A técnica mindfulness ajuda você a lidar melhor com as emoções

Em estudo americano, indivíduos que praticaram esse tipo de meditação se saíram melhor em controlar sensações negativas

Se concentrar ao máximo no presente, nos sentimentos e nos sentidos – é isso que propõe a técnica mindfulness, uma espécie de meditação que vem ganhando adeptos no mundo todo. Estudos já mostraram que ela é capaz de aliviar o stress e até contribuir para a perda de peso. Agora, mais uma vantagem pode entrar para essa lista: o controle emocional. É o que demonstra um trabalho da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, publicado em setembro de 2016 no periódico Frontiers in Human Neuroscience.

O objetivo dos estudiosos era entender se qualquer um pode se beneficiar dessa técnica, mesmo quem não costuma praticá-la. Para isso, eles recrutaram 68 participantes e os dividiram em duas turmas: uma parte ouviu áudios de 18 minutos que levavam à meditação e a outra escutou aulas de língua estrangeira. Em seguida, foram apresentadas aos voluntários fotos perturbadoras, como corpos cheios de sangue, enquanto a atividade cerebral deles era monitorada.

Veja também: Meditação: entenda por que vale a pena adotar a prática

Os resultados mostraram que aqueles que meditaram apresentaram níveis de regulação emocional semelhantes aos de pessoas que praticam a mindfulness. Isso significa que eles conseguiram recuperar suas emoções mais rapidamente, abafando os pensamentos negativos. “Nossos achados não apenas revelam que a meditação melhora a saúde emocional, mas também que as pessoas podem obter esses benefícios independentemente de suas habilidades”, cometa Yanli Lin, líder da investigação.

Mas é preciso ir aos poucos, já que leva um tempo para dominar a mindfulness. Segundo os pesquisadores, se você ainda não sabe praticá-la, é melhor começar apenas com a meditação. “Para as pessoas que não são naturalmente ‘mindful’ e nunca meditaram, forçar-se a fazer isso a qualquer momento não funciona. É melhor começar a meditar por 20 minutos”, aconselha Lin. E aí, está a fim de tentar?

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