“Não só um, devorava logo dez pedaços de bolo”, diz youtuber fitness que controlou a compulsão

A paixão pela academia ajudou Adriana Ribas, 38 anos, a conquistar o corpo que desejava. Mas sua compulsão por chocolate – ela chegava a visitar quatro docerias em um único dia – quase colocou tudo a perder

É assim: se pego a primeira fatia, ataco o bolo inteiro. Não consigo me conter. É como se eu precisasse daquele açúcar. Como se ele fosse insubstituível. Eu sei que, no dia seguinte, vai bater uma depressão e vou ficar mal pelo exagero. Mas esse descontrole com o prato sempre foi mais forte do que eu.

Anos atrás, durante uma viagem de dez dias à Itália, ganhei 8 quilos de uma única vez. Experimentei todos os sabores das sorveterias que encontrei. Felizmente, quando voltei ao Brasil, perdi em 20 dias o excesso que tinha acumulado. Sou formada em educação física e amo academia. Faço seis vezes por semana, por pelo menos uma horinha. Nunca me permiti ficar muito tempo fora do meu peso ideal. Nessa inconstância, acabava caindo no efeito sanfona. Comia, comia, comia. Malhava, malhava, malhava. E a balança variava entre 3 quilos a mais e 3 quilos a menos.

Na adolescência, experimentei dietas radicais para compensar a compulsão alimentar – a da sopa, a da lua, a das frutas… A ideia era restringir o cardápio ao máximo para depois “ter o direito” de exagerar. E, já que não seguia a orientação de um profissional, logo retornava aos velhos hábitos do fast food e dos doces alguns dias.

A paixão pela academia ajudou Adriana Ribas, 38 anos, a conquistar o corpo que desejava. Mas sua compulsão por chocolate – ela chegava a visitar quatro docerias em um único dia – quase colocou tudo a perder. A empresária teve que aprender a se reeducar para manter uma vida saudável. depois. Nossa, como eu sofria! Até que percebi que sozinha não conseguiria vencer o meu descontrole. Por isso, procurei um endocrinologista e uma nutricionista, que me ajudaram a mudar o cardápio. Hoje, sei direitinho como manter a reeducação alimentar e criei uma boa relação com a comida.

Na minha casa, por exemplo, não compramos nenhuma tentação. Minha despensa é totalmente saudável e, como meu marido conhece a minha dificuldade, ele tenta me ajudar ao máximo. Também passo longe de docerias para não correr o risco de entrar e provar cada gostosura da vitrine. O problema é o primeiro pedaço: se consigo escapar dele, estou a salvo. O pior é quando passo por dois dias de compulsão e perco os resultados do meu treino de força. O desempenho cai, tenho que reduzir a carga dos aparelhos e o inchaço me obriga a focar mais nos exercícios aeróbicos. Além de me ajudar a chegar ao peso ideal, o esporte mantém minha cabeça equilibrada – mesmo que não substitua a vontade de açúcar. Jogo tênis, pedalo, faço aula de dança de salão e tenho um tempinho reservado para a musculação. Quanto mais variadas as atividades, melhor para minha mente e meu corpo. Para conseguir combustível para tudo isso – sem apelar para os industrializados –, preparo marmitas com cereais, vegetais, frango ou peixe. No café da manhã, gosto de comer mingau com aveia e castanhas, acompanhado de banana picada.

Vou levando minha rotina assim. Mesmo não tendo descoberto o que dispara essa minha compulsão – se são hormônios ou a ansiedade –, já consigo driblá-la. Pesquiso bastante sobre nutrição para ter noção do que é um bom alimento. Já aprendi a fazer bolo ft com aveia, óleo de coco e outros ingredientes saudáveis – sem açúcar nenhum! Até minha mãe entrou na minha onda. Ela evita preparar doces ir-re-sis-tí-veis quando vou visitá-la. Sei que não estou sozinha nessa. Muitas mulheres sofrem como eu, mas podemos superar. Hoje, sigo um cardápio totalmente saudável e estou feliz com o meu corpo.

Fuja da compulsão!
 1. Não tenha tentações em casa: Na hora de ir ao supermercado, só compre o que faz bem para você. Escreva uma lista para seguir à risca e passe longe do corredor de doces.

2. Prepare porções individuais: “Quando tenho vontade de comer meu bolo fit, que leva adoçante, separo apenas uma tigela pequena para assar. Assim, não corro o risco de devorar uma quantidade absurda e fico com preguiça de cozinhar uma segunda leva.”

3. Leve sua marmita: Elas são ótimas para dar um jeito naquela fome do meio da tarde. Com um lanche nutritivo em mãos, você não precisa ir até a padaria mais próxima para comer – menos chances de cair na sessão das guloseimas.

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