Casa Clã 2026: Barbara Coelho e Yane Marques falam sobre presença feminina nos esportes
Yane Marques e Barbara Coelho debatem a crescente presença feminina no esporte, seus desafios e o papel crucial da educação de gênero
Sim, passos importantes já foram dados quando o assunto é a presença de mulheres em práticas esportivas. O futebol feminino, por exemplo, tem crescido bastante nos últimos anos, ganhando mais visibilidade, espaço na mídia, interesse do público e maior apoio institucional.
Essa evolução é extremamente importante, no entanto, não se pode dar a causa como vencida. Em um território historicamente dominado por homens, a participação feminina se torna um ato de resistência e também de transformação.
O tema foi um dos destaques abordados durante o primeiro dia de Casa Clã 2026, ação promovida por CLAUDIA e Boa Forma.
Na tarde da última sexta-feira (20), Barbara Coelho, jornalista e apresentadora da CazeTV, e Yane Marques, medalhista olímpica e vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), se reuniram para promover um diálogo a respeito dos avanços e dos desafios que ainda marcam a trajetória feminina no esporte.
Durante o talk “A Copa é nossa: mulheres nos esportes”, elas falaram sobre representatividade e os preconceitos relacionados à inserção feminina em um ambiente permeado por desigualdades e estereótipos de gênero.
“A gente carrega mais tempo de proibição do futebol feminino do que de liberação. Isso diz muito sobre a nossa história”, declarou Marques.
Para Coelho, o esporte é uma área da sociedade que carrega atrasos significativos em relação a debates que já avançaram em outros espaços.
“O esporte ainda está muito atrás de pautas urgentes que a sociedade já começou a abraçar, com isso, a nossa presença incomoda. E talvez, por isso, ela seja tão necessária”, disse ela, que conta com passagens pela TV Globo em sua jornada profissional.
Um dos pilares fundamentais para garantir que as mulheres não apenas entrem no jogo, mas também permaneçam nele, segundo a jornalista, é a educação de gênero.
“A educação de gênero é muito importante, principalmente dentro do esporte e do futebol, que estão entre os lugares mais tóxicos da sociedade para a gente circular”, opinou.
“Falar que uma mulher não pode ocupar determinado espaço não é livre-arbítrio, opinião ou liberdade de expressão. É sexista, misógino e machista”, destacou Barbara.
Casa Clã 2026 tem patrocínio de @dermacyd, apoio da @secretariamulhersp do @governosp e parceria com @casabontempo





