, de acordo com a gravidade do caso:

    • Antitranspirantes específicos com cloreto de alumínio
    • Medicamentos orais que reduzem a produção de suor
    • Aplicações de toxina botulínica (Botox), com resultados temporários e eficazes
    • Iontoforese, especialmente indicada para mãos e pés
    • Procedimentos cirúrgicos, como a simpatectomia, reservados para casos mais severos

    “O mais importante é entender que nem todo suor é normal. Procurar avaliação médica é o primeiro passo para recuperar conforto, confiança e qualidade de vida”, reforça o especialista.

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